Questão de Segurança Pública — Geral — FCC 2026
Segurança PúblicaGeral
- Código
- fc140283
- Banca
- FCC
- Órgão
- ALMS
- Ano
- 2026
- Cargo
- TLegis ( )
No dia da audiência pública já prevista, faltando cerca de 25 minutos para o início, o chefe do departamento de segurança observa, pelas câmeras de monitoramento, que dois grupos com posições opinativas opostas chegam quase ao mesmo tempo e passam a ocupar lados distintos do saguão de entrada do plenário; nesse ínterim, forma-se uma fila comprimida no ponto de credenciamento, com pessoas elevando o tom de voz e disputando espaço próximo à porta principal. Em razão dessa circunstância, surge a necessidade de decidir rapidamente como redistribuir barreiras e orientar o acesso. Ao observar a compressão da fila, a elevação do tom de voz e a chegada simultânea dos grupos, consolida-se uma leitura imediata do cenário que permite a projeção de como a situação pode evoluir se certos gatilhos se confirmarem. Nessa situação, a decisão mais adequada é aquela em que se:
- Aconsidera indução e dedução equivalentes e suficientes quando se registra genericamente a possibilidade de tumulto e se aplicam providências padronizadas, sem separar aquilo que é percebido na observação imediata daquilo que é projetado por hipóteses condicionais.
- Bcombina raciocínio indutivo ao partir de hipóteses condicionais do tipo “se X ocorrer, então Y tende a acontecer” para derivar medidas preventivas, e raciocínio dedutivo ao se limitar aos sinais concretos observados no momento para reconhecer um padrão de escalada e ajustar o fluxo.
- Ctrata o caso exclusivamente por raciocínio dedutivo, adotando como hipótese-base que “eventos com público antagônico inevitavelmente terminam em tumulto” e, por isso, limita a atuação à preparação de resposta reativa, entendendo que a dedução, por si só, seria suficiente, sem necessidade de leitura contínua dos sinais do momento e de ajustes proporcionais no fluxo e nas barreiras.
- Drestringe o raciocínio indutivo ao momento posterior à ocorrência do tumulto, pois a indução exigiria confirmação do evento para então identificar causas e padrões, sendo inadequado trabalhar com hipóteses antes de existir fato consumado.
- Ecombina raciocínio indutivo, ao partir dos sinais concretos observados para reconhecer um padrão de escalada e ajustar de imediato o fluxo, e raciocínio dedutivo, ao formular hipóteses condicionais do tipo “se X ocorrer, então Y tende a acontecer” e, a partir delas, derivar medidas preventivas específicas antes que o cenário negativo se realize.