Se forem pensamentos aos quais recorremos quando não temos nada para fazer, não é mais simples agente se manter ocupado e não precisar de tal vida interior?O período acima manterá seu sentido básico e sua correção gramatical caso se substituam os dois elementos sublinhados, respectivamente, por:
Ados quais nos valemos - dispensar
Bpelos quais socorremos - desfavorecer
Cem cujos incorremos - relutar
Da que nos pautamos - excluir
Eaonde investimos - impossibilitar
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GabaritoA — dos quais nos valemos - dispensar
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Substituição de termos com manutenção de sentido e correção gramatical
Gabarito: letra A. A única alternativa que preserva o sentido original e a correção gramatical é a A, pois "dos quais nos valemos" equivale a "aos quais recorremos" (ambos significam 'recorrer a') e "dispensar" equivale a 'não precisar de'. As demais ou alteram o sentido ou cometem erro de regência.
A questão exige substituir dois elementos sublinhados no período:
"Se forem pensamentos aos quais recorremos quando não temos nada para fazer, não é mais simples a gente se manter ocupado e não precisar de tal vida interior?"
O primeiro termo é uma locução pronominal relativa com o verbo "recorrer a" (sinônimo de valer-se de). O segundo é o verbo "precisar" no sentido de 'necessitar', que é negado: "não precisar de" = 'dispensar'.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"dos quais nos valemos": "valer-se de" é sinônimo perfeito de "recorrer a" (ambos indicam utilização ou busca de algo). A regência é mantida: o pronome relativo "quais" é regido pela preposição "de", assim como exige "valer-se de".
"dispensar": significa 'abrir mão', 'não necessitar', exatamente o sentido de "não precisar de". A construção "dispensar tal vida interior" é gramatical e semanticamente equivalente.
Alternativa B — ❌ Incorreta
"pelos quais socorremos": o verbo "socorrer" pede complemento direto (socorrer alguém) ou preposição "a" (socorrer-se a). A preposição "por" é inadequada e altera o sentido ("socorrer por" não equivale a "recorrer a").
"desfavorecer" significa 'prejudicar', não 'não precisar'. O sentido básico é perdido.
PEGA ESSA DICA!
Verifique sempre a regência do verbo original e da substituição. "Recorrer a" exige preposição "a"; "valer-se de" exige "de"; a alternativa A respeita isso, enquanto B usa "por" indevidamente.
Alternativa C — ❌ Incorreta
"em cujos incorremos": "incorrer em" tem sentido negativo (incorrer em erro), não de 'recorrer a'. O pronome relativo "cujos" também exige que o termo seguinte seja um substantivo (ex.: "incorremos em cujos erros"), o que não ocorre aqui.
"relutar" significa 'hesitar', não 'não precisar'. Sentido totalmente diverso.
Alternativa D — ❌ Incorreta
"a que nos pautamos": "pautar-se por" ou "em" (guiar-se), não "a". O sentido de 'recorrer' é perdido; "pautar-se a" é uma construção estranha e não equivale à original.
"excluir" significa 'eliminar', não 'não precisar'. Embora próximo, não é sinônimo no contexto (a frase original diz "não precisar de tal vida interior", não "excluir a vida interior").
Alternativa E — ❌ Incorreta
"aonde investimos": "investir" rege "em" (investir em algo), não "aonde" (que indica destino). A regência está incorreta.
"impossibilitar" significa 'tornar impossível', não 'não precisar'. O sentido é alterado.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a dificuldade do candidato em reconhecer sinônimos e regências. A alternativa B e E parecem plausíveis à primeira vista, mas falham na preposição ou no significado. A chave é lembrar que "recorrer a" = "valer-se de" e "não precisar de" = "dispensar".
Conclusão: Apenas a alternativa A mantém o sentido básico (sinonímia) e a correção gramatical (regência), sendo a resposta correta.