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Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2026

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
fc076461
Banca
FCC
Órgão
CPU-PE
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Gestor Governamental - Especialidade: Planejamento, Orçamento e Gestão
Fingirá que também envelheceu ou fingir que quem sabe morrer é ele (3º parágrafo) são expressões em que o autor do texto
  1. Arevela os artifícios de que se vale o artista para justificar seu direito à imortalidade.
  2. Bafirma a disposição criativa do artista para compartilhar conosco os limites humanos.
  3. Cdenuncia como uma ilusão o contrato de imortalidade que o artista forja com seu público.
  4. Dpondera como a imortalidade de um artista independe da intensidade de sua arte.
  5. Econsidera a efemeridade de tudo, ainda quando a arte simula resistir ao tempo.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — afirma a disposição criativa do artista para compartilhar conosco os limites humanos.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Interpretação de expressões do artista – compartilhar os limites humanos

Gabarito: letra B. O autor não revela artifícios para imortalidade, não denuncia ilusão, nem pondera sobre efemeridade; ele afirma a disposição criativa do artista para compartilhar conosco os limites humanos, conforme se lê no 3º parágrafo do texto. A passagem que ancora a resposta é:

“quando você ficar velho, mas muito velho mesmo, o seu artista fingirá que também envelheceu. Ele é capaz de inventar uma rouquidão ou uma tosse, como as suas, pra melhor lhe fazer companhia. E você já sabe: faz parte da arte do artista fingir que quem sabe morrer é ele, só para que você se distraia e distraia esse seu medo, cantando como ele canta.”

O artista, pela sua arte, compartilha os limites humanos (envelhecimento e mortalidade) para nos fazer companhia e amenizar nosso medo da morte. Apenas a alternativa B capta essa disposição criativa de partilha.

Alternativa A — ❌ Incorreta

“revela os artifícios de que se vale o artista para justificar seu direito à imortalidade.”

Erro: extrapolação. O texto não fala em “justificar direito à imortalidade”; pelo contrário, o artista finge justamente o oposto – envelhecer e morrer – para confortar o leitor. Não há qualquer menção a “direito à imortalidade”.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

“afirma a disposição criativa do artista para compartilhar conosco os limites humanos.”

Correta. O texto mostra o artista fingindo envelhecer e fingindo que morrerá, o que é uma forma criativa de compartilhar a condição humana (envelhecimento, finitude) com o leitor, com o objetivo de fazer-lhe companhia e distraí-lo do medo da morte. A expressão “pra melhor lhe fazer companhia” e “só para que você se distraia” comprovam essa partilha.

Alternativa C — ❌ Incorreta

“denuncia como uma ilusão o contrato de imortalidade que o artista forja com seu público.”

Erro: contradiz o texto / extrapolação. O texto não denuncia nada; o tom é afetivo e acolhedor. Não há “contrato de imortalidade” – o artista finge mortalidade, não imortalidade. A palavra “denuncia” é incompatível com o tom do parágrafo.

Alternativa D — ❌ Incorreta

“pondera como a imortalidade de um artista independe da intensidade de sua arte.”

Erro: fuga ao tema. O texto não trata da imortalidade do artista nem da intensidade de sua arte. O foco é a relação de companheirismo entre o artista e o leitor, mediada pelo fingimento compartilhado.

Alternativa E — ❌ Incorreta

“considera a efemeridade de tudo, ainda quando a arte simula resistir ao tempo.”

Erro: extrapolação / tangenciamento. O texto não faz consideração filosófica sobre a “efemeridade de tudo” nem sobre a arte “resistir ao tempo”. A ideia central é a companhia do artista, não a resistência da arte ao tempo.

Conclusão: A única alternativa que se sustenta integralmente no texto é a B, pois o autor realmente afirma que o artista, por meio de sua arte criativa, compartilha conosco os limites humanos (envelhecimento e morte) para nos fazer companhia.

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