Questão de Arquitetura — Projetos — FCC 2012
ArquiteturaProjetos
- Código
- fc120915
- Banca
- FCC
- Órgão
- MPE-AP
- Ano
- 2012
- Nível
- Superior
- Cargo
- Analista Ministerial - Arquitetura
O crítico Ignasi de Solá-Morales associa o conceito de “intervenção arquitetônica” aos projetos de arquitetura que lidam com preexistências de interesse histórico e cultural no contexto da atualidade. O autor adverte que toda intervenção cria relações visuais e espaciais com a obra existente, além de subentender uma interpretação do material histórico. O autor identifica duas estratégias principais de intervenção: a relação de contraste entre o “velho” e o “novo” e a relação de analogia entre a preexistência e a nova arquitetura. Abaixo são apresentadas algumas imagens referentes ao projeto de ampliação do Museu do Prado (2000-2007), de Rafael Moneo.
Legenda das figuras, a partir do alto, da esquerda para a direita: esboços do arquiteto com destaque para a área de intervenção; maquete do conjunto; elevação posterior do edifício histórico; elevação externa da ampliação a partir da ruína do antigo claustro; ruína e espaço interno após a ampliação.A respeito desse projeto, é correto afirmar que
Legenda das figuras, a partir do alto, da esquerda para a direita: esboços do arquiteto com destaque para a área de intervenção; maquete do conjunto; elevação posterior do edifício histórico; elevação externa da ampliação a partir da ruína do antigo claustro; ruína e espaço interno após a ampliação.A respeito desse projeto, é correto afirmar que- Ana ampliação, o arquiteto apreende as leis de composição do edifício existente, sua lógica compositiva e a organização construtiva e espacial para adotá-las como parâmetros válidos de intervenção.
- Bna intervenção contemporânea, o arquiteto ignora por completo a arquitetura histórica, no sentido de valorizar exclusivamente a própria ação arquitetônica, independente da obra existente.
- Cno projeto de ampliação, o arquiteto vale-se do critério de contraste estridente entre o “antigo” e o “novo”, justamente por entender que essa é a melhor forma de valorizar a preexistência.
- Dna intervenção, o arquiteto baseou-se em um modelo abstrato, autônomo e autossuficiente, não estabelecendo qualquer relação explícita entre a arquitetura existente e a nova arquitetura.
- Ena ampliação, o arquiteto vale-se do critério da analogia entre o antigo e o novo, ou seja, enfatiza o caráter de novidade e distinção da intervenção em relação às estruturas existentes.