Questão de Pedagogia — Temas Educacionais Pedagógicos — FCC 2012
PedagogiaTemas Educacionais Pedagógicos
- Código
- fc122531
- Banca
- FCC
- Órgão
- SEE-MG
- Ano
- 2012
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor de Educação Básica
Para a gramática normativa, a língua corresponde às formas de expressão produzidas por pessoas cultas, de prestígio. Nas sociedades que têm língua escrita, é principalmente esta modalidade que funciona como modelo, acabando por representar a própria língua. Eventualmente, a restrição é ainda maior, tomando-se por representação da língua a expressão escrita elaborada literariamente. É a essa variante que se costuma chamar “norma culta” ou “variante padrão” ou “dialeto padrão”. Na verdade, em casos mais extremos, mas não raros, chega-se a considerar que esta variante é a própria língua.(adaptado de Sírio Possenti, Por que (não) ensinar gramática na escola. Campinas, Mercado de Letras, 1996, p.74)Considerando o fragmento transcrito em conjunto com as diretrizes expostas na Proposta Curricular – CBC da SEE/MG para o ensino de Língua Portuguesa, é correto afirmar que a escola tem como tarefa ensinar
- Aapenas a norma culta ou padrão da língua portuguesa, por diversos motivos: é ela a variante reconhecida e prestigiada socialmente; para as pessoas cultas, ela funciona como modelo e acaba por representar a própria língua; e, finalmente, é a única variante livre dos inevitáveis preconceitos dirigidos às demais variantes.
- Ba norma culta ou padrão da língua portuguesa, pois é a que o aluno em geral não domina, mas deve recusar a ideia de que esta variante é a própria língua, isto é, não pode desconsiderar as outras variantes e nem dar lugar à expressão dos preconceitos que costumam ser dirigidos a algumas delas.
- Capenas as variantes que são geralmente desconsideradas por aqueles que privilegiam a norma culta, chegando a crer que esta variante é a própria língua; ao privilegiar os dialetos menos cultos e os registros menos formais, a escola pode valorizar o conhecimento prévio do aluno e combater os preconceitos linguísticos.
- Das variantes ou os dialetos utilizados pelos alunos, no caso da língua oral, para que eles não se sintam vítimas do preconceito linguístico, ao passo que o ensino da norma culta deve ser reservado para os momentos em que se trabalha a expressão escrita elaborada literariamente, nas aulas de literatura.