Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2026
Português›Interpretação de Textos
Código
fc077231
Banca
FCC
Órgão
SEFAZ-MT
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Fiscal de Tributos Estaduais
Ao afirmar que O espírito humano comporta tantos graus quantas braças vão daqui ao céu (1º parágrafo), Montaigne está considerando que
Aos caprichos humanos nos afastam tanto uns dos outros que a distância entre nós faz lembrar a que há entre uma braça e outra no espaço celestial.
Bsão tão variadas as especificidades da interioridade humana quanto são incontáveis as braças que se interpõem entre nós e o céu.
Ctem inteira razão o filósofo grego Plutarco, quando alude às incontáveis braças da distância que separa a nossa espécie das demais.
Do espírito de cada ser humano tem tamanha largueza que ele admite em si mesmo distâncias como as das braças que o separam do céu.
Ea variação da diferença que pode haver entre um homem e outro é de tal ordem que o faz lembrar literalmente de uma frase de Plutarco.
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GabaritoB — são tão variadas as especificidades da interioridade humana quanto são incontáveis as braças que se interpõem entre nós e o céu.
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Interpretação da metáfora de Montaigne
Gabarito: B. Montaigne compara a variedade de “graus” do espírito humano (ou seja, as diferentes qualidades intelectuais e morais entre os homens) à imensidão das “braças” que separam a Terra do céu, indicando que a diversidade interior entre os seres humanos é enorme e incontável. A alternativa B parafraseia corretamente essa ideia: “tão variadas as especificidades da interioridade humana quanto são incontáveis as braças que se interpõem entre nós e o céu.”
Análise das alternativas
Alternativa A — ❌ Incorreta. A frase se refere a “caprichos humanos”, termo que não aparece no texto. Além disso, a comparação é distorcida: o texto fala de diferença entre homens, não de distância entre braças no céu.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO. Como demonstrado, a alternativa capta o sentido metafórico: a interioridade humana (espírito) tem tantas variações (especificidades) quantas as braças até o céu. A paráfrase é fiel ao trecho:
Alternativa C — ❌ Incorreta. Montaigne não endossa Plutarco; ele diz “por mim, não hesitaria em ser mais peremptório”. Ou seja, ele vai além de Plutarco. A alternativa também erra ao falar em “distância que separa a nossa espécie das demais”, quando o texto se concentra na diferença entre os próprios homens.
Alternativa D — ❌ Incorreta. Interpreta que o “espírito de cada ser humano tem tamanha largueza que ele admite em si mesmo distâncias”. O texto não diz que o espírito “admite distâncias dentro de si”, mas que há muitos graus (níveis) entre os diferentes espíritos humanos.
Alternativa E — ❌ Incorreta. Afirma que a diferença entre homens “faz lembrar literalmente de uma frase de Plutarco”. Contudo, a frase de Plutarco é mencionada no início, e Montaigne se distancia dela. A palavra “literalmente” é inadequada, pois a expressão é figurada.
NÃO CAIA NESSA!
A banca testa a compreensão da metáfora extensiva (graus vs. braças). As distratoras muitas vezes trocam o referente ou introduzem elementos alheios ao texto (como “caprichos” ou “espécie”).