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Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2026

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
fc077811
Banca
FCC
Órgão
CPU-PE
Ano
2026
Nível
Superior
No contexto, a frase Mas, enfim, nem mesmo nossos defeitos são perfeitos, que abre o 4° parágrafo,
  1. Apondera a margem de liberdade que temos para transformar um defeito absoluto numa virtude absoluta.
  2. Bnão vai muito além de um mero jogo de palavras, já que sua lógica não resiste a uma análise criteriosa.
  3. Cvale-se de fórmula irônica para admitir que mesmo nossos vícios mais ostensivos podem reter traços virtuosos.
  4. Dexpressa gravemente o quanto somos incapazes de atingir a perfeição quando passamos a nos esquecer dos vícios.
  5. Eafirma que somente com a prática dos defeitos absolutos poderemos esquecer as virtudes absolutas.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — vale-se de fórmula irônica para admitir que mesmo nossos vícios mais ostensivos podem reter traços virtuosos.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

A ironia de "nem mesmo nossos defeitos são perfeitos"

Gabarito: letra C. A frase "Mas, enfim, nem mesmo nossos defeitos são perfeitos" é uma ironia: o autor reconhece que até os aspectos negativos da internet (defeitos) podem ter algo de positivo, como se verá no resto do parágrafo. O contexto imediatamente anterior (3º parágrafo) enumera as mazelas da internet (propaganda nociva, mensagens indesejáveis, etc.) e cita Flaubert sobre "devorar infinito". O "Mas, enfim" introduz uma ressalva irônica: mesmo esses defeitos não são absolutos. A sequência mostra que o autor deve à internet um reencontro com uma amiga, um fato positivo. Portanto, a ironia está em afirmar o contrário do que parece: ao dizer que os defeitos não são perfeitos, admite-se que eles contêm algum traço virtuoso.

"Devo à internet um contato recente com uma amiga espanhola que não via desde o século passado."

Isso comprova que o autor vê um lado bom nos defeitos da internet.

Alternativa A — ❌ Incorreta

A frase não fala em transformar defeito em virtude, mas reconhecer que o próprio defeito já contém virtude. O texto não autoriza a ideia de "liberdade para transformar". É extrapolação.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirmar que é "mero jogo de palavras" sem lógica desconsidera o contexto. A frase tem sentido preciso no texto, reforçado pelo exemplo positivo do reencontro. A banca tenta desqualificar a ironia, mas o texto a sustenta.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Exatamente o que a ironia faz: "vale-se de fórmula irônica para admitir que mesmo nossos vícios mais ostensivos podem reter traços virtuosos". O paradoxo "defeitos não são perfeitos" indica que eles têm algum mérito, confirmado pelo exemplo da amiga reencontrada. A alternativa é fiel ao texto.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O texto não aborda "incapacidade de atingir a perfeição" nem "esquecimento dos vícios". A frase ironiza a imperfeição dos defeitos, não a nossa incapacidade. É tangência.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma uma relação condicional ("somente com a prática dos defeitos...") que não existe no texto. A ironia não impõe condição; apenas constata que os defeitos têm virtudes. Extrapola.

Conclusão: A única alternativa que se sustenta integralmente é a C, que capta a ironia contextual. As demais ou extrapolam, ou tangenciam, ou contradizem o sentido do texto.

Gabarito: letra C

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