Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto a seguir.
Sobre as vaidades
A vaidade é humana. Em alguma medida, todos somos vaidosos. Há inclusive a vaidade de quem vaidosamente confessa que
não é vaidoso. A questão não é se ela está ou não em nós; a questão é o que fazer com ela.
Antes de mais nada, é preciso distinguir entre as formas pelas quais a vaidade opera. Há aquela que um individuo alimenta
por se sentir melhor do que os outros, a vaidade de quem já parece ter nascido como um ser superior. A pessoa justifica sua vaidade
pelo simples fato de ser quem é. É o caso de quem costuma dizer para quem não o identifica como um ser especial: "Você não me
conhece..." Essa é uma vaidade odiosa, pois por ela a pessoa se impõe apenas por ser quem é, dispensando qualquer razão para se
sentir como um deus.
Mas há também a vaidade de quem se orgulha por algo que efetivamente realizou: uma obra, um apoio afetivo, um trabalho
socialmente útil, um gesto de solidariedade, um esforço consequente e positivo, um engajamento, um compromisso sério. É a vaidade
de quem expande sua vida na direção do outro, e fica feliz pelo sucesso desse empreendimento. Essa é a vaidade justificável, com
base objetiva, que resultou de um ato verdadeiramente virtuoso.
Em suma: há a vaidade de quem afirma "sou vaidoso pelo que sou" e há a vaidade de quem pode afirmar "estou vaidoso pelo
que faço". Não é difícil compreender como é longo esse caminho que vai do "simplesmente ser" para o "aplicar-se num fazer". É a
distância entre a vaidade vazia e a vaidade que decorre de uma ação construtiva.
(Leodegário Corsi, a editar)
As normas de concordância verbal estão plenamente observadas na frase:
ADe todas as vaidades que haveriam entre nós, a pior é a que se afirma sem razão de ser.
BNão cabem às pessoas vaidosas buscarem se afirmar apenas pelo que se julgam ser.
CDistinga-se, para a caracterização da vaidade, as razões que estariam na base desse sentimento.
DA vaidade que a todos nos assalta é dos sentimentos o que mais nos aflige.
EEntre os clássicos tipos de vaidade seriam preciso distinguir os mais comprometedores.
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GabaritoD — A vaidade que a todos nos assalta é dos sentimentos o que mais nos aflige.
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Concordância Verbal
Gabarito: letra D. Apenas a frase da alternativa D apresenta toda a concordância verbal correta, com os verbos "assalta", "é" e "aflige" no singular, concordando com seus respectivos sujeitos (a vaidade, o que). As demais alternativas contêm erros de concordância.
Alternativa A — ❌ Incorreta
O verbo "haver" no sentido de "existir" é impessoal e deve permanecer no singular: "De todas as vaidades que há (ou havia) entre nós". A forma "haveriam" está errada.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O verbo "caber" tem como sujeito a oração infinitiva "buscarem se afirmar...", que equivale a um sujeito oracional. Nesse caso, o verbo deve ficar no singular: "Não cabe às pessoas vaidosas buscarem...". A forma "cabem" desrespeita a concordância.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A forma verbal "Distinga-se" está no imperativo singular, mas o sujeito "as razões" é plural. O correto seria "Distingam-se as razões...".
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Na frase "A vaidade que a todos nos assalta é dos sentimentos o que mais nos aflige", todos os verbos estão corretamente flexionados: "assalta" (3ª pessoa do singular) concorda com "vaidade"; "é" (3ª pessoa do singular) concorda com "a vaidade" (sujeito de "é"); "aflige" (3ª pessoa do singular) concorda com "o que" (pronome relativo singular). Não há erro.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A expressão "seriam preciso" está inadequada. O sujeito de "seriam" é a oração "distinguir os mais comprometedores", o que exige o verbo no singular: "seria preciso distinguir...".
Conclusão: O gabarito é a letra D.
PEGA ESSA DICA!
Teste do 'nós'
Para achar o sujeito e a concordância verbal correta, substitua o sujeito por 'nós' — o verbo deve concordar com ele. Ajuda a resolver concordância em casos duvidosos.