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Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2026

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
fc076141
Banca
FCC
Órgão
ARTESP
Ano
2026
Nível
Médio
Cargo
Agente de Fiscalização à Regulação do Transporte
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto a seguir.


Sobre as vaidades


    A vaidade é humana. Em alguma medida, todos somos vaidosos. Há inclusive a vaidade de quem vaidosamente confessa que não é vaidoso. A questão não é se ela está ou não em nós; a questão é o que fazer com ela.

    Antes de mais nada, é preciso distinguir entre as formas pelas quais a vaidade opera. Há aquela que um individuo alimenta por se sentir melhor do que os outros, a vaidade de quem já parece ter nascido como um ser superior. A pessoa justifica sua vaidade pelo simples fato de ser quem é. É o caso de quem costuma dizer para quem não o identifica como um ser especial: "Você não me conhece..." Essa é uma vaidade odiosa, pois por ela a pessoa se impõe apenas por ser quem é, dispensando qualquer razão para se sentir como um deus.

    Mas há também a vaidade de quem se orgulha por algo que efetivamente realizou: uma obra, um apoio afetivo, um trabalho socialmente útil, um gesto de solidariedade, um esforço consequente e positivo, um engajamento, um compromisso sério. É a vaidade de quem expande sua vida na direção do outro, e fica feliz pelo sucesso desse empreendimento. Essa é a vaidade justificável, com base objetiva, que resultou de um ato verdadeiramente virtuoso.

    Em suma: há a vaidade de quem afirma "sou vaidoso pelo que sou" e há a vaidade de quem pode afirmar "estou vaidoso pelo que faço". Não é difícil compreender como é longo esse caminho que vai do "simplesmente ser" para o "aplicar-se num fazer". É a distância entre a vaidade vazia e a vaidade que decorre de uma ação construtiva.


(Leodegário Corsi, a editar)
No segundo parágrafo, analisa-se a forma de vaidade cuja manifestação
  1. Ase torna odiosa quando alguém não reconhece nos outros o direito ao mesmo amor-próprio.
  2. Bdispensa a pessoa vaidosa de justificar sua superioridade em relação às outras pessoas.
  3. Cderiva da hierarquia social, em razão da qual se promove um justo motivo de vaidade.
  4. Dparte tão somente da sensação íntima de superioridade da pessoa vaidosa.
  5. Eaparece quando uma pessoa passa a se orgulhar de seus empreendimentos.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — parte tão somente da sensação íntima de superioridade da pessoa vaidosa.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

A vaidade odiosa: sensação íntima de superioridade

Gabarito: letra D. A questão pede a alternativa que completa corretamente a frase: "No segundo parágrafo, analisa-se a forma de vaidade cuja manifestação". O texto descreve a vaidade odiosa como aquela em que a pessoa "se impõe apenas por ser quem é, dispensando qualquer razão para se sentir como um deus". Isso significa que a manifestação dessa vaidade parte unicamente da sensação íntima de superioridade, sem necessidade de realizações externas.

"Essa é uma vaidade odiosa, pois por ela a pessoa se impõe apenas por ser quem é, dispensando qualquer razão para se sentir como um deus."

A alternativa D parafraseia essa ideia: "parte tão somente da sensação íntima de superioridade da pessoa vaidosa". É a única que capta o caráter autorreferente e gratuito da vaidade odiosa.

Alternativa A — ❌ Incorreta

"se torna odiosa quando alguém não reconhece nos outros o direito ao mesmo amor-próprio."

Erro: fora do escopo. O texto não menciona reconhecimento de direito ao amor-próprio alheio. A vaidade torna-se odiosa pela própria atitude do vaidoso, não pela falta de reconhecimento dos outros.

Alternativa B — ❌ Incorreta

"dispensa a pessoa vaidosa de justificar sua superioridade em relação às outras pessoas."

Erro: extrapolação (troca de nuance). Embora aproximada, a alternativa B afirma que a vaidade "dispensa a pessoa vaidosa de justificar sua superioridade". O texto diz que ela "dispensa qualquer razão para se sentir como um deus" – ou seja, o foco está na falta de razões objetivas, não na isenção de justificar-se aos outros. A ideia de "justificar superioridade" insere um elemento de relação interpessoal que o texto não enfatiza. A banca priorizou a descrição da origem (sensação íntima) em vez da consequência (dispensa de justificativa).

Alternativa C — ❌ Incorreta

"deriva da hierarquia social, em razão da qual se promove um justo motivo de vaidade."

Erro: contradiz o texto. A vaidade odiosa não deriva de hierarquia social nem promove motivo "justo". O texto associa o "justo motivo" à segunda vaidade, a baseada em realizações.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

"parte tão somente da sensação íntima de superioridade da pessoa vaidosa."

Justificativa: Paráfrase direta do trecho "se impõe apenas por ser quem é" e "dispensando qualquer razão". A manifestação descrita é a vaidade que brota exclusivamente da sensação de superioridade inata, sem necessidade de ações ou justificativas.

Alternativa E — ❌ Incorreta

"aparece quando uma pessoa passa a se orgulhar de seus empreendimentos."

Erro: contradiz o texto. Essa descrição corresponde à segunda forma de vaidade (justificável), não à analisada no segundo parágrafo, que é a odiosa.

Conclusão: Apenas D capta com exatidão o que o texto afirma sobre a manifestação da vaidade odiosa: ela tem origem exclusivamente na sensação interna de superioridade.

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