Questão de Matemática — Probabilidade — FCC 2025
- Código
- fc075572
- Banca
- FCC
- Órgão
- TRT - 6ª Região (PE)
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Analista Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade: Tecnologia da Informação
- A1/4
- B1/50
- C1/25
- D1/6
- E1/2
GabaritoC — 1/25
Gabarito: letra C (1/25). A probabilidade condicional pedida é . Como as probabilidades das faces são proporcionais a 1, 2, 6 e 24 (face 2 = 2×face 1; face 3 = 3×face 2 = 6×face 1; face 4 = 4×face 3 = 24×face 1), temos e , resultando em .
O ponto central desta questão é que as faces do dado NÃO são equiprováveis — o dado é viciado, com probabilidades proporcionais a pesos. O primeiro passo é descobrir esses pesos. Vamos chamar a probabilidade da face 1 de . Pelo enunciado:
Como a soma das probabilidades de todas as faces deve ser 1 (axioma da probabilidade total), temos:
Portanto, , , e .
Agora, a probabilidade condicional. O evento condicionante é "sair a face 1 ou a face 4", ou seja, . O evento de interesse é "sair a face 1 ou a face 3", ou seja, . A interseção é o conjunto de faces que estão em ambos: apenas a face 1, pois a face 3 não está em B e a face 4 não está em A. Assim:
A fórmula da probabilidade condicional é a ferramenta central: , que aparece no material de apoio como a definição de probabilidade condicional.
Face | Peso (proporção) | Probabilidade |
|---|---|---|
1 | 1 | 1/33 |
2 | 2 | 2/33 |
3 | 6 | 6/33 |
4 | 24 | 24/33 |
Soma | 33 | 1 |
Evento | Probabilidade | |
:------: | :-------------: | |
A = {1, 3} | 1/33 + 6/33 = 7/33 | |
B = {1, 4} | 1/33 + 24/33 = 25/33 | |
A ∩ B = {1} | 1/33 | |
P(A | B) = P(A ∩ B) / P(B) | (1/33) / (25/33) = 1/25 |
O valor 1/4 seria obtido se o candidato tratasse as faces como equiprováveis e calculasse como (errado) ou se confundisse a razão entre os pesos. Na verdade, 1/4 não corresponde a nenhuma razão direta entre as probabilidades calculadas — é um distrator que ignora completamente o vício do dado.
O valor 1/50 não tem relação com os cálculos. Ele poderia surgir de um erro na soma dos pesos (por exemplo, somar 1+2+3+4 = 10 e depois errar a fração), mas não corresponde a nenhuma razão correta entre as probabilidades das faces.
Como demonstrado, e . A probabilidade condicional pedida é . Este é o valor correto.
O valor 1/6 seria obtido se o candidato calculasse mas errasse os pesos, por exemplo, usando em vez de (esquecendo que a face 4 é 4 vezes mais provável que a face 3, que já é 3 vezes mais provável que a face 2). Com esse erro, teríamos , e , que não é 1/6. O valor 1/6 também não corresponde a nenhum cálculo correto.
O valor 1/2 seria a resposta se o dado fosse honesto (equiprovável), pois . A banca coloca esse distrator justamente para pegar quem esquece que o dado é viciado e trata todas as faces como igualmente prováveis.
A banca induz o candidato a tratar o dado como honesto, calculando (alternativa E). O erro está em ignorar que as probabilidades são proporcionais aos pesos 1, 2, 6 e 24 — a face 4 é 24 vezes mais provável que a face 1, não 4 vezes. Sempre que o enunciado disser "face X é N vezes mais provável que face Y", multiplique os pesos em cadeia, não some.
Monte a tabela de pesos antes de qualquer cálculo. Atribua à face 1 e multiplique em cadeia: face 2 = , face 3 = , face 4 = . Some tudo e iguale a 1 para achar . Depois, aplique a fórmula da condicional com calma — a interseção entre "1 ou 3" e "1 ou 4" é apenas a face 1.
Gabarito: letra C
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