Questão de Administração Pública — Gestão de Politicas Públicas — FCC 2026
Administração Pública›Gestão de Politicas Públicas
Código
fc077638
Banca
FCC
Órgão
SEFAZ-SP
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Auditor Fiscal da Receita Estadual - AFRE - Tecnologia da Informação e Comunicação - Conhecimentos Gerais (P1)
A Teoria da Mudança (Theory of Change) é amplamente utilizada no planejamento e na avaliação de políticas públicas e programas sociais. Um de seus elementos distintivos em relação a outros instrumentos de planejamento consiste na
Apriorização exclusiva de indicadores quantitativos de desempenho, em detrimento de análises qualitativas.
Bexplicitação das relações causais entre atividades, resultados e impactos, incluindo pressupostos e riscos contextuais.
Cdescrição linear de atividades e produtos, sem necessidade de explicitar pressupostos externos.
Daplicação do binômio: produtos, como efeitos indiretos e não intencionais da intervenção, e resultados, com efeitos diretos e mensuráveis.
Emensuração direta de impactos de longo prazo, independentemente do contexto institucional.
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GabaritoB — explicitação das relações causais entre atividades, resultados e impactos, incluindo pressupostos e riscos contextuais.
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Teoria da Mudança (Theory of Change)
Gabarito: letra B. A Teoria da Mudança se distingue por explicitar as relações causais entre atividades, resultados e impactos, incluindo pressupostos e riscos contextuais, diferentemente de instrumentos lineares como o marco lógico. Essa ênfase em causalidade e suposições é sua marca registrada.
A banca testa o conhecimento do conceito central da Teoria da Mudança, que vai além de simples descrições de atividades ou indicadores. Trata-se de um instrumento de planejamento que mapeia a cadeia causal esperada (if-then) e torna explícitos os pressupostos necessários para que a mudança ocorra, além dos riscos que podem comprometer o percurso.
Teoria da Mudança: Elemento distintivo (Relações causais explícitas, Pressupostos e riscos contextuais); Difere de (Marco lógico (linear), Lista de atividades/produtos); Cadeia causal (if-then) (Atividades → Resultados → Impactos, Pressupostos necessários, Riscos contextuais); Indicadores (Quantitativos e qualitativos, Sem exclusividade)
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que a Teoria da Mudança prioriza exclusivamente indicadores quantitativos. Na verdade, ela incorpora tanto indicadores quantitativos quanto qualitativos, pois busca compreender as condições e mecanismos de mudança, que muitas vezes exigem análises qualitativas. O termo "exclusiva" é o erro: não há tal restrição.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Exatamente o elemento distintivo. A Teoria da Mudança é construída com base em relações causais explícitas: "se fizermos X (atividade), então alcançaremos Y (resultado) porque Z (pressuposto) se mantém". Ela exige que se identifiquem pressupostos subjacentes e riscos contextuais que podem afetar a cadeia, diferentemente de modelos lineares que apenas listam atividades e produtos.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Diz que a descrição é linear e sem necessidade de explicitar pressupostos externos. A Teoria da Mudança, ao contrário, exige a explicitação de pressupostos e reconhece que a relação não é puramente linear; há interações e feedbacks. O erro está em negar a necessidade de pressupostos.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Inverte os conceitos: na terminologia usual, produtos (outputs) são os efeitos diretos e imediatos da intervenção, enquanto resultados (outcomes) são os efeitos indiretos e de médio prazo. A alternativa troca essas definições, afirmando o oposto. A Teoria da Mudança utiliza a terminologia correta, portanto essa inversão a torna errada.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca os conceitos de "produtos" e "resultados" na alternativa D. Cuidado: produtos são diretos (ex.: número de pessoas treinadas); resultados são indiretos (ex.: aumento de renda após treinamento). Essa inversão clássica já apareceu em outras questões de avaliação de políticas.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que a Teoria da Mudança mensura impactos de longo prazo independentemente do contexto institucional. Ela, na verdade, considera o contexto como fator crucial, pois os pressupostos e riscos estão fortemente ligados ao ambiente institucional, social e político. Ignorar o contexto é justamente o oposto do que ela propõe.
Conclusão: A Teoria da Mudança se diferencia por seu foco nas relações causais e na explicitação de pressupostos e riscos, o que corresponde exatamente à alternativa B. As demais ou contradizem esse foco ou invertem terminologias básicas.