Uma cidade fictícia adotou um sistema de rodízio de veículos no qual cada automóvel era impedido de circular pelas ruas em um dia específico da semana. Após a implantação, com menos carros rodando diariamente, foi constatada uma diminuição de 5% nos níveis de poluição da cidade.Empolgados com os resultados obtidos, os administradores da cidade decidiram, no ano seguinte, ampliar o programa. Com isso, cada veículo passou a ficar impedido de circular em dois dias por semana. Entretanto, após a implantação dessa segunda fase, foi observado um aumento de 3% nos níveis de poluição do município.Considerando quea população da cidade se manteve aproximadamente constante desde a implantação do sistema de rodízio, uma explicação plausível para o que foi observado na cidade é: com o aumento da restrição,
Aum número significativo de moradores comprou um segundo carro para os dias em que o primeiro estava proibido, reduzindo os efeitos do rodízio.
Bhouve uma diminuição significativa no trânsito, incentivando os aplicativos de entrega de comida a substituir as motocicletas por automóveis, mais poluidores.
Cum número significativo de moradores obteve uma licença falsificada que os desobrigava a cumprir o rodízio, reduzindo seus efeitos.
Dcresceu muito o número de pessoas utilizando o sistema de transporte coletivo, sobrecarregando os ônibus, que passaram a poluir mais a cidade.
Eum número significativo de moradores, em protesto contra a administração da cidade, trocou seus veículos elétricos por carros antigos, mais poluidores.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoA — um número significativo de moradores comprou um segundo carro para os dias em que o primeiro estava proibido, reduzindo os efeitos do rodízio.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Raciocínio analítico: efeito do rodízio de veículos
Gabarito: letra A. A explicação mais plausível para o aumento da poluição após a ampliação do rodízio é que um número significativo de moradores comprou um segundo carro para circular nos dias em que o primeiro estava proibido, o que reduziria o efeito esperado da medida. Essa é uma questão de raciocínio analítico — não há cálculo, apenas a análise de qual alternativa oferece uma causa coerente para o fenômeno descrito.
O enunciado apresenta uma situação em que uma medida (rodízio) que deveria reduzir a poluição acaba, quando ampliada, gerando o efeito contrário. A pergunta pede uma explicação plausível para essa contradição aparente. A chave está em identificar qual alternativa apresenta um mecanismo que compensa ou anula o benefício esperado da restrição, mantendo a população constante.
A alternativa A é a única que explica diretamente o aumento da poluição: se as pessoas compram um segundo carro para contornar a restrição, o número total de veículos em circulação pode até aumentar, anulando o efeito do rodízio. As demais alternativas apresentam cenários menos prováveis ou que não se sustentam logicamente, como veremos a seguir.
Caso
Atribuição
Resultado
Caso 1 — Alternativa A
Moradores compram segundo carro para dias de restrição
Consistente — explica o aumento da poluição
Caso 2 — Alternativa B
Aplicativos trocam motos por carros após queda do trânsito
Inviável — lógica invertida e efeito insuficiente
Caso 3 — Alternativa C
Licenças falsificadas reduzem efeito do rodízio
Inviável — não explica o aumento de 3%
Caso 4 — Alternativa D
Mais pessoas usam ônibus, que poluem mais
Contradição — uso de coletivo reduziria a poluição
Caso 5 — Alternativa E
Troca de elétricos por carros antigos em protesto
Inviável — cenário extremo e improvável
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Esta é a explicação mais plausível e direta. Se os moradores adquirem um segundo veículo para usar nos dias de restrição do primeiro, o número de carros em circulação não diminui — pode até aumentar, pois agora há mais veículos na cidade. Isso explica por que, mesmo com o rodízio ampliado para dois dias, a poluição subiu 3%.
A lógica é simples: o rodízio só reduz a poluição se reduzir o número de carros nas ruas. Se as pessoas contornam a restrição comprando outro carro, o efeito esperado desaparece. É o clássico problema de resposta comportamental a uma política pública — as pessoas se adaptam à regra de forma a minimizar seu impacto.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alternativa sugere que a diminuição do trânsito incentivou aplicativos de entrega a trocar motocicletas por automóveis, mais poluidores. Isso é implausível por dois motivos: primeiro, a troca de motos por carros aumentaria a poluição, mas é improvável que uma frota de entregadores seja tão grande a ponto de reverter a queda de 5% para um aumento de 3%. Segundo, a lógica é invertida: se o trânsito diminuiu, os aplicativos teriam menos incentivo para trocar veículos, pois a entrega ficaria mais rápida e barata com motos. A alternativa não apresenta um mecanismo coerente.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A obtenção de licenças falsificadas poderia, em tese, reduzir o efeito do rodízio, mas a alternativa diz que isso reduziria seus efeitos — ou seja, a poluição continuaria alta, mas não explica o aumento de 3%. Além disso, é um cenário criminoso e improvável em larga escala, e a banca busca uma explicação plausível e comportamental, não uma hipótese de ilegalidade generalizada.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O aumento do uso de transporte coletivo reduziria a poluição, não a aumentaria. A alternativa tenta justificar o aumento dizendo que os ônibus ficaram sobrecarregados e poluíram mais, mas isso é contraditório: se mais pessoas usam ônibus, menos carros circulam, e o efeito líquido seria de queda na poluição, não de alta. Além disso, o aumento de 3% não se explica por uma eventual sobrecarga do sistema de ônibus, que é um efeito marginal.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A troca de veículos elétricos por carros antigos, em protesto, é um cenário extremo e improvável. A alternativa não apresenta um mecanismo plausível para o aumento da poluição: mesmo que alguns moradores trocassem de carro, seria necessário um número muito grande de trocas para reverter a queda de 5% para um aumento de 3%. Além disso, a motivação (protesto) é especulativa e não se sustenta como explicação racional para o fenômeno.
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta confundir o candidato com alternativas que mencionam o rodízio, mas que não explicam o aumento da poluição. A pegadinha está em alternativas como C e D, que parecem plausíveis à primeira vista, mas que ou não explicam o aumento (C) ou contradizem a lógica (D). A chave é buscar a alternativa que apresenta um mecanismo claro de compensação — e só a A faz isso.
PEGA ESSA DICA!
Em questões de raciocínio analítico, desconfie de alternativas que apresentam cenários extremos ou improváveis (como protestos em massa ou ilegalidade generalizada). A resposta correta geralmente é a mais simples e direta, que explica o fenômeno com uma causa comportamental comum. Leia cada alternativa perguntando: "isso realmente explicaria o aumento da poluição?" — e elimine as que não respondem a essa pergunta.