Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2026
Português›Interpretação de Textos
Código
fc077227
Banca
FCC
Órgão
SEFAZ-MT
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Fiscal de Tributos Estaduais
"Sabeis por que achais grande esse homem? Porque o medis com o pedestal" (22 parágrafo)A linguagem figurada do segmento sublinhado na frase acima tem como correspondência de sentido, em linguagem denotativa, este enunciado:
AA solidez de um homem tem por base suas discretas qualidades.
BAvalia-se alguém de modo injusto quando seus defeitos humanos são realçados.
CCostuma-se coroar com louros um homem de evidentes predicados.
DHá quem reconheça o mérito de alguém por conta de honra já concedida.
EO prestígio público costuma decorrer de algum efetivo merecimento.
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GabaritoD — Há quem reconheça o mérito de alguém por conta de honra já concedida.
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Sentido figurado vs. denotativo: o pedestal como metáfora de honrarias
Gabarito: letra D. O segmento sublinhado "medis com o pedestal" é uma metáfora: o pedestal representa as honrarias e o reconhecimento externo que elevam a imagem de um homem, independentemente de seu mérito real. A correspondência denotativa (literal) está na alternativa D, que afirma que "há quem reconheça o mérito de alguém por conta de honra já concedida" — ou seja, o julgamento da grandeza é feito com base na posição já alcançada, e não nas qualidades intrínsecas. A prova está no próprio texto, que critica julgar o homem "pelos seus adornos" e cita o filósofo que diz que medimos o homem com o pedestal.
"É necessário julgar o homem em si e não pelos seus adornos. Como diz espirituosamente um filósofo do passado: 'Sabeis por que achais grande esse homem? Porque o medis com o pedestal.'"
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que a solidez de um homem tem por base suas discretas qualidades. O texto defende o oposto: o homem é julgado pelas qualidades internas, mas a metáfora do pedestal critica quem o julga por aparências. A alternativa extrapola: fala de "base" e "discreção", que não estão no segmento nem no contexto.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Diz que se avalia alguém de modo injusto quando seus defeitos humanos são realçados. O texto não menciona "defeitos realçados"; o erro é julgar por adornos, não por defeitos. Contradiz o texto ao deslocar o foco.
Alternativa C — ❌ Incorreta
"Costuma-se coroar com louros um homem de evidentes predicados." Essa ideia se aproxima do que o texto critica? Não: louros seriam merecidos por "predicados evidentes". A metáfora original é negativa: o pedestal engana, não coroa mérito. Troca o sentido: a crítica é substituída por aprovação.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"Há quem reconheça o mérito de alguém por conta de honra já concedida." É a tradução denotativa exata: o "pedestal" são as honras já concedidas; o verbo "medir" é o ato de reconhecer mérito. A frase do filósofo condena exatamente esse raciocínio — julgar grandeza pelo que já se tem (pedestal), não pelo que se é.
Alternativa E — ❌ Incorreta
"O prestígio público costuma decorrer de algum efetivo merecimento." Essa é uma afirmação genérica e oposta à crítica do texto. O texto alerta que o prestígio pode vir de meros adornos, não de merecimento. Contradiz o texto: inverte a tese.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre crítica e aprovação. Alternativas como C e E parecem plausíveis porque tratam de mérito, mas a metáfora do pedestal é uma crítica a quem atribui mérito por causa de honrarias — não uma defesa do mérito genuíno.