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Questão de Português — Sintaxe — FCC 2026

PortuguêsSintaxe
Código
fc076397
Banca
FCC
Órgão
CPU-PE
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Gestor Governamental - Especialidade: Administrativa

Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.



Arquitetura indígena



    É um grande acontecimento a Bienal Indígena de Arquitetura e Urbanismo, incluída na COP30, em Belém. Contará com a presença de lideranças indígenas, universidades, coletivos culturais, parceiros institucionais. Toda a sociedade está convidada: pensemos juntos uma forma diferente de Arquitetura e Urbanismo.


    Pensar a arquitetura e o urbanismo é pensar nosso lugar e pensar a sociedade. As cidades são vistas como centros da criação do conhecimento, que trouxe essa falsa ideia de que nos campos e florestas não se cria conhecimento. Nos grandes centros urbanos concentram-se, de fato, o dinheiro e o poder. Mas as cidades também poluem e soterram seus rios, e se alega que isso é parte da civilização. A especulação imobiliária faz a cidade crescer sem pensar suas áreas verdes e a importância das florestas na vida das pessoas. Essa ideia de cidade nos afastou da natureza.


    A Bienal Indígena surge no intuito de reconhecer e valorizar os modos de construir e viver dos povos originários, que há séculos habitam esse território de forma sustentável. Suas arquiteturas não se separam da floresta, do rio, mas são capazes de pensar cidades-floresta. Mostram um modo de vida em conexão com a natureza num mundo onde o equilíbrio ecológico é condição de existência.


    Esse projeto surge em um momento de emergência climática, quando a arquitetura, o urbanismo e o modo de vida das cidades precisam ter suas bases repensadas profundamente. O modelo ocidental de crescimento urbano e o consumo de "recursos naturais" mostrou-se insustentável, gerando destruição ambiental e desigualdade social. Frente a isso, os modos de vida e práticas indígenas oferecem alternativas concretas e filosóficas para reconstruir a relação entre o humano e a Terra: o uso consciente dos materiais, o respeito aos ciclos naturais etc.


    A Escola da Cidade e seus parceiros propõem esta bienal justamente num contexto em que a educação e a arquitetura buscam se descolonizar, buscando o entendimento dos saberes ancestrais. A Bienal Indígena será um ato de aprendizado coletivo. Uma oportunidade de reimaginar o que é habitar, projetar e viver em harmonia com o planeta.


    Mais do que um evento, esta Bienal é um chamado à transformação: um convite para compreender que a arquitetura indígena não pertence apenas ao passado, mas é uma das chaves para enfrentar os desafios do presente e desenhar futuros possíveis. A Bienal se afirma como uma iniciativa permanente, garantindo que cada edição amplie os frutos de aprendizagem, integração e transformação coletiva.



(Adaptado de: TXAI SURUÍ. Folha de S. Paulo. 01/11/2025)

As normas de concordância verbal estão plenamente observadas na frase:
  1. AÉ costume que se acuse os ambientalistas de pretenderem frear o andamento dos passos que requerem a multiplicação do capital.
  2. BCostumam ignorar as condições mínimas de sustentabilidade quem julga as finanças empresariais mais importantes do que a vida.
  3. CPlanejar construções atendendo às condições de sustentabilidade deve constituir uma das prioridades da arquitetura.
  4. DNão devem faltar entre as preocupações dos urbanistas o essencial atendimento aos requisitos da sustentabilidade.
  5. EDesafiam os ambientalistas responsáveis o fato de que construtoras se valem de subterfúgios para burlarem as leis.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Planejar construções atendendo às condições de sustentabilidade deve constituir uma das prioridades da arquitetura.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Concordância verbal – Análise de frases

Gabarito: letra C. A única frase em que todas as formas verbais concordam corretamente com seus sujeitos é a da alternativa C: o sujeito oracional "Planejar construções..." rege o verbo "deve" no singular, e "constituir" está no infinitivo, sem problemas. As demais alternativas apresentam erros de concordância, como sujeito plural com verbo no singular (A), sujeito singular com verbo no plural (B, D, E) ou inversão inadequada (E).

Alternativa A — ❌ Incorreta

A passiva sintética "se acuse" deveria concordar com o sujeito paciente "os ambientalistas" (plural): o correto seria "se acusem". O erro é de concordância verbal entre verbo e sujeito.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O sujeito da oração é o pronome "quem", que exige verbo no singular: "Costuma ignorar... quem julga...". O verbo "costumam" está no plural, configurando erro de concordância.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O sujeito é a oração reduzida "Planejar construções...", que funciona como núcleo singular. O verbo "deve" está corretamente no singular. Não há erro.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O sujeito é "o essencial atendimento" (singular), portanto o verbo deveria estar no singular: "Não deve faltar...". A forma "devem" está no plural.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A ordem inversa pode sugerir que "os ambientalistas responsáveis" é o sujeito, mas o verbo no plural ("desafiam") não concorda se o sujeito for "o fato". Na leitura natural, "o fato" é o sujeito, exigindo "desafia". Há também possível ambiguidade, mas o erro de concordância é claro.

Conclusão: Apenas a alternativa C observa plenamente as normas de concordância verbal.

NÃO CAIA NESSA!

Sujeito nunca tem preposição

Se um termo vem regido de preposição (de, em, a...), ele não é o sujeito da oração. Serve para não confundir sujeito com objeto/adjunto preposicionado.

— Sintaxe — identificação do sujeito

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