A complexidade do guarda-chuva na crônica de Rubem Braga
Gabarito: letra D. O autor admite que o guarda-chuva tem algo de ridículo e de fúnebre ao mesmo tempo, conforme se lê diretamente no texto: > "Reparem que é um dos engenhos mais curiosos que o homem inventou; tem ao mesmo tempo algo de ridículo e de fúnebre, essa pequena barraca." A alternativa D parafraseia essa passagem com "combina o aspecto algo risível com o fúnebre".
Alternativa A — ❌ Incorreta
O texto afirma que o "velho rancor contra os guarda-chuvas cedeu lugar a um estranho carinho", ou seja, não há rancor permanente e insuperável. A alternativa contradiz o texto.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O autor destaca que o guarda-chuva resistiu às mudanças, ao contrário das máquinas modernas (telefone, automóvel etc.), que "mudaram de forma, de cor, de material". Portanto, ele não tem versatilidade como as máquinas. Contradiz o texto.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O texto diferencia o guarda-chuva das sombrinhas: estas "se entregaram aos piores desregramentos futuristas" e "caíram de moda", enquanto o guarda-chuva "permaneceu austero, negro". Logo, não cumpre destino análogo. Contradiz o texto.
Alternativa D — ✅ Correta
Conforme citado, o próprio texto declara que o guarda-chuva tem "ao mesmo tempo algo de ridículo e de fúnebre", o que equivale a combinar o risível com o fúnebre. É uma paráfrase fiel.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O autor diz que o guarda-chuva "Entrou calmamente pela era atômica, e olha com ironia a arquitetura e os móveis chamados funcionais". Não há conotação de tragicidade; há ironia e tranquilidade. A alternativa extrapola o texto.
Gabarito: letra D.