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Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2026

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
fc076970
Banca
FCC
Órgão
MPE-SE
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Analista do Ministério Público - Ciências Contábeis
Em busca da origem da desigualdade social, os autores do livro O despertar de tudo, no último paragrafo desse texto,
  1. Aconcluem que a desigualdade social, desfazendo o mito do igualitarismo, pode ser um fator permanente da nossa história.
  2. Bdemonstram que o igualitarismo social só terá ocorrido na história caso se considere o fator da igualdade num sentido bastante elástico.
  3. Cdizem ter refundado os conceitos de “democracia” e de “república” depois que se depararam com cidades igualitárias.
  4. Dafirmam que apenas alguns povos lograram fundar sociedades em que o igualitarismo foi praticado por um bom tempo.
  5. Ereferem seu acesso a documentos esparsos, nos quais se fazia referência a cidades onde a pratica religiosa era um fator de agregação social.
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GabaritoA — concluem que a desigualdade social, desfazendo o mito do igualitarismo, pode ser um fator permanente da nossa história.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Conclusão dos autores sobre a desigualdade social

Gabarito: letra A. No último parágrafo, os autores concluem que a existência de civilizações originalmente não marcadas pela desigualdade social pode ser um mito a ser desmontado, o que equivale a afirmar que a desigualdade social pode ser um fator permanente da história, desfazendo o mito do igualitarismo.

A passagem decisiva está no final do texto:

"Trata-se, enfim, de considerar que a existência de civilizações originalmente não marcadas pela desigualdade social pode não ser mais do que um mito a ser desmontado."

Isso mostra que os autores colocam em dúvida a ideia de que houve sociedades igualitárias primitivas, sugerindo que a desigualdade sempre esteve presente – logo, é um fator permanente.


Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa parafraseia corretamente a conclusão: "desfazendo o mito do igualitarismo" corresponde a "mito a ser desmontado"; "pode ser um fator permanente da nossa história" é uma inferência legítima, pois, se o mito é desmontado, não há evidência de que a desigualdade não tenha estado sempre presente.


Alternativa B — ❌ Incorreta

Erro: extrapolação. O texto não afirma que o igualitarismo só teria ocorrido se considerado em sentido elástico. Pelo contrário, os autores rejeitam a ideia de que seja possível provar o igualitarismo de forma minimamente rigorosa, e concluem que as cidades igualitárias provavelmente nunca existiram.


Alternativa C — ❌ Incorreta

Erro: contradiz o texto. Os autores dizem que não há um termo de aceitação geral e que se arriscariam a chamar de "democracia" ou "república", mas isso é uma dúvida, não uma refundação. Não há menção a terem "refundado" esses conceitos nem a terem se deparado com cidades igualitárias.


Alternativa D — ❌ Incorreta

Erro: extrapolação e contradição. O texto não afirma que "apenas alguns povos" lograram praticar o igualitarismo por um bom tempo. Pelo contrário, a conclusão é que a ideia de igualitarismo primitivo é um mito, ou seja, provavelmente nenhum povo o praticou.


Alternativa E — ❌ Incorreta

Erro: fuga ao tema e extrapolação. O texto não menciona "documentos esparsos" nem diz que a prática religiosa era fator de agregação social. A única menção à religião aparece no contexto de que provar igualdade exigiria demonstrar ausência de desigualdade também nas práticas religiosas, o que é inviável.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a dificuldade de interpretar a conclusão final. Muitos candidatos podem se perder nas dúvidas terminológicas (democracia, república, igualitária) e esquecer que a ideia central é a desconstrução do mito igualitário.

PEGA ESSA DICA!

Ao ler o último parágrafo, identifique a oração principal após "Trata-se, enfim, de considerar...". Essa é a tese final do trecho. Compare com o enunciado da alternativa: ela deve ser uma paráfrase fiel, sem acréscimos ou deturpações.

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