Gestor Governamental - Especialidade: Planejamento, Orçamento e Gestão
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.
Arquitetura indígena
É um grande acontecimento a Bienal Indígena de Arquitetura e Urbanismo, incluída na COP30, em Belém. Contará com a
presença de lideranças indígenas, universidades, coletivos culturais, parceiros institucionais. Toda a sociedade está convidada: pensemos juntos uma forma diferente de Arquitetura e Urbanismo.
Pensar a arquitetura e o urbanismo é pensar nosso lugar e pensar a sociedade. As cidades são vistas como centros da criação
do conhecimento, que trouxe essa falsa ideia de que nos campos e florestas não se cria conhecimento. Nos grandes centros urbanos
concentram-se, de fato, o dinheiro e o poder. Mas as cidades também poluem e soterram seus rios, e se alega que isso é parte da
civilização. A especulação imobiliária faz a cidade crescer sem pensar suas áreas verdes e a importância das florestas na vida das
pessoas. Essa ideia de cidade nos afastou da natureza.
A Bienal Indígena surge no intuito de reconhecer e valorizar os modos de construir e viver dos povos originários, que há
séculos habitam esse território de forma sustentável. Suas arquiteturas não se separam da floresta, do rio, mas são capazes de
pensar cidades-floresta. Mostram um modo de vida em conexão com a natureza num mundo onde o equilíbrio ecológico é condição
de existência.
Esse projeto surge eт ит тотento de emergência climática, quando a arquitetura, o urbanismo e o modo de vida das cidades
precisam ter suas bases repensadas profundamente. O modelo ocidental de crescimento urbano e o consumo de "recursos naturais"
mostrou-se insustentável, gerando destruição ambiental e desigualdade social. Frente a isso, os modos de vida e práticas indígenas
oferecem alternativas concretas e filosóficas para reconstruir a relação entre o humano e a Terra: o uso consciente dos materiais,
respeito aos ciclos naturais etc.
A Escola da Cidade e seus parceiros propõem esta bienal justamente num contexto em que a educação e a arquitetura
buscam se descolonizar, buscando o entendimento dos saberes ancestrais. A Bienal Indígena será um ato de aprendizado coletivo.
Uma oportunidade de reimaginar o que é habitar, projetar e viver em harmonia com o planeta.
Mais do que um evento, esta Bienal é um chamado à transformação: um convite para compreender que a arquitetura indigena
não pertence apenas ao passado, mas é uma das chaves para enfrentar os desafios do presente e desenhar futuros possíveis. A
Bienal se afirma como uma iniciativa permanente, garantindo que cada edição amplie os frutos de aprendizagem, integração e
transformação coletiva.
(Adaptado de: TXAI SURUÍ. Folha de S. Paulo. 01/11/2025)
As normas de concordância verbal estão plenamente observadas na frase:
ACostumam ignorar as condições mínimas de sustentabilidade quem julga as finanças empresariais mais importantes do que a vida.
BPlanejar construções atendendo às condições de sustentabilidade deve constituir uma das prioridades da arquitetura.
CNão devem faltar entre as preocupações dos urbanistas o essencial atendimento aos requisitos da sustentabilidade.
DDesafiam os ambientalistas responsáveis o fato de que construtoras se valem de subterfúgios para burlarem as leis.
EÉ costume que se acuse os ambientalistas de pretenderem frear o andamento dos passos que requerem a multiplicação do capital.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoB — Planejar construções atendendo às condições de sustentabilidade deve constituir uma das prioridades da arquitetura.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Concordância verbal em frases
Gabarito: letra B. A única alternativa que respeita plenamente as normas de concordância verbal é a que apresenta o sujeito oracional "Planejar construções atendendo às condições de sustentabilidade" – uma oração infinitiva, que exige verbo no singular. O verbo "deve" concorda corretamente. As demais alternativas apresentam desvios: sujeito posposto com verbo no plural quando o núcleo é singular, ou uso inadequado do pronome "se".
Alternativa A — ❌ Incorreta
"Costumam ignorar as condições mínimas de sustentabilidade quem julga as finanças empresariais mais importantes do que a vida."
O sujeito é o pronome relativo "quem" (3ª pessoa do singular), mas o verbo "costumam" está no plural. O correto seria "Costuma ignorar... quem julga". A banca explora a inversão: o sujeito vem depois do verbo, mas ainda assim deve haver concordância. Erro: contradiz a regra de concordância com "quem".
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"Planejar construções atendendo às condições de sustentabilidade deve constituir uma das prioridades da arquitetura."
O sujeito é a oração infinitiva "Planejar construções...", que equivale a um núcleo singular. O verbo "deve" está no singular, concordando perfeitamente. Não há inversão problemática.
Alternativa C — ❌ Incorreta
"Não devem faltar entre as preocupações dos urbanistas o essencial atendimento aos requisitos da sustentabilidade."
O sujeito é "o essencial atendimento" (singular), posposto ao verbo. Com sujeito posposto, o verbo deve concordar com o núcleo do sujeito: "Não deve faltar... o essencial atendimento". O verbo "devem" (plural) está incorreto. Erro: generalização indevida (não observou o núcleo singular).
Alternativa D — ❌ Incorreta
"Desafiam os ambientalistas responsáveis o fato de que construtoras se valem de subterfúgios para burlarem as leis."
Sujeito: "o fato" (singular), posposto. O verbo "desafiam" (plural) não concorda. O correto seria "Desafia os ambientalistas responsáveis o fato...". Erro: contradiz a concordância com sujeito posposto.
Alternativa E — ❌ Incorreta
"É costume que se acuse os ambientalistas de pretenderem frear o andamento dos passos que requerem a multiplicação do capital."
Aqui, o "se" pode ser interpretado como partícula apassivadora: o verbo deve concordar com o sujeito paciente "os ambientalistas" (plural). Assim, o correto seria "que se acusem os ambientalistas". Se o "se" fosse índice de indeterminação do sujeito, o verbo ficaria no singular, mas nesse caso o objeto direto "os ambientalistas" sem preposição exige concordância na voz passiva sintética. Portanto, a forma "acuse" (singular) está errada. Erro: troca de conceito (confusão entre indeterminação do sujeito e voz passiva sintética).
Dica: Em questões de concordância verbal, identifique primeiro o núcleo do sujeito, mesmo que ele apareça depois do verbo. Desconfie de verbos no plural com sujeito posposto singular. O "se" apassivador exige que o verbo concorde com o sujeito paciente; já o "se" indeterminador exige verbo no singular, mas com objetos indiretos.
NÃO CAIA NESSA!
Sujeito nunca tem preposição
Se um termo vem regido de preposição (de, em, a...), ele não é o sujeito da oração. Serve para não confundir sujeito com objeto/adjunto preposicionado.