Questão de Segurança da Informação — Criptografia — FCC 2025
Segurança da Informação›Criptografia
Código
fc075546
Banca
FCC
Órgão
TRT - 6ª Região (PE)
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Analista Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade: Tecnologia da Informação
Uma Analista de nome Maria Cecilia criptografa uma mensagem com sua chave privada e envia pela internet para João Miguel, que recebe a mensagem e a descriptografa com a chave publica de Maria Cecilia para ler a mensagem. O uso da criptografia nesse caso esta garantindo o princípio da
Aautenticidade.
Bdisponibilidade.
Cintegridade.
Dconfidencialidade.
Econfiabilidade.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoA — autenticidade.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Criptografia Assimétrica – Princípios de Segurança
Gabarito: letra A. A criptografia com a chave privada do remetente (Maria Cecília) seguida de descriptografia com a chave pública da remetente (por João Miguel) não garante confidencialidade, pois qualquer pessoa com a chave pública pode decifrar. O que se garante é a autenticidade (e também o não repúdio), pois apenas quem possui a chave privada pôde cifrar a mensagem, comprovando a identidade do remetente.
A questão testa o entendimento de qual princípio da segurança da informação é atendido quando se usa a chave privada para cifrar, em vez da chave pública. No contexto de criptografia assimétrica, cada par de chaves tem funções distintas:
Operação
Chave usada para cifrar
Chave usada para decifrar
Princípio garantido
Confidencialidade
Chave pública do destinatário
Chave privada do destinatário
Apenas o destinatário lê
Autenticidade/Assinatura digital
Chave privada do remetente
Chave pública do remetente
Origem comprovada
No enunciado, Maria Cecília usa sua chave privada para cifrar, e João Miguel usa a chave pública dela para decifrar. Isso equivale ao processo de assinatura digital: garante que a mensagem foi realmente enviada por Maria (autenticidade), mas não impede que terceiros a leiam (não há confidencialidade).
Chave pública do remetente
Chave privada do remetente
Decifrar
Autenticidade
Confidencialidade
Cifrar
Nenhum
Nenhum
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A autenticidade é provida porque apenas Maria Cecília possui sua chave privada. Se João Miguel consegue decifrar com a chave pública dela, a mensagem necessariamente foi cifrada com a privada correspondente, provando a identidade da remetente. Esse é o princípio básico da assinatura digital (embora na prática se cifre um hash, não a mensagem toda).
Alternativa B — ❌ Incorreta
Disponibilidade refere-se à garantia de que o sistema e os dados estejam acessíveis quando necessário. A operação descrita não envolve mecanismos de disponibilidade (como redundância ou backup).
Alternativa C — ❌ Incorreta
Integridade assegura que os dados não foram alterados indevidamente. Embora a criptografia com chave privada ofereça alguma proteção contra modificações (pois qualquer alteração quebra a decifração), o principal mecanismo para integridade são os hashes e MACs. A questão foca no uso das chaves, e o princípio mais imediato é a autenticidade.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Confidencialidade é a proteção contra leitura não autorizada. No cenário, qualquer pessoa com a chave pública de Maria (que é pública) pode decifrar a mensagem. Portanto, não há confidencialidade. A confidencialidade seria obtida se Maria cifrasse com a chave pública de João – aí só ele, com a privada dele, decifraria.
Alternativa E — ❌ Incorreta
"Confiabilidade" não é um princípio clássico da tríade CIA (Confidentiality, Integrity, Availability) nem é listado como objetivo básico da criptografia. O termo pode ser confundido com "autenticidade" ou "confiança", mas a questão cobra o princípio correto: autenticidade.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão comum: cifrar com chave privada não esconde a mensagem (confidencialidade), mas sim comprova a origem (autenticidade). Muitos candidatos marcam confidencialidade por associar criptografia a sigilo, mas o uso da chave pública do remetente para decifrar mostra que qualquer um pode ler – só não pode falsificar a origem.
PEGA ESSA DICA!
Decore a função de cada chave no par assimétrico: pública cifra (confidencialidade); privada cifra (autenticidade/assinatura). Na prova, ao ler "cifra com chave privada" → associe imediatamente a autenticidade e não repúdio.