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Questão de Contabilidade Pública — Normas e Legislações de Contabilidade Pública — FCC 2026

Contabilidade PúblicaNormas e Legislações de Contabilidade Pública
Código
fc076767
Banca
FCC
Órgão
MPE-AP
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Analista Ministerial - Especialidade: Administração
Segundo disposto no Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público (MCASP), no que diz respeito às transferências de recursos intergovernamentais, estas
  1. Ase voluntárias, o ente recebedor deverá registrar o valor recebido no ativo a partir da data de compromisso da transferência.
  2. Bse voluntárias, durante a contabilização no ente transferidor, surgem como despesa, a partir de dotação específica que a permita.
  3. Cnão exigem da contabilização do ente recebedor a distinção entre transferência legal ou voluntária.
  4. Dmesmo que voluntárias, dependem de previsão constitucional ou legal.
  5. Edeverão ser especificadas como receitas pela Secretaria de Estado ou Município, desde que dentro do mesmo ente federado.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — se voluntárias, durante a contabilização no ente transferidor, surgem como despesa, a partir de dotação específica que a permita.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Transferências Intergovernamentais no MCASP

Gabarito: letra B. Segundo o MCASP e a Lei de Responsabilidade Fiscal (LC 101/2000), as transferências voluntárias são registradas como despesa no ente transferidor, exigindo dotação orçamentária específica que as autorize (art. 25, §1º, I, da LRF). É exatamente isso que a alternativa B descreve.

A questão cobra o tratamento contábil das transferências intergovernamentais, especialmente as voluntárias, conforme o MCASP. O manual adota as definições e exigências da LRF.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que o ente recebedor registra o valor recebido no ativo a partir da data de compromisso. Há dois erros: (1) o registro é de um direito a receber (ativo), não do valor já recebido; (2) o reconhecimento ocorre quando a transferência é formalmente concedida e as condições são cumpridas, não simplesmente na data do compromisso. O MCASP determina que a variação patrimonial aumentativa é reconhecida quando é provável que os benefícios fluam e o valor pode ser mensurado, o que normalmente ocorre com a assinatura do convênio ou termo.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Conforme o art. 25, §1º, I, da LRF (adotado pelo MCASP), a transferência voluntária exige dotação específica. No ente transferidor, a saída de recursos configura uma despesa orçamentária, registrada no momento da emissão do empenho, lastreada pela dotação. A redação da alternativa está em linha com o manual.

Art. 25, §1LC-101-2000

Art. 25 — "Para efeito desta Lei Complementar, entende-se por transferência voluntária a entrega de recursos correntes ou de capital a outro ente da Federação, a título de cooperação, auxílio ou assistência financeira, que não decorra de determinação constitucional, legal ou os destinados ao Sistema Único de Saúde."

§ 1º — "São exigências para a realização de transferência voluntária, além das estabelecidas na lei de diretrizes orçamentárias:"

I — existência de dotação específica;

Alternativa C — ❌ Incorreta

Diz que o ente recebedor não precisa distinguir entre transferência legal e voluntária. Isso é falso: o MCASP exige tratamento contábil diferenciado. Transferências legais (constitucionais ou legais) são receitas orçamentárias correntes; as voluntárias seguem regras específicas quanto ao reconhecimento e à prestação de contas. A distinção é essencial para o registro correto.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que mesmo as voluntárias dependem de previsão constitucional ou legal. A definição legal (art. 25, caput, LRF) é justamente o oposto: transferência voluntária é aquela que não decorre de determinação constitucional ou legal. Dependem, sim, de autorização orçamentária e do cumprimento de condições, mas não de previsão constitucional ou legal obrigatória.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Estabelece que as transferências devem ser especificadas como receitas pela Secretaria de Estado ou Município, desde que dentro do mesmo ente federado. A questão trata de transferências intergovernamentais (entre entes diferentes). Transferências dentro do mesmo ente (ex.: de um órgão para outro) não são o foco e, além disso, a especificação como receita não é assim condicionada. A alternativa mistura conceitos.

MNEMÔNICO
Tributa Con PAIS Trans Ou
PReceita PatrimonialAReceita AgropecuáriaIReceita IndustrialSReceita de Serviços
Origens das Receitas Correntes (Classificação da Receita – Contabilidade Pública)

Gabarito: letra B.

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