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Questão de Governança de TI — Planejamento Estratégico de TI (PETI) — FCC 2026

Governança de TIPlanejamento Estratégico de TI (PETI)
Código
fc077561
Banca
FCC
Órgão
SEFAZ-SP
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Auditor Fiscal da Receita Estadual - AFRE - Tecnologia da Informação e Comunicação - Conhecimentos Especificos (P3)
Uma Secretaria da Fazenda está elaborando seu Plano Diretor de Tecnologia da Informação e Comunicação (PDTIC) para o triênio 2026-2028. O Planejamento Estratégico Institucional (PEI) estabelece como objetivos estratégicos: ampliar a arrecadação mediante inteligência fiscal, reduzir contencioso tributário, modernizar atendimento ao contribuinte e integrar bases de dados com outros órgãos. A área de TIC identificou necessidades como substituição do mainframe legado, migração para nuvem governamental, implementação de analytics com big data para cruzamento de informações fiscais, desenvolvimento de aplicativo mobile para serviços tributários e capacitação de servidores em novas tecnologias. O orçamento disponível cobre aproximadamente 60% das demandas levantadas. Considerando as boas práticas de alinhamento estratégico entre TIC e negócio no contexto de planejamento de TIC governamental, a abordagem mais adequada para elaboração do PDTIC é
  1. Acatalogar todas as demandas tecnológicas levantadas pela área de TIC e priorizá-las com base em critérios técnicos como obsolescência de hardware, vulnerabilidades de segurança identificadas em auditorias e complexidade de manutenção dos sistemas atuais, estabelecendo cronograma sequencial de projetos conforme disponibilidade de recursos financeiros anuais
  2. Bsubmeter as necessidades tecnológicas a aprovação das áreas finalísticas através de questionário: sobre a importância percebida de cada projeto, consolidar as respostas por média aritmética simples de pontuação atribuída, selecionar os projetos mais votados até o limite orçamentário e inclui-los no PDTIC.
  3. Ccontratar consultoria externa especializada em governança de TI para avaliar a maturidade tecnológica da Secretaria, recomendar portfólio de projetos baseado em benchmarking com outras fazendas estaduais que implementaram soluções similares, e adotar o roadmap tecnológico proposto pela consultoria como conteúdo do PDTIC.
  4. Destabelecer matriz de correlação entre cada necessidade de TIC e os objetivos estratégicos do PEI, atribuindo pesos aos objetivos conforme criticidade para o negócio, avaliar cada iniciativa por impacto nos objetivos, viabilidade técnica, custo e risco, priorizar iniciativas de maior contribuição estratégica dentro da restrição orçamentária, definir indicadores de resultado alinhados aos objetivos institucionais e estabelecer governança para revisão periódica do portfólio.
  5. Edefinir percentuais fixos do orçamento de TIC para categorias predeterminadas, como infraestrutura, desenvolvimento de sistemas, segurança da informação e capacitação, distribuir as demandas tecnológicas entre essas categorias conforme natureza técnica de cada projeto, alocar recursos proporcionalmente até atingir o limite de cada categoria e documentar no PDTIC
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GabaritoD — estabelecer matriz de correlação entre cada necessidade de TIC e os objetivos estratégicos do PEI, atribuindo pesos aos objetivos conforme criticidade para o negócio, avaliar cada iniciativa por impacto nos objetivos, viabilidade técnica, custo e risco, priorizar iniciativas de maior contribuição estratégica dentro da restrição orçamentária, definir indicadores de resultado alinhados aos objetivos institucionais e estabelecer governança para revisão periódica do portfólio.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Plano Diretor de Tecnologia da Informação e Comunicação (PDTIC) e Alinhamento Estratégico

Gabarito: letra D. A abordagem mais adequada para elaborar o PDTIC, alinhando TIC aos objetivos de negócio e respeitando restrições orçamentárias, é estabelecer uma matriz de correlação entre cada necessidade de TIC e os objetivos estratégicos do PEI, atribuir pesos, avaliar impacto, viabilidade, custo e risco, priorizar as iniciativas de maior contribuição estratégica e definir indicadores e governança para revisão periódica. Esse processo é consistente com as boas práticas de governança de TI (ex.: ISO/IEC 38500, COBIT), que enfatizam o alinhamento contínuo entre TI e estratégia organizacional.

A questão testa a capacidade de identificar qual método de priorização realmente conecta as demandas tecnológicas aos resultados esperados pela instituição, em vez de usar critérios exclusivamente técnicos, subjetivos ou orçamentários rígidos.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Priorizar apenas com base em critérios técnicos (obsolescência, vulnerabilidades, complexidade) desconsidera o alinhamento com os objetivos estratégicos do PEI. Um projeto pode ser tecnicamente urgente, mas ter baixo impacto na ampliação da arrecadação ou na redução do contencioso, por exemplo. Essa abordagem trata a TI como fim, não como meio para o negócio.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Submeter as necessidades à aprovação das áreas finalísticas por questionário com média aritmética simples é subjetivo e não considera critérios objetivos como viabilidade técnica, custo e risco. Além disso, a média simples não reflete a importância relativa de cada projeto para a estratégia, podendo distorcer a priorização.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Contratar consultoria externa para recomendar portfólio baseado em benchmarking com outras fazendas estaduais terceiriza a decisão estratégica. Embora benchmarking possa trazer insumos, a escolha final deve ser da própria organização, considerando seu contexto específico, objetivos e restrições. A abordagem descrita não garante alinhamento com o PEI da Secretaria.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Esta alternativa descreve o processo completo e correto de alinhamento estratégico: (1) matriz de correlação entre necessidades de TIC e objetivos do PEI; (2) atribuição de pesos aos objetivos conforme criticidade; (3) avaliação de cada iniciativa por impacto, viabilidade, custo e risco; (4) priorização dentro da restrição orçamentária; (5) definição de indicadores de resultado alinhados aos objetivos institucionais; e (6) estabelecimento de governança para revisão periódica do portfólio. Esse fluxo é exatamente o que pregam frameworks como COBIT (domínio APO – Alinhar, Planejar e Organizar) e a norma ISO/IEC 38500 (princípios de estratégia, aquisição e desempenho).

Alternativa E — ❌ Incorreta

Definir percentuais fixos do orçamento para categorias (infraestrutura, desenvolvimento, segurança, capacitação) e alocar demandas proporcionalmente engessa a distribuição e não prioriza com base na contribuição estratégica. Por exemplo, um projeto de analytics de big data pode ter alto impacto na ampliação da arrecadação, mas se a categoria "desenvolvimento" já estiver lotada, ele pode ser preterido por um projeto menos relevante. A alocação deve ser flexível e orientada por valor, não por categorias predeterminadas.


Conclusão: A alternativa D é a única que integra todos os elementos de uma boa prática de alinhamento estratégico: vínculo com o PEI, critérios objetivos de priorização (impacto, viabilidade, custo, risco), respeito à restrição orçamentária e governança contínua. As demais alternativas ou focam apenas em aspectos técnicos (A), ou são subjetivas (B), ou terceirizam a decisão (C), ou engessam a alocação (E).

Gabarito: letra D.

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