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Questão de Português — Interpretação de Textos (Compreensão) — FCC 2026

PortuguêsInterpretação de Textos (Compreensão)
Código
fc140520
Banca
FCC
Órgão
MPE SE
Ano
2026
Cargo
Tec ( )

Serenata

 

Permite que feche os meus olhos,

pois é muito longe e tão tarde!

Pensei que era apenas demora,

e cantando pus-me a esperar-te.

 

Permite que agora emudeça:

que me conforme em ser sozinha.

Há uma doce luz no silêncio

e a dor é de origem divina.

 

Permite que volte o meu rosto

para um céu maior que este mundo,

e aprenda a ser dócil no sonho

como as estrelas no seu rumo.

Leia o poema de Cecília Meirelles, extraído do livro Viagem, para responder à questão.

   

Considerando o contexto do poema, está coerente a frase que completa o trecho:

 

O eu lírico pediu ao seu interlocutor permissão para

  1. Abuscar uma luz dócil no silêncio.
  2. Besperá-lo cantar.
  3. Cconformá-lo com a solidão.
  4. Dvoltar o seu rosto para o céu maior que este mundo.
  5. Eensiná-lo a ser dócil como as estrelas.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — voltar o seu rosto para o céu maior que este mundo.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

A permissão pedida pelo eu lírico: localizar a ação no texto

Gabarito: letra D. O eu lírico pede permissão para "voltar o seu rosto para um céu maior que este mundo" — é o que está literalmente na terceira estrofe. A questão é de compreensão (informação explícita): basta encontrar a passagem que corresponde à frase do enunciado. As demais alternativas ou trocam o sujeito da ação (quem faz a ação) ou acrescentam ideias que o poema não contém.

O comando pede que se complete o trecho: "O eu lírico pediu ao seu interlocutor permissão para...". Isso é uma tarefa de recorrência: localizar no texto a informação que responde à pergunta. Não há inferência, dedução ou interpretação subjetiva — a resposta está escrita no poema. A técnica é simples: ler cada alternativa e conferir se ela reproduz fielmente um verso (ou parte dele), sem acrescentar, suprimir ou inverter algo.

O poema "Serenata", de Cecília Meirelles, tem três estrofes, cada uma iniciada por "Permite que...". O eu lírico pede, sucessivamente: (1) fechar os olhos, (2) emudecer e conformar-se em ser sozinha, (3) voltar o rosto para um céu maior que este mundo e aprender a ser dócil no sonho. A alternativa D corresponde exatamente ao primeiro pedido da terceira estrofe:

"Permite que volte o meu rosto / para um céu maior que este mundo"

A alternativa D é uma paráfrase desse trecho: troca "volte" por "voltar" (adequando ao enunciado) e mantém o restante idêntico. É a única que se ancora diretamente no texto, sem desvios.

A armadilha central da questão está nas alternativas que trocam o sujeito da ação. O eu lírico pede permissão para ela mesma fazer algo (fechar os olhos, emudecer, voltar o rosto, aprender). As alternativas B, C e E usam verbos que indicam ações do interlocutor (esperá-lo, conformá-lo, ensiná-lo) — ou seja, invertem quem age. A alternativa A mistura palavras do poema ("luz", "silêncio", "dócil") mas cria uma ação que não existe: "buscar uma luz dócil no silêncio".

Alternativa A — ❌ Incorreta

A alternativa diz que o eu lírico pediu permissão para "buscar uma luz dócil no silêncio". O poema fala em "doce luz no silêncio" e em "aprender a ser dócil no sonho", mas não há a ação de "buscar" essa luz. A alternativa extrapola: junta elementos de versos diferentes ("doce luz no silêncio" e "dócil no sonho") e inventa um verbo ("buscar") que não está no texto. É uma típica armadilha de montagem com palavras do texto que não corresponde a nenhum pedido do eu lírico.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que o eu lírico pediu permissão para "esperá-lo cantar". O texto diz: "Pensei que era apenas demora, / e cantando pus-me a esperar-te". Aqui, quem canta é o eu lírico ("cantando pus-me a esperar-te"), e quem espera também é o eu lírico (esperar-te = esperar o interlocutor). A alternativa inverte o sujeito: coloca o interlocutor como aquele que canta ("esperá-lo cantar"), quando o poema diz que o eu lírico canta enquanto espera. Além disso, o pedido de permissão não é para esperar — isso já aconteceu no passado ("pus-me a esperar-te"). A alternativa contradiz o texto ao trocar o agente da ação.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa diz que o eu lírico pediu permissão para "conformá-lo com a solidão". O texto diz: "que me conforme em ser sozinha" — ou seja, o eu lírico pede para se conformar (a si mesma) com a solidão, não para conformar o interlocutor. A alternativa troca o sujeito: usa o pronome "o" (interlocutor) como objeto, quando o texto usa "me" (eu lírico). É um erro de referência pronominal que inverte completamente o sentido.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa reproduz fielmente o pedido da terceira estrofe:

"Permite que volte o meu rosto / para um céu maior que este mundo"

O eu lírico pede permissão para voltar o próprio rosto para um céu maior que este mundo. A alternativa D é uma paráfrase exata, apenas adequando o verbo "volte" (subjuntivo) para "voltar" (infinitivo) para encaixar no enunciado. Não há acréscimo, supressão ou inversão. É a única alternativa inteiramente sustentada pelo texto.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa diz que o eu lírico pediu permissão para "ensiná-lo a ser dócil como as estrelas". O texto diz: "e aprenda a ser dócil no sonho / como as estrelas no seu rumo". Quem aprende é o eu lírico ("aprenda"), não o interlocutor. A alternativa troca o sujeito: usa "ensiná-lo" (ensinar o interlocutor), quando o texto fala em "aprender" (o eu lírico aprendendo). Além disso, o texto diz "dócil no sonho", não "dócil como as estrelas" — a comparação com as estrelas está em "como as estrelas no seu rumo", referindo-se ao modo de ser dócil, não ao que se aprende. A alternativa distorce o sentido ao inverter o agente e alterar a comparação.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a troca de sujeito — alternativas que colocam o interlocutor como agente de ações que, no texto, são do eu lírico (esperar, conformar, ensinar). Fique atento aos pronomes: "me" (eu lírico) vs. "te/o" (interlocutor).

PEGA ESSA DICA!

Em questões de compreensão, grife no texto o trecho que corresponde ao enunciado e compare cada alternativa com ele, palavra por palavra. Desconfie de qualquer verbo que não esteja no texto ou de pronomes que invertam quem age.

Gabarito: letra D.

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