Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2025
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Código
fc075681
Banca
FCC
Órgão
TRT - 6ª Região (PE)
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Analista Judiciário - Área Judiciária - Especialidade: Oficial de Justiça Avaliador Federal
Considerando o contexto, traduz-se o sentido de um segmento do texto em:
AO que fica é antes uma impressão de serenidade (3º parágrafo) = É anterior à sensação de passividade
Bcombate sem rendição contra o que o atormenta (3º parágrafo) = não se rende sem luta com o que o aflige
Ca não ser pelos especialistas nesse estudo (12 parágrafo) = conquanto não sejam estudos especificos
Dmuito mais comoventes para o comum dos homens (2º parágrafo) = comumente deveriam emocionar mais os seres humanos
Enão se deixa nunca degradar pela infelicidade (3º parágrafo) = jamais permite que uma desdita a rebaixe
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GabaritoE — não se deixa nunca degradar pela infelicidade (3º parágrafo) = jamais permite que uma desdita a rebaixe
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Sentido contextual — paráfrase de expressão
Gabarito: E. A única alternativa que preserva fielmente o sentido do texto é a E, pois "não se deixa nunca degradar pela infelicidade" é corretamente parafraseado por "jamais permite que uma desdita a rebaixe" — mantendo os advérbios de negação (nunca/jamais), o verbo degradar/rebaixar e o substantivo infelicidade/desdita.
"ela se curva sob o peso da injustiça; há momentos em que a coragem desfalece; mas ela resiste e não se deixa nunca degradar pela infelicidade."
A questão cobra a tradução do sentido (paráfrase) de trechos do texto, exigindo atenção ao valor exato de cada palavra no contexto. Vejamos o erro de cada distratora:
Alternativa A — ❌ Incorreta
"O que fica é antes uma impressão de serenidade" (3º parágrafo)
A banca troca o sentido do advérbio "antes" (que significa "preferencialmente", "em vez de") por "anterior" (ideia de tempo/prioridade). O texto não diz que a serenidade é anterior à passividade; diz que, em vez de tristeza, o que permanece é uma impressão de serenidade. A paráfrase inverte a relação semântica.
PEGA ESSA DICA!
O "antes" modal (preferência) é diferente do "antes" temporal (anterioridade). Sempre verifique o contexto.
Alternativa B — ❌ Incorreta
"combate sem rendição contra o que o atormenta" (3º parágrafo)
A paráfrase "não se rende sem luta" altera o sentido: o original afirma que a luta é sem rendição (nunca se rende); a paráfrase sugere que a rendição só não ocorre se não houver luta (condicional). A expressão original é absoluta; a paráfrase introduz uma condição inexistente.
Alternativa C — ❌ Incorreta
"a não ser pelos especialistas nesse estudo" (1º parágrafo)
A paráfrase troca o sujeito: o texto se refere a pessoas (especialistas), enquanto a alternativa fala de estudos ("conquanto não sejam estudos específicos"). Além disso, "a não ser" significa "exceto", e "conquanto" é concessivo ("embora") — muda a relação lógica.
Alternativa D — ❌ Incorreta
"muito mais comoventes para o comum dos homens" (2º parágrafo)
A paráfrase insere o verbo "deveriam" (um juízo de obrigação/expectativa) que não existe no original — o texto apenas constata que os poemas seriam mais comoventes. Além disso, troca "comum dos homens" por "seres humanos", perdendo a especificidade de "pessoas comuns, que lutam e sofrem".
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A paráfrase é fiel: "nunca" (advérbio de negação) vira "jamais"; "degradar" é substituído por "rebaixar" (sinônimo adequado); "infelicidade" vira "desdita" (também sinônimo). A estrutura "não se deixa..." (voz passiva pronominal) é convertida para "permite que... a rebaixe" sem alterar o agente ou a ação. Nenhuma informação é acrescentada ou suprimida.
"não se deixa nunca degradar pela infelicidade" → "jamais permite que uma desdita a rebaixe"
Conclusão: A questão testa a capacidade de reconhecer paráfrases que não alteram o significado original. A alternativa E é a única que respeita a equivalência semântica; as demais cometem troca de conceito (mudam o sentido de advérbios, verbos ou substantivos).