Pular para o conteúdo principal

Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2026

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
fc076468
Banca
FCC
Órgão
CPU-PE
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Gestor Governamental - Especialidade: Planejamento, Orçamento e Gestão
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.


Arquitetura indígena


É um grande acontecimento a Bienal Indígena de Arquitetura e Urbanismo, incluída na COP30, em Belém. Contará com a presença de lideranças indígenas, universidades, coletivos culturais, parceiros institucionais. Toda a sociedade está convidada: pensemos juntos uma forma diferente de Arquitetura e Urbanismo.

Pensar a arquitetura e o urbanismo é pensar nosso lugar e pensar a sociedade. As cidades são vistas como centros da criação do conhecimento, que trouxe essa falsa ideia de que nos campos e florestas não se cria conhecimento. Nos grandes centros urbanos concentram-se, de fato, o dinheiro e o poder. Mas as cidades também poluem e soterram seus rios, e se alega que isso é parte da civilização. A especulação imobiliária faz a cidade crescer sem pensar suas áreas verdes e a importância das florestas na vida das pessoas. Essa ideia de cidade nos afastou da natureza.

A Bienal Indígena surge no intuito de reconhecer e valorizar os modos de construir e viver dos povos originários, que há séculos habitam esse território de forma sustentável. Suas arquiteturas não se separam da floresta, do rio, mas são capazes de pensar cidades-floresta. Mostram um modo de vida em conexão com a natureza num mundo onde o equilíbrio ecológico é condição de existência.

 Esse projeto surge eт ит тотento de emergência climática, quando a arquitetura, o urbanismo e o modo de vida das cidades precisam ter suas bases repensadas profundamente. O modelo ocidental de crescimento urbano e o consumo de "recursos naturais" mostrou-se insustentável, gerando destruição ambiental e desigualdade social. Frente a isso, os modos de vida e práticas indígenas oferecem alternativas concretas e filosóficas para reconstruir a relação entre o humano e a Terra: o uso consciente dos materiais, respeito aos ciclos naturais etc.

A Escola da Cidade e seus parceiros propõem esta bienal justamente num contexto em que a educação e a arquitetura buscam se descolonizar, buscando o entendimento dos saberes ancestrais. A Bienal Indígena será um ato de aprendizado coletivo. Uma oportunidade de reimaginar o que é habitar, projetar e viver em harmonia com o planeta.

Mais do que um evento, esta Bienal é um chamado à transformação: um convite para compreender que a arquitetura indigena não pertence apenas ao passado, mas é uma das chaves para enfrentar os desafios do presente e desenhar futuros possíveis. A Bienal se afirma como uma iniciativa permanente, garantindo que cada edição amplie os frutos de aprendizagem, integração e transformação coletiva.


(Adaptado de: TXAI SURUÍ. Folha de S. Paulo. 01/11/2025) 
Constituem uma causa e sua consequência, nesta ordem, os seguintes segmentos:
  1. Amodos de vida e práticas indígenas // consumo de "recursos naturais". (4º parágrafo)
  2. BA especulação imobiliária faz a cidade crescer I/ nos campos e florestas não se cria conhecimento. (2º parágrafo)
  3. CPensar a arquitetura e o urbanismo é [...] pensar a sociedade /l Essa ideia de cidade nos afastou da natureza. (2º parágrafo)
  4. DSuas arquiteturas não se separam da floresta // Mostram um modo de vida em conexão com a natureza. (3º parágrafo)
  5. Emodelo ocidental de crescimento urbano Il respeito aos ciclos naturais. (4º parágrafo)
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — Suas arquiteturas não se separam da floresta // Mostram um modo de vida em conexão com a natureza. (3º parágrafo)

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Relação de Causa e Consequência no Texto

Gabarito: letra D. Os segmentos "Suas arquiteturas não se separam da floresta" e "Mostram um modo de vida em conexão com a natureza" expressam, respectivamente, causa e consequência, pois a primeira ideia (a não separação) é a causa que leva à segunda (a demonstração de um modo de vida conectado). Confirma-se no 3º parágrafo:

"Suas arquiteturas não se separam da floresta, do rio, mas são capazes de pensar cidades-floresta. Mostram um modo de vida em conexão com a natureza..."

A banca pede a ordem causa → consequência, e essa é a única alternativa que respeita essa relação lógica.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Os segmentos "modos de vida e práticas indígenas" e "consumo de 'recursos naturais'" aparecem no 4º parágrafo, mas não em relação de causa e consequência. O texto apresenta o consumo de recursos naturais como parte do modelo ocidental insustentável, e as práticas indígenas como alternativa a esse modelo — não como sua causa nem consequência. Erro: fora do escopo (relação de contraste, não de causa).

Alternativa B — ❌ Incorreta

"A especulação imobiliária faz a cidade crescer" é uma afirmação do 2º parágrafo, enquanto "nos campos e florestas não se cria conhecimento" é uma falsa ideia criticada no mesmo parágrafo. Não há nexo causal entre os dois; o segundo é uma crença equivocada, não efeito do primeiro. Erro: fora do escopo (ideias independentes).

Alternativa C — ❌ Incorreta

"Pensar a arquitetura e o urbanismo é pensar a sociedade" é uma reflexão inicial do 2º parágrafo; "Essa ideia de cidade nos afastou da natureza" é uma conclusão sobre o modelo de cidade, mas não derivada diretamente da primeira. O texto os apresenta como constatações distintas, sem relação causal. Erro: fora do escopo.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Conforme demonstrado, a não separação das arquiteturas da floresta (causa) leva à demonstração de um modo de vida em conexão com a natureza (consequência). A estrutura do parágrafo reforça a progressão lógica: primeiro a característica, depois o que ela revela.

Alternativa E — ❌ Incorreta

"Modelo ocidental de crescimento urbano" e "respeito aos ciclos naturais" são opostos no texto. O modelo ocidental é criticado como insustentável, enquanto o respeito aos ciclos é uma prática indígena apresentada como alternativa. Não há relação de causa e consequência, e sim de oposição/alternância. Erro: fora do escopo.

Conclusão: A única alternativa que apresenta dois segmentos em que o primeiro é causa do segundo é a letra D.

Link permanente: /questoes/fc076468