Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2026
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Código
fc076060
Banca
FCC
Órgão
AL-MS
Ano
2026
Nível
Médio
Cargo
Técnico Legislativo - Área Administrativa
A voz do personagem mescla-se à voz do cronista, configurando o chamado discurso indireto livre, em:
AO guarda veio estranhar o estacionamento e recebeu a explicação de força-maior, quem é que me paga meus mil cruzeiros?
B- Não posso não, a madame não leu o aviso – olha ele ali - que o troco máximo é de 200 cruzeiros?
COs passageiros não pareciam interessados no prejuízo, como antes não se condoeram do vexame da senhora.
D- Como é que eu posso tocar se perdi mil cruzeiros, gente? Quem vai me pagar esses mil cruzeiros?
E- Deixa que eu vou! - disse um deles, garoto. E precipitou-se para fora, antes do motorista.
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GabaritoA — O guarda veio estranhar o estacionamento e recebeu a explicação de força-maior, quem é que me paga meus mil cruzeiros?
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Discurso indireto livre na crônica de Drummond
Gabarito: letra A. A única alternativa em que a voz do personagem se mescla à do narrador sem marcas explícitas (travessão, verbo de dizer) é a A. O trecho "quem é que me paga meus mil cruzeiros?" surge após uma descrição do narrador, sem aspas ou verbo elocutivo, caracterizando o discurso indireto livre.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O guarda veio estranhar o estacionamento e recebeu a explicação de força-maior, quem é que me paga meus mil cruzeiros?
A passagem inicia com o narrador ("O guarda veio... recebeu a explicação") e, em seguida, insere a pergunta do motorista sem qualquer marca gráfica ou verbo de fala. Isso é exatamente o discurso indireto livre: a fala/pensamento do personagem aparece integrada à narração, como se fosse do narrador, mas expressa o ponto de vista da personagem.
Alternativa B — ❌ Incorreta
"- Não posso não, a madame não leu o aviso – olha ele ali - que o troco máximo é de 200 cruzeiros?"
O travessão no início da frase sinaliza discurso direto. A fala é do motorista e é introduzida pelo próprio travessão, sem mescla com o narrador. Isso é discurso direto, não indireto livre.
Alternativa C — ❌ Incorreta
"Os passageiros não pareciam interessados no prejuízo, como antes não se condoeram do vexame da senhora."
A frase é totalmente do narrador, descrevendo a atitude dos passageiros. Não há inserção da voz ou pensamento de nenhum personagem. É narração pura, sem discurso indireto livre.
Alternativa D — ❌ Incorreta
"- Como é que eu posso tocar se perdi mil cruzeiros, gente? Quem vai me pagar esses mil cruzeiros?"
Novamente, o travessão marca discurso direto. O motorista fala diretamente aos passageiros. Não há mescla com a voz do narrador.
Alternativa E — ❌ Incorreta
"- Deixa que eu vou! - disse um deles, garoto. E precipitou-se para fora, antes do motorista."
O travessão e o verbo "disse" indicam discurso direto. A segunda parte ("E precipitou-se...") é narração, mas a fala do garoto está claramente separada. Não há fusão.
PEGA ESSA DICA!
Para identificar o discurso indireto livre, procure passagens onde a fala ou pensamento do personagem aparece sem travessão, aspas ou verbos como "disse", "perguntou". Geralmente vem pontuado por interrogação ou exclamação e está integrado à narração.
NÃO CAIA NESSA!
A banca pode tentar confundir alternativas com travessão (discurso direto) com o indireto livre. Lembre-se: ausência de marcação é a chave.