Questão de Literatura — Modernismo - 2ª Geração (G. Ramos, J. Amado, Rego, C. Drummond, Cecilia M, etc) — FCC 2022
LiteraturaModernismo - 2ª Geração (G. Ramos, J. Amado, Rego, C. Drummond, Cecilia M, etc)
- Código
- fc139521
- Banca
- FCC
- Órgão
- UNILUS
- Ano
- 2022
- Cargo
- Vest ( )
Quem seguir passo a passo o Romanceiro verá que nele convergem as notícias do ouro, que faz a opulência de poucos, e a fala dos oprimidos, do negro nas catas, dos povos vexados pelos tributos abusivos.
(BOSI, Alfredo. Céu, inferno. São Paulo: Duas Cidades/Editora 34, 1988, p. 143)
Leia o comentário de Alfredo Bosi a respeito da obra Romanceiro da Inconfidência, de Cecília Meirelles.
No Romanceiro da Inconfidência, um trecho em que sobressai a fala do oprimido está em:
- A D. João V, rei faustoso, entre fidalgos e criados, calcula as grandes despesas para os festins projetados. Ai, quanto veludo e seda, e quantos finos brocados!
- B− Conde, por que estais tão triste? Confessai-me a vossa pena (assim fala João Fernandes, dono da terra opulenta.)
- CAi, quantos ricos presentes para outros reinos enviados! Ai, que mosteiro, ai que torres, ai, que sinos afinados.
- DJá se preparam as festas para os famosos noivados que entre Portugal e Espanha breve serão celebrados.
- E– Estes marotos do Reino só chegam por estas lavras para recolher o fruto das grotas e das gupiaras. Eles gastando na corte, e a Morte aqui pelas catas, desmoronando barrancos, engrossando as enxurradas...