Estratégias argumentativas no texto – Análise
Gabarito: letra B. O primeiro parágrafo argumenta com o exemplo de Taine e sustenta essa crítica com a autoridade de Edmond Schérer, caracterizando um argumento de autoridade. As demais alternativas ou distorcem a função dos trechos ou contradizem o texto.
Alternativa A — ❌ Incorreta
A analogia com o cientista, no segundo parágrafo, serve para mostrar que o crítico precisa de uma hipótese, não para reiterar o caráter ingênuo do uso da dedução. O texto diz: "Sem dúvida, o crítico não pode prescindir de uma hipótese, como o cientista". Portanto, a analogia sugere a necessidade de uma hipótese, e não reforça a crítica à dedução ingênua. A alternativa contradiz o texto.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O primeiro parágrafo apresenta Taine como exemplo de dedutivismo ingênuo e baseia essa crítica na autoridade de Schérer: "Já Edmond Schérer, num dos seus 'estudos' mais felizes, apontava os lados fracos da interpretação tainiana". Isso configura um argumento de autoridade aliado ao exemplo. A alternativa está correta.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O texto critica o dedutivismo ingênuo de Taine, mas não descarta o raciocínio dedutivo como método. Pelo contrário, no segundo parágrafo afirma que o crítico "não pode prescindir de uma hipótese". A alternativa extrapola e contradiz o texto.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A "mata virgem dos fatos" é uma metáfora para a complexidade dos dados, e não um contraexemplo que se opõe ao exemplo de Taine. O texto não faz escolha explícita pelo raciocínio indutivo; apenas critica a dedução ingênua e defende a abertura para o indeterminado. A alternativa contradiz o texto.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O segmento "Respeitar o outro lado provável das coisas" defende a admissão da incerteza, e não o compromisso com uma teoria que permite deduzir características. O texto diz: "admitir em tudo a parte do indeterminado é uma boa tática". Portanto, a alternativa inverte o sentido do trecho.
Gabarito: letra B