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Questão de Estatística — Modelos lineares — FCC 2026

EstatísticaModelos lineares
Código
fc077175
Banca
FCC
Órgão
SEFAZ-MT
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Fiscal de Tributos Estaduais
Após realizar uma regressão linear pelo método dos Mínimos Quadrados Ordinários (MQO), um analista examinou o gráfico de Resíduos (eixo Y) versus Valores Ajustados (eixo X). Ele notou que a dispersão dos pontos forma um padrão de 'funil' (ou cone), onde a variabilidade dos resíduos aumenta significativamente à medida que os valores ajustados crescem. Esse formato é indicativo de
  1. Aerro de especificação funcional.
  2. Bheterocedasticidade.
  3. Cnormalidade dos erros.
  4. Dmulticolinearidade.
  5. Eautocorrelação.
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GabaritoB — heterocedasticidade.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Heterocedasticidade na Análise de Resíduos

Gabarito: letra B. O padrão de 'funil' (ou cone) no gráfico de resíduos versus valores ajustados, com a variabilidade aumentando à medida que os valores ajustados crescem, é a assinatura clássica da heterocedasticidade — a violação do pressuposto de que a variância dos erros é constante (homocedasticidade).

A heterocedasticidade ocorre quando a variância dos termos de erro não é constante ao longo das observações. No contexto de regressão linear pelo método dos Mínimos Quadrados Ordinários (MQO), um dos pressupostos fundamentais é que os erros tenham variância constante, ou seja, Var(εi)=σ2\text{Var}(\varepsilon_i) = \sigma^2 para todo ii. Quando esse pressuposto é violado, dizemos que há heterocedasticidade.

O gráfico de resíduos versus valores ajustados é uma ferramenta diagnóstica essencial: se os pontos se distribuem aleatoriamente em uma faixa horizontal de largura aproximadamente constante, o pressuposto de homocedasticidade é satisfeito. Por outro lado, se a dispersão dos resíduos aumenta (ou diminui) sistematicamente com os valores ajustados, formando um padrão de funil ou cone, isso indica heterocedasticidade.

A distinção crucial é entre os diferentes problemas que podem afetar um modelo de regressão:

  • Heterocedasticidade: variância dos erros não constante (padrão de funil).

  • Autocorrelação: erros correlacionados entre si (padrão sistemático, como ondas ou tendência).

  • Multicolinearidade: alta correlação entre variáveis explicativas (não é detectada no gráfico de resíduos).

  • Erro de especificação funcional: a forma funcional do modelo está incorreta (padrão curvilíneo nos resíduos).

  • Normalidade dos erros: verificada por histograma ou Q-Q plot, não pelo gráfico de resíduos versus ajustados.

A pegadinha da banca está em confundir o padrão de funil com outros problemas de especificação. O funil é específico da heterocedasticidade, enquanto um padrão curvilíneo (U invertido, por exemplo) indicaria erro de especificação funcional.

tipo de problema1Heterocedasticidade0Especificação0Normalidade0Multicolinearidade0AutocorrelaçãoLEVELsoulevel.com.br
Diagnóstico de resíduos — Heterocedasticidade: 1; Especificação: 0; Normalidade: 0; Multicolinearidade: 0; Autocorrelação: 0

Alternativa A — ❌ Incorreta

O erro de especificação funcional se manifesta tipicamente como um padrão curvilíneo ou sistemático nos resíduos, não como um funil. Por exemplo, se o modelo linear é ajustado a dados que seguem uma relação quadrática, os resíduos apresentarão um padrão em forma de U ou U invertido. O funil, com variabilidade crescente, é característico da heterocedasticidade.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O padrão de funil, com a variabilidade dos resíduos aumentando à medida que os valores ajustados crescem, é a definição operacional de heterocedasticidade. Isso viola o pressuposto de homocedasticidade do modelo MQO, afetando a eficiência dos estimadores e a validade dos testes de hipóteses.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A normalidade dos erros é verificada por meio de histogramas, gráficos Q-Q plot ou testes como Shapiro-Wilk. O gráfico de resíduos versus valores ajustados não é a ferramenta adequada para avaliar a normalidade, e o padrão de funil não indica violação da normalidade, mas sim da homocedasticidade.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A multicolinearidade refere-se à alta correlação entre as variáveis explicativas do modelo. Ela é diagnosticada por meio do Fator de Inflação da Variância (VIF), da matriz de correlação ou dos erros-padrão dos coeficientes, e não pelo gráfico de resíduos versus valores ajustados.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A autocorrelação ocorre quando os erros são correlacionados entre si, comum em dados de séries temporais. No gráfico de resíduos versus valores ajustados, a autocorrelação se manifestaria como um padrão sistemático (por exemplo, resíduos consecutivos tendendo a ter o mesmo sinal), não como um funil. O teste de Durbin-Watson é o diagnóstico clássico para autocorrelação.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre os diferentes problemas de regressão. O funil é a marca registrada da heterocedasticidade, mas muitos candidatos confundem com erro de especificação funcional (que gera padrão curvilíneo) ou com autocorrelação (que gera padrão sistemático). Memorize: funil = heterocedasticidade; curva = especificação; onda/tendência = autocorrelação. 💪

PEGA ESSA DICA!

Para diagnosticar problemas em regressão, associe cada gráfico ao seu problema: resíduos vs. ajustados (funil = heterocedasticidade; curva = especificação), resíduos vs. ordem (onda = autocorrelação), Q-Q plot (desvio = não normalidade), VIF (multicolinearidade).

Gabarito: letra B.

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