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Questão de Criminologia — Teorias Criminológicas: Escola de Chicago - explicação ecológica do crime, Estrutural-funcionalistas, Associação Diferencial, Anomia, Subcultura Delinquente, Crítica ou Radical, Etiquetamento ou “Labelling Approach”. — FCC 2026

CriminologiaTeorias Criminológicas: Escola de Chicago - explicação ecológica do crime, Estrutural-funcionalistas, Associação Diferencial, Anomia, Subcultura Delinquente, Crítica ou Radical, Etiquetamento ou “Labelling Approach”.
Código
fc076699
Banca
FCC
Órgão
DPE-MT
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Defensor(a) Público(a) Estadual
Sobre o racismo no pensamento criminológico,
  1. Aé negado como elemento de análise na teoria da subcultura delinquente desenvolvida no Brasil na década de 1940, que foi uma representação nacional da criminologia cultural.
  2. Bpor ser importada da Europa, a criminologia positivista brasileira restou anacrônica ao se distanciar desse aspecto em suas análises.
  3. Ca interseccionalidade das questões de raça, gênero e classe é a razão de origem e matriz metodológica da teoria da reação social do norte global.
  4. Dé reconhecido pela criminologia cultural brasileira contemporânea como causa da criminalidade de massa que superlota as prisões.
  5. Eé reconhecido pela criminologia crítica brasileira como elemento estrutural de atuação do sistema penal, destacando a formação social escravista do país.
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GabaritoE — é reconhecido pela criminologia crítica brasileira como elemento estrutural de atuação do sistema penal, destacando a formação social escravista do país.

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Racismo no pensamento criminológico

Gabarito: letra E. A criminologia crítica brasileira reconhece o racismo como elemento estrutural do sistema penal, vinculando-o à formação social escravista do país. Este é um dos pilares da criminologia crítica no Brasil, que denuncia a seletividade penal baseada em raça. As demais alternativas apresentam distorções históricas e conceituais.

Alternativa A — ❌ Incorreta

A teoria da subcultura delinquente foi desenvolvida por Albert Cohen nos Estados Unidos na década de 1950, não no Brasil na década de 1940. Além disso, essa teoria não nega o racismo como elemento de análise; ela se concentra na formação de subculturas juvenis em classes desfavorecidas, sem abordar diretamente o racismo. A criminologia cultural brasileira contemporânea, por sua vez, não é uma "representação nacional" da subcultura delinquente.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A criminologia positivista brasileira, fortemente influenciada pelas ideias de Lombroso e da Escola Positiva, incorporou o racismo em suas análises, associando criminalidade a características raciais e degenerescência. Portanto, não se distanciou do racismo; pelo contrário, foi marcadamente racista e eugenista, como exemplificam as obras de Nina Rodrigues e outros.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A teoria da reação social (labelling approach), surgida no norte global, tem como origem a obra de autores como Howard Becker e Edwin Lemert. A interseccionalidade de raça, gênero e classe é uma contribuição posterior, especialmente da criminologia feminista e crítica, não constituindo a "razão de origem e matriz metodológica" do labelling approach.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Embora a criminologia cultural brasileira aborde questões de raça, não é correto afirmar que ela reconhece o racismo como "causa da criminalidade de massa que superlota as prisões". A criminologia crítica, em geral, aponta a seletividade do sistema penal como responsável pela superlotação, e não o racismo como causa direta da criminalidade. A afirmação simplifica excessivamente o debate.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A criminologia crítica brasileira, representada por autores como Vera Malaguti Batista, Nilo Batista e outros, destaca que o racismo é um elemento estrutural do sistema penal, herdado da formação social escravista. Essa perspectiva denuncia a seletividade racial no controle penal e a super-representação de negros no sistema prisional. A alternativa captura corretamente esse reconhecimento.

Gabarito: letra E.

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