Ao analisar o comportamento da relação entre preço e consumo, tem-se que
Aos bens normais apresentam-se em área da curva de renda-consumo negativamente inclinada.
Bo efeito substituição surge com a variação do consumo de um bem em resposta à alteração do poder de compra do consumidor pela variação no seu preço.
Co aumento do consumo de um bem em razão do aumento do preço de outro bem caracteriza a presença de bens complementares.
Da constatação de um efeito renda negativo caracteriza a presença de um bem inferior.
Ea elasticidade renda da demanda de um bem é positiva para os diferentes níveis de renda.
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GabaritoD — a constatação de um efeito renda negativo caracteriza a presença de um bem inferior.
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Relação entre Preço e Consumo: Efeitos Renda e Substituição
Gabarito: letra D. A presença de um efeito renda negativo (ou seja, quando o aumento do poder aquisitivo reduz o consumo de um bem) caracteriza inequivocamente um bem inferior. As demais alternativas trocam conceitos fundamentais: confundem efeito substituição com efeito renda, invertem a relação entre preço e consumo para bens complementares e ignoram que bens inferiores têm elasticidade-renda negativa.
A banca testa o domínio dos efeitos da variação de preço sobre a quantidade demandada, especialmente a decomposição entre efeito substituição e efeito renda, e a classificação dos bens de acordo com a resposta a variações na renda real.
Efeitos da variação de preço
1Efeito substituição
Mudança nos preços relativos
Poder aquisitivo real constante
2Efeito renda
Variação do poder de compra
Positivo (bem normal)
Negativo (bem inferior)
3Classificação dos bens
Bem normal
ICC positivamente inclinada
Elasticidade-renda positiva
Bem inferior
ICC negativamente inclinada
Elasticidade-renda negativa
Substitutos
Preço de um ↑ → consumo do outro ↑
Complementares
Preço de um ↑ → consumo de ambos ↓
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que bens normais apresentam curva de renda-consumo (ICC) negativamente inclinada. Na verdade, a ICC para bens normais é positivamente inclinada: o aumento da renda eleva o consumo de ambos os bens. A inclinação negativa aparece para bens inferiores (curva de Engel com inclinação negativa).
Alternativa B — ❌ Incorreta
Define o efeito substituição como a resposta do consumo à alteração do poder de compra. Isso é o efeito renda. O efeito substituição é a variação no consumo provocada exclusivamente pela mudança nos preços relativos, mantendo o poder aquisitivo real constante (compensação de Slutsky ou Hicks). Portanto, a alternativa inverte os conceitos.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Diz que o aumento do consumo de um bem, quando o preço de outro bem aumenta, indica bens complementares. Na realidade, essa relação caracteriza bens substitutos: o encarecimento de um leva o consumidor a substituí-lo pelo outro. Para complementares, a elevação do preço de um reduz o consumo de ambos.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Bens inferiores são aqueles cuja demanda diminui quando a renda real do consumidor aumenta. Assim, quando o preço cai (elevando o poder de compra), o efeito renda atua negativamente sobre a quantidade demandada. Isso está de acordo com a definição padrão de bem inferior e com a decomposição dos efeitos de preço.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A elasticidade-renda da demanda não é sempre positiva. Para bens inferiores, ela é negativa (a demanda cai com o aumento da renda). Para bens normais, é positiva; para bens de luxo, maior que 1. A generalização de que é positiva para todos os níveis de renda desconsidera a existência de bens inferiores.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora duas confusões clássicas: (1) trocar efeito substituição por efeito renda (alternativa B) – lembre-se: substituição = mudança nos preços relativos com utilidade constante; renda = mudança no poder de compra. (2) inverter a relação entre preço e consumo de complementares/substitutos (alternativa C) – se o preço de Y sobe e o consumo de X sobe, X e Y são substitutos, não complementares. Domine esses pares para não cair nessas armadilhas.