Pular para o conteúdo principal

Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2025

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
fc075741
Banca
FCC
Órgão
TRT - 6ª Região (PE)
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Técnico Judiciário - Área Administrativa
Da comparação entre as violências já havidas na História e as que ocorrem sob os nossos olhos deve-se deduzir que
  1. Aa avaliação de outras épocas só pode ser feita com isenção se considerados os critérios da época presente.
  2. Bqueremos nos persuadir de que as violências do passado justificavam-se melhor do que as do presente.
  3. Co passado tende a ser permanentemente considerado pela tendência de idealizar os feitos de outras épocas.
  4. Da relativização justificadora das violências do nosso tempo não entra em nossa avaliação das violências passadas.
  5. Etendemos a condenar sumariamente as mesmas violências que nossos antepassados já condenavam com rigor.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — a relativização justificadora das violências do nosso tempo não entra em nossa avaliação das violências passadas.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

A relativização das violências ao longo da História

Gabarito: letra D. O texto sustenta que somos mais tolerantes com as violências do nosso tempo e mais rigorosos com as do passado. A alternativa D parafraseia essa ideia: a justificativa (relativização) que damos às violências atuais não é aplicada quando avaliamos as violências passadas. Essa conclusão é diretamente extraída do trecho: "Parece que tendemos a ser sempre mais complacentes conosco e com a nossa época, avaliando com o maior rigor os descalabros do passado." e do exemplo de Boudon sobre escravidão e pobreza.

PEGA ESSA DICA!

O enunciado pede "deve-se deduzir" — é uma inferência. A resposta não está explícita, mas é a única conclusão lógica apoiada pelas pistas do texto.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que a avaliação de outras épocas só pode ser feita com isenção usando critérios presentes. O texto não fala em "isenção" nem diz que essa é a única forma; pelo contrário, critica o julgamento com critérios atuais. É uma extrapolação.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Diz que queremos nos persuadir de que as violências passadas se justificavam melhor. O texto mostra o oposto: condenamos o passado com mais rigor. O autor afirma que somos "complacentes" com o presente e "rigorosos" com o passado. Contradiz o texto.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Menciona "idealizar os feitos de outras épocas". O texto só fala em idealização da infância pessoal ("infância idealizada"), não de feitos históricos. Além disso, o texto enfatiza a condenação das violências passadas, não sua idealização. Tangencia o tema e confunde partes diferentes do texto.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Corresponde exatamente à tese central: justificamos as violências do nosso tempo (relativização), mas não estendemos essa mesma relativização ao julgar o passado. Como diz o texto: "avaliando com o maior rigor os descalabros do passado". Nenhuma outra alternativa capta essa ideia com fidelidade.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que condenamos as "mesmas violências" que os antepassados condenavam. O exemplo de Boudon mostra o contrário: os antigos aceitavam a escravidão; nós a condenamos, mas aceitamos a pobreza. Portanto, condenamos violências diferentes. Contradiz o texto.

Gabarito: letra D

Link permanente: /questoes/fc075741