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Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2026

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
fc077697
Banca
FCC
Órgão
SEFAZ-SP
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Auditor Fiscal da Receita Estadual - AFRE - Tecnologia da Informação e Comunicação - Conhecimentos Gerais (P1)
Está correta a seguinte observação acerca do emprego de um elemento do texto:
  1. AA expressão Ainda para ficarmos no latim (4º parágrafo) deve ser entendida como ao retificarmos esse uso do latim.
  2. BTranspondo para a voz passiva o verbo da frase Que aproveitemos, pois, a lição de ousadia, a forma resultante será tenhamos aproveitado.
  3. CNa expressão A proximidade das palavras é caprichosa (3º parágrafo), o termo sublinhado está no sentido de desleixada.
  4. DEm com a responsabilidade implícita de uma avaliação criteriosa (2º parágrafo), considera-se tácita a responsabilidade de se avaliar algo com critério.
  5. EAo se atribuir à ordenação das palavras num dicionário qualidades como insinuante e provocadora (3º parágrafo), esses adjetivos estão empregados com valor denotativo, ou literal.
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GabaritoD — Em com a responsabilidade implícita de uma avaliação criteriosa (2º parágrafo), considera-se tácita a responsabilidade de se avaliar algo com critério.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Emprego de elementos textuais - interpretação

Gabarito: letra D. A alternativa D está correta porque a expressão "responsabilidade implícita" equivale a "responsabilidade tácita", como se depreende do contexto. As demais alternativas apresentam equívocos: A interpreta erroneamente a expressão 'Ainda para ficarmos no latim'; B propõe uma transposição para voz passiva incorreta; C atribui a 'caprichosa' sentido de 'desleixada', quando significa 'arbitrária'; E considera denotativo o emprego de 'insinuante e provocadora', que é conotativo.

Alternativa A — ❌ Incorreta

A expressão "Ainda para ficarmos no latim" não significa "retificar esse uso do latim". No texto, ela introduz mais um exemplo latino, indicando continuidade: "Ainda para ficarmos no latim, podemos lembrar a conhecida expressão 'sapere aude'". Portanto, não há retificação, e sim permanência no tema.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A frase "Que aproveitemos, pois, a lição de ousadia" tem o verbo "aproveitemos" no presente do subjuntivo (voz ativa). A transposição para a voz passiva exigiria a forma "que seja aproveitada por nós" (ou similar), mantendo o tempo e o modo. "Tenhamos aproveitado" é pretérito perfeito composto do subjuntivo ativo, não passivo.

Alternativa C — ❌ Incorreta

No contexto, "caprichosa" é usada com o sentido de "arbitrária", "imprevisível", como se vê na sequência: "A proximidade das palavras é caprichosa, mas também pode ser insinuante e provocadora". Não se trata de "desleixada" (negligenciada).

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O termo "implícita" significa "não expressa, mas subentendida", sinônimo de "tácita". O texto afirma que o auditor tem "a responsabilidade implícita de uma avaliação criteriosa", ou seja, uma responsabilidade tácita, que está pressuposta. A observação está correta.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Os adjetivos "insinuante e provocadora" são empregados em sentido figurado (conotativo) para descrever a proximidade entre as palavras latinas audio e audeo. O texto diz que essa proximidade "pode ser insinuante e provocadora", ou seja, sugerir significados e provocar reflexões. Em sentido denotativo (literal), palavras não podem ser insinuantes ou provocadoras. Portanto, o valor é conotativo.

Conclusão: A única alternativa inteiramente sustentada pelo texto é a D.

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