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Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2026

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
fc077045
Banca
FCC
Órgão
MPE-SE
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Analista do Ministério Público - Psicologia
Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de uma expressão do texto em:
  1. Acomo quem conta um episódio inocente (2º parágrafo) = à medida que se narra um fato simplório.
  2. Bainda mais horrendo quando comparado (3º parágrafo) =mais tenebroso ainda se assimilado.
  3. Chavia destroçado o meu aniversário (3º parágrafo) = houvera de submeter o meu natalício.
  4. Dnão garanto que o dono dê conta (5º parágrafo) = não afianço que o proprietário consiga.
  5. Emetabolizara verdade rude (5º parágrafo) = expurgar a real grosseria.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — não garanto que o dono dê conta (5º parágrafo) = não afianço que o proprietário consiga.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Tradução de expressões: paráfrase contextual

Gabarito: letra D. A expressão "não garanto que o dono dê conta" (5º parágrafo) é corretamente parafraseada por "não afianço que o proprietário consiga". A troca de "garanto" por "afianço", "dono" por "proprietário" e "dê conta" por "consiga" mantém integralmente o sentido original, respeitando tanto o campo semântico quanto a estrutura da frase. As demais alternativas alteram vocabulares ou conectivos de modo a distorcer o sentido pretendido pelo autor.

Alternativa A — ❌ Incorreta

"como quem conta um episódio inocente" → "à medida que se narra um fato simplório"

O erro está na substituição de "como quem" por "à medida que". "Como quem" expressa uma comparação ("como se estivesse contando"), enquanto "à medida que" indica simultaneidade ou proporção. Além disso, "episódio inocente" (algo inócuo) difere de "fato simplório" (algo banal). A paráfrase quebra a ideia de que a pessoa narra como se fosse algo inocente.

Alternativa B — ❌ Incorreta

"ainda mais horrendo quando comparado" → "mais tenebroso ainda se assimilado"

A conjunção "quando" (temporal condicional) é trocada por "se" (condicional puro), e "comparado" (confrontado) vira "assimilado" (absorvido). O sentido original é de que algo é horrendo ao ser comparado; a paráfrase muda a relação lógica.

Alternativa C — ❌ Incorreta

"havia destroçado o meu aniversário" → "houvera de submeter o meu natalício"

"Havia destroçado" é pretérito mais-que-perfeito composto (ação passada concluída); "houvera de submeter" é futuro do pretérito composto (ação hipotética). Além disso, "destroçar" (despedaçar) é bem diferente de "submeter" (sujeitar). O vocábulo "natalício" (arcaico para aniversário) não é adequado ao contexto.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

"não garanto que o dono dê conta" → "não afianço que o proprietário consiga"

"Só não garanto que o dono dê conta de extrair dali o 'Parabéns pra você'" (5º parágrafo)

"Garanto" e "afianço" são sinônimos (assegurar); "dono" e "proprietário" são equivalentes; "dê conta de" significa "consiga". A paráfrase é precisa e mantém a estrutura de negação + verbo + sujeito.

Alternativa E — ❌ Incorreta

"metabolizara verdade rude" → "expurgar a real grosseria"

"Metabolizar" (assimilar, processar) é substituído por "expurgar" (eliminar), que inverte a ação. "Verdade rude" (verdade dura) é trocado por "real grosseria" (real descortesia), mudando o sentido de "difícil de aceitar" para "grosseiro". A forma verbal "metabolizara" (mais-que-perfeito) não é mantida.

PEGA ESSA DICA!

Em questões de paráfrase, identifique o núcleo semântico de cada termo e verifique se a reescritura preserva as relações lógicas (tempo verbal, conectivos, grau de formalidade). Trocar um único vocábulo por sinônimo inadequado já invalida a alternativa.

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