Paráfrase e reescrita
Gabarito: letra D. A única alternativa que reescreve corretamente a frase original, mantendo o sentido e obedecendo à norma culta, é a D. A frase original — "É preciso descartar tudo aquilo que impede a visão real de uma cidade" — pede uma paráfrase que preserve a ideia de necessidade de eliminar obstáculos à verdadeira percepção da cidade. A opção D faz isso com vocabulário sinônimo e estrutura gramatical impecável.
Alternativa A — ❌ Incorreta
"É de boa prática afastar os impedimentos em que tolhem uma vista da cidade."
A expressão "em que" é inadequada — o correto seria "que" (os impedimentos que tolhem). Além disso, "uma vista da cidade" não equivale a "visão real da cidade", alterando o sentido original. Erro de regência e troca conceitual.
Alternativa B — ❌ Incorreta
"Deve-se expurgar de uma cidade a imagem daquilo que lhe visivelmente lhe tolhe."
Há dupla ocorrência do pronome "lhe" (redundância gramatical) e a palavra "visivelmente" não está no original. "Expurgar a imagem" difere de "descartar aquilo que impede a visão".
Alternativa C — ❌ Incorreta
"É mister de que se descarte aquilo que obste com a visão real de uma cidade."
A locução "É mister de que" é incorreta; o correto é "É mister que". O verbo "obstar" rege preposição "a" (obstar a algo), não "com". Portanto, erro de regência.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"Impõe-se a exclusão de tudo aquilo que obstrui a efetiva visão de uma cidade."
"Impõe-se" equivale a "é preciso" (ideia de necessidade). "Exclusão" corresponde a "descartar". "Obstrui" = "impede". "Efetiva visão" = "visão real". A estrutura é clara, correta e mantém integralmente o sentido original.
Alternativa E — ❌ Incorreta
"Faculta-se eliminar à tudo que empana o visionário realista de uma cidade."
"Faculta-se" significa "permite-se", antônimo de "é preciso" (obrigatoriedade). A crase em "à tudo" é indevida (antes de pronome indefinido não há crase). "Visionário realista" foge completamente ao sentido de "visão real".
Gabarito: letra D.