Em um ambiente corporativo de um Ministério Público Estadual, na qual são tratadas informações sensíveis e sigilosas, a adoção de procedimentos de segurança digital é fundamental para proteger a instituição contra ameaças cibernéticas. Entre essas ameaças, destacam-se os vírus, worms, malware, phishing e outras pragas virtuais, as quais podem comprometer a integridade, a confidencialidade e a disponibilidade dos dados.Considerando as melhores práticas de segurança digital para a proteção de sistemas institucionais contra ameaças virtuais, um procedimento de prevenção eficaz e recomendado é
Arealizar backups completos dos dados sensíveis uma vez por ano, armazenando-os no mesmo servidor principal para agilizar a recuperação em caso de incidente.
Bconfigurar o navegador para armazenar automaticamente senhas de acesso a sistemas internos, facilitando o login rápido dos usuários e reduzindo a perda de tempo com digitação repetitiva.
Cimplementar a verificação em duas etapas (2FA) para acessos a sistemas de email e redes internas, exigindo uma segunda forma de autenticação além da senha.
Dcriar uma política de senhas que obrigue o uso de sequências numéricas simples, como datas de aniversário, para facilitar a memorização pelo usuário e evitar o registro em papéis.
Epermitir o acesso a links suspeitos contidos em e-mails, desde que o usuário utilize o computador em modo visitante, garantindo assim o isolamento de qualquer ameaça potencial.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoC — implementar a verificação em duas etapas (2FA) para acessos a sistemas de email e redes internas, exigindo uma segunda forma de autenticação além da senha.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Segurança da Informação – Procedimentos de Prevenção
Gabarito: letra C. A verificação em duas etapas (2FA) adiciona uma segunda camada de autenticação além da senha, aumentando significativamente a segurança contra acessos não autorizados, phishing e uso de credenciais vazadas. É uma das melhores práticas recomendadas para proteger sistemas corporativos, conforme os princípios de segurança da informação.
A banca testa o conhecimento sobre medidas preventivas eficazes. A alternativa C corresponde exatamente ao conceito de autenticação multifator (MFA), que combina "algo que você sabe" (senha) com "algo que você tem" (token, app autenticador, SMS). O conteúdo de apoio destaca que o MFA mitiga ataques de phishing, força bruta e credenciais vazadas.
Critério
2FA (Autenticação em Duas Etapas)
Backup Anual no Mesmo Servidor
Armazenamento de Senhas no Navegador
Senha com Data de Aniversário
Modo Visitante para Links Suspeitos
Eficácia na Prevenção
Alta (mitiga phishing, força bruta e credenciais vazadas)
Baixa (viola disponibilidade e recuperação)
Baixa (expõe a malwares e acessos indevidos)
Muito Baixa (frágil a engenharia social e dicionário)
Nula (não isola ameaças)
Prática Recomendada
Sim (padrão-ouro para sistemas sensíveis)
Não (backups frequentes e off-site)
Não (usar gerenciador de senhas criptografado)
Não (senhas complexas e longas)
Não (nunca clicar em links suspeitos)
Impacto na Segurança
Reforça a autenticação
Compromete a integridade e disponibilidade
Aumenta vulnerabilidade a ataques
Facilita descoberta de senhas
Não protege contra execução de malware
Alternativa A — ❌ Incorreta
Backups anuais e armazenados no mesmo servidor principal violam o princípio de disponibilidade e recuperação. Backups devem ser frequentes (diários/semanais) e armazenados em local separado (off-site ou em nuvem segura) para garantir a integridade e disponibilidade em caso de incidente.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Armazenar senhas automaticamente no navegador expõe as credenciais a malwares, keyloggers e acessos indevidos se o dispositivo for comprometido. A prática recomendada é usar um gerenciador de senhas com criptografia forte ou autenticação multifator.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A verificação em duas etapas (2FA) é uma autenticação multifator que exige, além da senha, um segundo fator (token, biometria, código temporário). Conforme o conteúdo de apoio, o MFA "mitiga ataques de phishing, força bruta e credenciais vazadas". É amplamente recomendado para acessos a sistemas sensíveis como e-mail e redes internas.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Política de senhas com sequências numéricas simples (datas de aniversário) é frágil, pois são facilmente descobertas por engenharia social ou ataques de dicionário. Senhas devem ser complexas, longas e não baseadas em informações pessoais.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O modo visitante ou modo de navegação anônima não isola ameaças; ele apenas não armazena histórico local. Clicar em links suspeitos pode executar malware independentemente do modo de navegação. A conduta correta é nunca clicar em links de origem duvidosa e utilizar ferramentas de segurança como filtros antiphishing.
PEGA ESSA DICA!
Sempre relacione a prática de segurança ao conceito correspondente. Nesta questão, note que a banca explora o senso comum: alternativas que parecem "práticas" (backup anual, guardar senha no navegador, senha fácil) são justamente as inseguras. A resposta certa é a que introduz uma barreira extra (2FA), alinhada ao princípio de defesa em profundidade.
MNEMÔNICO
CID
CConfidencialidade (dados acessíveis só a quem é autorizado)IIntegridade (dados exatos, consistentes e não alterados indevidamente)DDisponibilidade (informação/sistemas acessíveis quando necessário). Também aparece como CIA em inglês (Confidentiality, Integrity, Availability) e como tríade A-I-C