Normas de Auditoria Governamental – Relatórios de Auditoria
Gabarito: letra B. O principal objetivo das exigências de forma e conteúdo dos relatórios de auditoria (clareza, precisão, imparcialidade, objetividade, concisão) é garantir que as constatações, conclusões e recomendações sejam comunicadas de forma eficaz e compreensível, subsidiando a tomada de decisões e preservando a credibilidade do trabalho — conforme estabelecido nas Normas de Auditoria Governamental (NAGs) e nos padrões internacionais (ISSAI). As demais alternativas distorcem a finalidade.
A questão testa a compreensão do propósito comunicacional e de utilidade dos relatórios de auditoria governamental. A banca espera que o candidato identifique que os atributos de qualidade do relatório visam à eficácia da comunicação com os usuários (gestores, sociedade, órgãos de controle), e não a formalidades vazias, dificuldades para leigos, proteção legal ou omissão de achados.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que as exigências são "meramente formais", sem preocupação com o impacto ou utilidade prática. Isso contraria o fundamento das normas de auditoria, que estabelecem que o relatório é o principal instrumento de comunicação dos resultados da auditoria e deve ser útil para a gestão e para a sociedade. A NAG 4706 (Norma de Auditoria Governamental sobre Comunicação de Resultados) enfatiza a utilidade e a tempestividade.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Descreve com precisão o objetivo: comunicar de forma eficaz e compreensível as constatações, conclusões e recomendações, subsidiando a tomada de decisões e preservando a credibilidade do trabalho. É exatamente o que as normas de auditoria governamental determinam, alinhado à INTOSAI (ISSAI 400) e às NAGs.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Propõe que o objetivo é "dificultar a compreensão por leigos" e "assegurar o rigor científico exclusivamente entre Tribunais de Contas". A padronização visa justamente facilitar a compreensão e comparabilidade, não dificultar. Além disso, os relatórios devem ser acessíveis a diversos públicos, não apenas aos Tribunais.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Sugere que o relatório deve ser "propositalmente ambíguo" e "evitar conclusões diretas" para proteger legalmente o órgão. Ao contrário, o relatório deve ser claro e objetivo; a ambiguidade compromete a credibilidade e a utilidade. A proteção legal decorre da correção técnica, não da linguagem ambígua.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que se deve "enfatizar apenas aspectos positivos e omitir deliberadamente achados negativos". Isso fere o princípio da imparcialidade e da objetividade. A auditoria deve relatar todos os achados relevantes, positivos e negativos, para permitir a correção de irregularidades e a melhoria da gestão.
Gabarito: letra B.