As normas de concordância verbal estão plenamente observadas na frase:
APodem haver nos pentimentos os maus conselhos, que provavelmente nos levarão a grandes frustrações.
BDevem-se às redes sociais a multiplicação incontrolável de reminiscências inteiramente artificiais.
CNão seja uma escolha de nossa vida nenhuma das decisões que se constituirão ao modo de dolorosos pentimentos.
DE comum que conste como um malogro da nossa história as virtudes potenciais que não desenvolvemos.
ETêm equivalência com os fenômenos dos pentimentos artísticos a paixão dos nossos ideais não cumpridos.
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GabaritoC — Não seja uma escolha de nossa vida nenhuma das decisões que se constituirão ao modo de dolorosos pentimentos.
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Concordância verbal nas frases do texto
Gabarito: letra C. A única frase que respeita plenamente as normas de concordância verbal é a alternativa C, na qual o verbo "seja" concorda corretamente com o sujeito "nenhuma das decisões" e o verbo "constituirão" com o relativo "que" (referente a "decisões"). As demais alternativas apresentam desvios clássicos de concordância, como o uso do verbo impessoal "haver" flexionado indevidamente e a falta de concordância com sujeito posposto.
Alternativa A — ❌ Incorreta
"Podem haver nos pentimentos os maus conselhos..."
O verbo "haver" no sentido de "existir" é impessoal e deve permanecer na 3ª pessoa do singular. O correto seria "Pode haver os maus conselhos". A forma "Podem haver" pluraliza indevidamente o verbo.
Alternativa B — ❌ Incorreta
"Devem-se às redes sociais a multiplicação incontrolável..."
O sujeito do verbo é "a multiplicação" (singular), e não "redes sociais". O verbo deve concordar com o sujeito: "Deve-se... a multiplicação". A forma "Devem-se" está incorreta.
Alternativa C — ✅ Correta
"Não seja uma escolha de nossa vida nenhuma das decisões que se constituirão..."
O sujeito de "seja" é "nenhuma das decisões" (singular), e o verbo está no singular. O pronome relativo "que" retoma "decisões" (plural), por isso "constituirão" está no plural. Tudo correto.
Alternativa D — ❌ Incorreta
"É comum que conste como um malogro... as virtudes potenciais..."
O sujeito de "conste" é "as virtudes potenciais" (plural). O verbo deveria estar no plural: "constem". A forma singular está errada.
Alternativa E — ❌ Incorreta
"Têm equivalência com os fenômenos... a paixão dos nossos ideais..."
O sujeito é "a paixão" (singular), mas o verbo "Têm" está no plural. O correto é "Tem equivalência... a paixão".
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a inversão da ordem sujeito-verbo e o uso de partículas como "se", levando o candidato a confundir o termo que exerce a função de sujeito.
NÃO CAIA NESSA!
Sujeito nunca tem preposição
Se um termo vem regido de preposição (de, em, a...), ele não é o sujeito da oração. Serve para não confundir sujeito com objeto/adjunto preposicionado.