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Questão de Gestão de Pessoas — Gestão da Mudança — FCC 2026

Gestão de PessoasGestão da Mudança
Código
fc075951
Banca
FCC
Órgão
AL-MS
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Analista Legislativo - Área Administrativa
À luz da Teoria da Contingência, a transição do modelo mecanicista de Administração de Pessoal para abordagens estratégicas representa
  1. Aadaptação estrutural às variáveis ambientais, como tecnologia, mercado e complexidade organizacional.
  2. Bnegação de fatores exógenos à organização, como variáveis relevantes, acompanhada de movimento de concentração de poder no órgão central de recursos humanos.
  3. Csubstituição definitiva dos mecanismos de controle formal por autonomia operacional plena, refutando-se o papel normatizador do órgão de recursos humanos.
  4. Dtentativa de neutralização de fatores de risco, com a blindagem da organização em relação a variáveis externas.
  5. Eabandono do caráter instrumental, atribuindo-se ao órgão central de recursos humanos, ao mesmo tempo, funções planejamento e de execução, gerando conflito de interesses.
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GabaritoA — adaptação estrutural às variáveis ambientais, como tecnologia, mercado e complexidade organizacional.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Teoria da Contingência e Transição para Gestão Estratégica de Pessoas

Gabarito: letra A. A Teoria da Contingência, desenvolvida por autores como Burns & Stalker e Lawrence & Lorsch, afirma que não há um modelo único de gestão; a estrutura organizacional deve se adaptar às variáveis do ambiente (tecnologia, mercado, complexidade). A transição do modelo mecanicista de Administração de Pessoal (burocrático, focado em tarefas e controle) para abordagens estratégicas de Gestão de Pessoas representa exatamente essa adaptação estrutural às variáveis ambientais. A alternativa A capta esse núcleo teórico. As demais alternativas ou negam fatores externos, ou propõem soluções radicais e centralizadoras que contrariam os preceitos contingenciais.

Teoria da Contingência
  • 1Premissa central
    • Não há modelo único
    • Estrutura se adapta ao ambiente
  • 2Variáveis ambientais
    • Tecnologia
    • Mercado
    • Complexidade organizacional
  • 3Transição: mecanicista → estratégico
    • Mecanicista (burocrático)
      • Foco em tarefas
      • Controle formal
      • Hierarquia rígida
    • Estratégico (orgânico)
      • Flexível
      • Descentralizado
      • RH como parceiro estratégico
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa descreve com precisão o princípio central da Teoria da Contingência: a organização deve ajustar sua estrutura (inclusive a área de RH) em resposta a mudanças no ambiente externo e interno. O movimento de um modelo mecanicista (estável, hierárquico, departamental) para um modelo orgânico/estratégico (flexível, descentralizado, focado em pessoas) é uma adaptação contingencial. Conforme a evolução da Gestão de Pessoas (pós-1990), a área de RH torna-se parceira estratégica, alinhada às estratégias organizacionais e sensível ao contexto.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que a transição representa "negação de fatores exógenos" e "concentração de poder no órgão central de RH". Isso é o oposto do que prega a Teoria da Contingência, que valoriza os fatores exógenos como determinantes da estrutura. Além disso, a gestão estratégica de RH é caracterizada pela descentralização das decisões para os gestores de linha e pela função de staff (consultiva) do RH, e não pela concentração de poder.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma "substituição definitiva dos mecanismos de controle formal por autonomia operacional plena" e "refutação do papel normatizador do RH". A Teoria da Contingência não defende a eliminação total do controle formal, mas sim o equilíbrio conforme as necessidades do ambiente. Na prática, mesmo em modelos estratégicos, controles formais (metas, indicadores) permanecem, e o RH mantém papel normatizador, ainda que mais flexível. O termo "definitiva" e "plena" são exageros incompatíveis com a abordagem contingencial.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Descreve "tentativa de neutralização de fatores de risco, com a blindagem da organização em relação a variáveis externas". A Teoria da Contingência, ao contrário, prega a abertura ao ambiente e a adaptação proativa. Blindar-se seria ignorar as contingências, o que levaria ao desajuste organizacional.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Diz que a transição implica "abandono do caráter instrumental" e "atribuição ao órgão central de RH de funções de planejamento e execução, gerando conflito de interesses". Na verdade, a gestão estratégica de RH mantém o caráter instrumental (atividades operacionais podem ser terceirizadas ou descentralizadas) e, principalmente, separa funções: o órgão central de RH planeja e assessora (staff), enquanto a execução fica com os gestores de linha. Acumular planejamento e execução no mesmo órgão central não é a tônica da transição estratégica.

PEGA ESSA DICA!

Lembre-se do "modelo orgânico" vs. "mecanicista". A Teoria da Contingência indica que ambientes dinâmicos exigem estruturas orgânicas (flexíveis, descentralizadas, com RH estratégico). A banca testa a capacidade de reconhecer que a transição é uma adaptação, não uma negação do ambiente ou um retorno ao centralismo.

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