Questão de Administração Pública — Convergências e Diferenças entre a Gestão Pública e a Gestão Privada — FCC 2026
Administração Pública›Convergências e Diferenças entre a Gestão Pública e a Gestão Privada
Código
fc075988
Banca
FCC
Órgão
AL-MS
Ano
2026
Nível
Médio
Cargo
Técnico Legislativo - Área Administrativa
A respeito das convergências e divergências entre a gestão pública e a gestão privada,
Atanto a gestão pública quanto a privada utilizam práticas de gestão como planejamento, controle e avaliação de desempenho; contudo, diferem quanto aos objetivos e ao grau de autonomia decisória.
Ba gestão pública não pode adotar técnicas de gestão oriundas do setor privado, pois sua atuação é integralmente regida pelo princípio da legalidade estrita.
Ca gestão pública e a gestão privada têm como principal objetivo comum a maximização do lucro, embora utilizem instrumentos diferentes para alcançá-lo.
Dapenas a gestão pública utiliza planejamento estratégico, enquanto a gestão privada opera de forma predominantemente improvisada.
Ea gestão privada é sempre mais eficiente do que a gestão pública, pois não está sujeita a controles externos nem a limites legais.
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GabaritoA — tanto a gestão pública quanto a privada utilizam práticas de gestão como planejamento, controle e avaliação de desempenho; contudo, diferem quanto aos objetivos e ao grau de autonomia decisória.
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Convergências e Diferenças entre a Gestão Pública e a Privada
Gabarito: letra A. Tanto a gestão pública quanto a privada utilizam práticas comuns de administração (planejamento, controle, avaliação de desempenho), mas divergem essencialmente nos objetivos — a pública visa o bem-estar social, a privada, o lucro — e no grau de autonomia decisória, uma vez que a administração pública é mais limitada pelo princípio da legalidade.
A questão aborda um tema clássico da Administração Pública: as convergências (semelhanças) e divergências (diferenças) entre os setores público e privado. O conteúdo de apoio indica que ambas as esferas compartilham técnicas modernas de gestão e processos administrativos, mas seus objetivos e limites são distintos.
Gestão pública vs. privada
1Convergências
Planejamento
Controle
Avaliação de desempenho
2Divergências
Objetivos
Pública: bem-estar social
Privada: lucro
Autonomia decisória
Pública: legalidade estrita
Privada: maior discricionariedade
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa espelha exatamente a doutrina: tanto pública quanto privada empregam ferramentas como planejamento, controle e avaliação de desempenho (convergências), mas diferem nos objetivos (social versus lucro) e na autonomia (pública é subordinada à legalidade estrita; privada tem maior discricionariedade).
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que a gestão pública não pode adotar técnicas do setor privado por ser integralmente regida pela legalidade estrita. Isso é incorreto. A partir da Reforma Gerencial de 1995 (PDRAE), a administração pública incorporou diversas ferramentas privadas (gestão por competências, resultados, etc.), desde que respeitados os princípios constitucionais. A legalidade estrita não impede a adoção de técnicas; apenas exige que toda ação tenha base legal.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Erro grave: a maximização do lucro é objetivo exclusivo do setor privado. A gestão pública tem como finalidade o bem-estar da coletividade, não o lucro. Quando a administração pública gera receita (ex.: taxas, tarifas), não visa o lucro, mas sim a sustentabilidade dos serviços.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Tanto a gestão pública quanto a privada utilizam planejamento estratégico. A afirmação de que a privada opera de forma improvisada é absolutamente contrária à realidade empresarial moderna, que se baseia em planos estratégicos, táticos e operacionais.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A gestão privada não é “sempre mais eficiente” nem está livre de controles ou limites legais. Empresas privadas sofrem regulação estatal, fiscalização tributária, trabalhista, ambiental, além de pressões de mercado. A eficiência não é privilégio de um setor; ambas podem ser eficientes ou ineficientes.
NÃO CAIA NESSA!
A alternativa B explora a confusão entre o princípio da legalidade estrita (art. 37, CF) e a possibilidade de usar técnicas gerenciais privadas. O candidato desatento pode acreditar que “legalidade” impede qualquer inovação, mas a Nova Gestão Pública mostra exatamente o contrário: o Estado pode sim adotar ferramentas privadas, desde que não contrarie a lei.