Questão de Português — Sintaxe — FCC 2026
- Código
- fc077150
- Banca
- FCC
- Órgão
- MPE-SE
- Ano
- 2026
- Nível
- Médio
- Cargo
- Técnico do Ministério Público - Área: Administrativa
- Adeixasse.
- Bdeixara.
- Cdeixou.
- Ddeixava.
- Edeixaria.
GabaritoA — deixasse.
Gabarito: letra A. Ao transpor a fala da mãe ("Serginho, deixe a pasta com o moço!") para o discurso indireto, o verbo "deixar", originalmente no imperativo, assume a forma do pretérito imperfeito do subjuntivo: "deixasse". Isso ocorre porque, após um verbo de comando ("ordenou"), a oração subordinada exige o modo subjuntivo, mantendo a ideia de ordem.
A forma "deixasse" é a única que respeita a regra de transformação do imperativo em subjuntivo no discurso indireto. Exemplo: "A mãe ordenou que Serginho deixasse a pasta com o moço."
"Deixara" é pretérito mais-que-perfeito do indicativo. No discurso indireto de uma ordem, não se usa esse tempo, pois ele exprime ação anterior a outra passada, e não uma ordem em si.
"Deixou" é pretérito perfeito do indicativo. Indica uma ação concluída, e não uma ordem. A mãe não relatou um fato, mas deu uma instrução.
"Deixava" é pretérito imperfeito do indicativo, que denota ação habitual ou contínua no passado. Não corresponde ao valor de ordem do imperativo original.
"Deixaria" é futuro do pretérito do indicativo, usado para expressar condição ou cortesia. Embora possa aparecer em discurso indireto de pedidos polidos, aqui o verbo "ordenou" impõe o subjuntivo, não o condicional.
A banca explora a confusão entre tempos verbais do indicativo e subjuntivo. A chave é lembrar que ordens, pedidos e conselhos, quando transpostos para o discurso indireto, exigem o subjuntivo (normalmente pretérito imperfeito).
Resumo: O imperativo "deixe" vira subjuntivo "deixasse" no discurso indireto — alternativa A.
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