Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2025
Português›Interpretação de Textos
Código
fc075736
Banca
FCC
Órgão
TRT - 6ª Região (PE)
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Técnico Judiciário - Área Administrativa
O título "Entre luas" justifica-se pelo fato de que, nesse texto, o autor
Ademonstra a superioridade da imaginação contemplativa sobre o pragmatismo de quem se limita à ciência.
Banalisa a polaridade que existe entre o culto místico dos astros e a busca obsessiva do autoconhecimento.
Cse mostra um entusiasta das contemplações poéticas que sua amiga costuma estender ao satélite da Terra.
Dfala da diversidade dos corpos celestes e do reconhecimento que só merecem os que de fato se aplicam em estudá-los.
Edistingue as perspectivas de quem olha para o céu em busca de paz íntima e de quem quer investigá-lo para conhecê-lo.
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GabaritoE — distingue as perspectivas de quem olha para o céu em busca de paz íntima e de quem quer investigá-lo para conhecê-lo.
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"Entre luas" – distinção de perspectivas
Gabarito: letra E. O autor, no texto, distingue claramente duas posturas diante da Lua e do céu: a de quem busca consolo íntimo (sua amiga) e a de quem deseja conhecimento objetivo (a apropriação verdadeira). Isso se comprova na passagem em que ele questiona se a atitude da amiga não seria "uma solução excessivamente cômoda" e, em seguida, afirma que o que lhe interessa é "o conhecimento objetivo de uma relação entre nós e o universo extra-humano". O título "Entre luas" simboliza exatamente essa oposição entre a Lua poética/contemplativa e a Lua investigada/científica.
"Entre luas" – perspectivas
1Contemplativa (amiga)
Busca paz íntima
Solução cômoda
2Científica (autor)
Conhecimento objetivo
Apropriação verdadeira
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Alternativa A — ❌ Incorreta
A afirmação de que o autor "demonstra a superioridade da imaginação contemplativa sobre o pragmatismo de quem se limita à ciência" contradiz o texto. O autor, na verdade, critica a atitude contemplativa da amiga ("solução excessivamente cômoda") e defende uma relação de conhecimento objetivo. Não há hierarquia de superioridade, e sim crítica à contemplação passiva.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O texto não analisa "polaridade entre culto místico dos astros e busca obsessiva do autoconhecimento". A ideia de "autoconhecimento" extrapola o conteúdo: a amiga busca consolo, não autoconhecimento; o autor busca conhecimento do universo, não de si mesmo.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O autor não se mostra "entusiasta das contemplações poéticas que sua amiga costuma estender ao satélite da Terra". Ele questiona a posição dela e afirma que o que interessa a ele é a apropriação verdadeira, não a contemplação poética. Portanto, a alternativa contradiz o texto.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Embora o autor mencione a diversidade de visões sobre a Lua, ele não fala de "reconhecimento que só merecem os que de fato se aplicam em estudá-los". Essa ideia de merecimento extrapola o texto: o autor critica a contemplação, mas não nega valor ao estudo; apenas defende uma aproximação objetiva.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O autor distingue as perspectivas de quem olha para o céu em busca de paz íntima (a amiga que se consola) e de quem quer investigá-lo para conhecê-lo (o próprio autor, que defende o conhecimento objetivo). Essa distinção perpassa todo o texto e justifica o título "Entre luas", que simboliza o conflito entre duas formas de relação com o luar.
"Declarou-me uma amiga que passou a se dedicar a olhar o céu estrelado para se consolar das feiuras terrestres. Não seria isso uma solução excessivamente cômoda? [...] O que me interessa, ao contrário, é tudo o que é apropriação verdadeira do espaço e dos objetos celestes, ou seja, o conhecimento objetivo de uma relação entre nós e o universo extra-humano."
A passagem comprova a contraposição entre a busca de consolo (paz íntima) e a busca de conhecimento (investigação objetiva). Portanto, a alternativa E é a única inteiramente sustentada pelo texto.