Questão de Psicologia — Psicologia Jurídica — FCC 2026
Psicologia›Psicologia Jurídica
Código
fc076996
Banca
FCC
Órgão
MPE-SE
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Analista do Ministério Público - Psicologia
O técnico psicólogo, ao avaliar o dano psíquico, deve sempre situá-lo em relação ao trauma sofrido, isto é, entre
Ao dano traumático e as sequelas psíquicas.
Bas emoções desencadeadas e seu desenvolvimento.
Cos pensamentos catastróficos e o sentimento de esperança.
Das condições emocionais e de resiliência.
Eexperiências abruptas e sua acomodação.
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GabaritoA — o dano traumático e as sequelas psíquicas.
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Avaliação do Dano Psíquico em Psicologia Jurídica
Gabarito: letra A. O dano psíquico, na avaliação psicológica forense, é conceituado como a relação entre o evento traumático (causa) e as sequelas psíquicas dele decorrentes (consequência). O psicólogo deve situar o dano nesse intervalo, ligando o trauma às alterações psicológicas observadas. Essa é a definição clássica adotada pela doutrina e pela prática pericial.
A questão exige que o candidato identifique o par correto de elementos que delimitam o dano psíquico. A banca testa o conhecimento do conceito central da avaliação de dano em Psicologia Jurídica.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa capta exatamente a essência do dano psíquico: ele se situa entre o dano traumático (o evento causador) e as sequelas psíquicas (os efeitos duradouros na saúde mental). O psicólogo pericial investiga o nexo causal entre um evento traumático e as consequências psicológicas, configurando o dano.
Alternativa B — ❌ Incorreta
“Emoções desencadeadas e seu desenvolvimento” é muito genérico. Emoções são transitórias e não equivalem a sequelas psíquicas consolidadas. O dano psíquico exige um impacto mais duradouro e patológico, não meras reações emocionais.
Alternativa C — ❌ Incorreta
“Pensamentos catastróficos e sentimento de esperança” são elementos cognitivo-emocionais que podem estar presentes em quadros pós-traumáticos, mas não delimitam o dano psíquico. Eles são parte do quadro clínico, não a moldura conceitual que o psicólogo usa para situar o dano.
Alternativa D — ❌ Incorreta
“Condições emocionais e de resiliência” refere-se a fatores individuais que modulam a resposta ao trauma, mas não definem o dano. A resiliência é um fator de proteção, não o alvo da avaliação. O dano é a lesão efetiva, não a capacidade de superá-la.
Alternativa E — ❌ Incorreta
“Experiências abruptas e sua acomodação” trata do processo de adaptação a eventos súbitos. A acomodação é um mecanismo de enfrentamento, não o dano em si. O dano psíquico é a alteração patológica que persiste, não a simples acomodação.
NÃO CAIA NESSA!
A banca apresenta opções que tratam de aspectos emocionais, cognitivos ou de enfrentamento, que são componentes importantes do quadro pós-traumático, mas a alternativa correta é a única que coloca o dano entre a causa (trauma) e o efeito (sequela), que é o cerne da avaliação pericial. O candidato pode se confundir ao associar o dano a reações imediatas ou a fatores de resiliência.