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Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2026

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
fc077707
Banca
FCC
Órgão
SEFAZ-SP
Ano
2026
Nível
Superior
Cargo
Auditor Fiscal da Receita Estadual - AFRE - Tecnologia da Informação e Comunicação - Conhecimentos Gerais (P1)
Diante da afirmativa do romancista americano E. L. Doctorow (3º parágrafo), o autor do texto
  1. Arecusa-a de todo, por julgá-la uma metáfora improcedente no caso dos grandes escritores.
  2. Breferenda-a, uma vez que ela se aplica exemplarmente ao caso dos escritores de índole romântica.
  3. Crelativiza-a de pronto, por não aceitar que se tome a arte literária como sintoma de desajuste psíquico.
  4. Djulga-a equívoca, uma vez que nenhuma arte que problematiza a vida é aceita socialmente.
  5. Econsidera-a oportuna, por considerar que a arte literária deve ser aceita como uma proposta messiânica.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — relativiza-a de pronto, por não aceitar que se tome a arte literária como sintoma de desajuste psíquico.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Posição do autor diante da afirmação de Doctorow

Gabarito: letra C. O autor do texto relativiza a afirmação de E.L. Doctorow, reconhecendo seu valor metafórico, mas rejeitando que se tome a arte literária como sintoma de desajuste psíquico ou como algo romântico/messiânico. A passagem-chave está no 3º parágrafo:

“Nesse ponto cabe ter cautela. Como metáfora, a coisa tem sua utilidade – quem escreve pode mesmo 'ouvir' vozes dentro da cabeça. Contudo, deve-se evitar a tentação de associar arte e loucura para dar ares malditos, heroicos, messiânicos ou mágicos ao que é apenas deformação profissional, boca torta do cachimbo. Embora possa parecer, nada disso tem a ver com uma visão romântica da literatura.”

O autor não recusa totalmente a afirmação (A), nem a endossa como aplicável a escritores românticos (B), nem a considera equívoca (D) ou oportunista (E). Ele relativiza de imediato: aceita a metáfora com ressalvas, alertando para o risco de associar arte a doença mental ou romantismo.


Alternativa A — ❌ Incorreta

Erro: contradiz o texto / generalização indevida. O autor não “recusa-a de todo”; pelo contrário, admite que “como metáfora, a coisa tem sua utilidade”. A recusa total desconsidera a nuance do texto.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Erro: contradiz o texto. O autor explicitamente diz que “nada disso tem a ver com uma visão romântica da literatura”. Portanto, não referenda a afirmação para escritores de índole romântica.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O autor “relativiza-a de pronto” ao dizer “cabe ter cautela” e pondera que a metáfora é útil, mas não deve ser levada ao extremo de associar arte a desajuste psíquico. Exatamente o que a alternativa afirma.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Erro: extrapolação. O texto não afirma que “nenhuma arte que problematiza a vida é aceita socialmente”. Doctorow diz que escrever é forma socialmente aceita de esquizofrenia, e o autor não contesta esse aspecto, apenas alerta contra a associação direta com loucura.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Erro: contradiz o texto. O autor diz expressamente “deve-se evitar a tentação de associar arte e loucura para dar ares […] messiânicos”. Logo, não considera a afirmação oportuna como proposta messiânica.

PEGA ESSA DICA!

Observe como o autor usa os conectivos “contudo”, “embora”, “nada disso” – eles marcam a relativização (concessão + restrição). A chave é perceber que ele aceita a metáfora, mas impõe limites.

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