Emprego de elementos textuais - interpretação
Gabarito: letra D. A alternativa D está correta porque a expressão "responsabilidade implícita" equivale a "responsabilidade tácita", como se depreende do contexto. As demais alternativas apresentam equívocos: A interpreta erroneamente a expressão 'Ainda para ficarmos no latim'; B propõe uma transposição para voz passiva incorreta; C atribui a 'caprichosa' sentido de 'desleixada', quando significa 'arbitrária'; E considera denotativo o emprego de 'insinuante e provocadora', que é conotativo.
Alternativa A — ❌ Incorreta
A expressão "Ainda para ficarmos no latim" não significa "retificar esse uso do latim". No texto, ela introduz mais um exemplo latino, indicando continuidade: "Ainda para ficarmos no latim, podemos lembrar a conhecida expressão 'sapere aude'". Portanto, não há retificação, e sim permanência no tema.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A frase "Que aproveitemos, pois, a lição de ousadia" tem o verbo "aproveitemos" no presente do subjuntivo (voz ativa). A transposição para a voz passiva exigiria a forma "que seja aproveitada por nós" (ou similar), mantendo o tempo e o modo. "Tenhamos aproveitado" é pretérito perfeito composto do subjuntivo ativo, não passivo.
Alternativa C — ❌ Incorreta
No contexto, "caprichosa" é usada com o sentido de "arbitrária", "imprevisível", como se vê na sequência: "A proximidade das palavras é caprichosa, mas também pode ser insinuante e provocadora". Não se trata de "desleixada" (negligenciada).
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O termo "implícita" significa "não expressa, mas subentendida", sinônimo de "tácita". O texto afirma que o auditor tem "a responsabilidade implícita de uma avaliação criteriosa", ou seja, uma responsabilidade tácita, que está pressuposta. A observação está correta.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Os adjetivos "insinuante e provocadora" são empregados em sentido figurado (conotativo) para descrever a proximidade entre as palavras latinas audio e audeo. O texto diz que essa proximidade "pode ser insinuante e provocadora", ou seja, sugerir significados e provocar reflexões. Em sentido denotativo (literal), palavras não podem ser insinuantes ou provocadoras. Portanto, o valor é conotativo.
Conclusão: A única alternativa inteiramente sustentada pelo texto é a D.