Eternidade do guarda-chuva
Gabarito: letra A. O carinho do autor pelo guarda-chuva decorre de sua permanência inabalável diante das mudanças do mundo moderno, conforme o texto: “Pensando bem, ele talvez derive do fato de ser o guarda-chuva o objeto do mundo moderno mais infenso a mudanças.” Essa constatação é reforçada pela descrição de sua resistência (“O guarda-chuva tem resistido… Ele permaneceu austero, negro…”). A alternativa A parafraseia corretamente essa ideia: o guarda-chuva é uma “positiva imagem de algo permanente”.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
“Pensando bem, ele talvez derive do fato de ser o guarda-chuva o objeto do mundo moderno mais infenso a mudanças.” “O guarda-chuva tem resistido. […] Ele permaneceu austero, negro, com seu cabo e suas invariáveis varetas.”
O autor vincula explicitamente o carinho (derivado do sentimento) à qualidade de ser infenso a mudanças, ou seja, permanente. A alternativa usa “positiva imagem de algo permanente”, que capta tanto o valor positivo (carinho) quanto a característica de imutabilidade. Nenhuma outra alternativa se sustenta com o mesmo grau de literalidade e inferência ancorada.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Erro: contradiz o texto. A alternativa afirma que o guarda-chuva “tem uma funcionalidade que se adapta às mudanças”. O texto, porém, diz o oposto: ele é o “mais infenso a mudanças” e “resistiu” às transformações. A ideia de adaptação é estranha ao trecho.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Erro: extrapolação (fora do escopo). O autor não contrapõe o guarda-chuva à inutilidade dos engenhos modernos. Ele apenas menciona que outros objetos mudaram, mas não os qualifica como inúteis. A palavra “inutilidade” é uma opinião que o texto não sustenta.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Erro: extrapolação (acrescenta opinião). O autor lembra que objetos de sua infância mudaram, mas isso é apenas um contraste; ele não diz que o guarda-chuva evoca lembranças afetivas do passado remoto. O carinho atual é explicado pela permanência, não por nostalgia.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Erro: contradiz o texto. Diz que o guarda-chuva “modernizou-se sem trair sua função”. O texto afirma justamente o contrário: “Ele permaneceu austero, negro… a fantasia, a inquietação e a ânsia de variedade do homem não conseguiram modificá-lo em coisa alguma.” Ou seja, ele não se modernizou; permaneceu inalterado.