Questão de Segurança da Informação — Assinatura Digital — FCC 2026
Segurança da Informação›Assinatura Digital
Código
fc141817
Banca
FCC
Órgão
MPE SE
Ano
2026
Cargo
Ana ( )
Um Ministério Público precisa implementar um sistema de assinatura e verificação de documentos digitais para tramitação segura entre promotores. Alguns analistas sugeriram utilizar apenas criptografia simétrica, outros propuseram criptografia assimétrica. Nesse contexto, a solução para garantir autenticidade e não repúdio dos documentos é:
Aadotar criptografia simétrica, mas com múltiplas chaves diferentes para cada par de promotores, garantindo que apenas os envolvidos possam validar as assinaturas.
Butilizar criptografia assimétrica corretamente, pois a chave privada do promotor assina o documento e a chave pública correspondente permite a qualquer pessoa verificar a assinatura.
Cusar criptografia assimétrica, mas com a chave pública para assinar o documento e a chave privada para validar, pois isso garante que todos possam verificar a identidade do autor.
Dimplementar hashing SHA-256 sobre os documentos e armazenar os valores em planilha, sem usar chaves; assim é possível verificar a autoria e integridade.
Eentregar certificados digitais autoassinados a cada promotor, pois assim não é necessária uma infraestrutura de chave pública (PKI).
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GabaritoB — utilizar criptografia assimétrica corretamente, pois a chave privada do promotor assina o documento e a chave pública correspondente permite a qualquer pessoa verificar a assinatura.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Assinatura Digital e Criptografia Assimétrica
Gabarito: letra B. A assinatura digital, para garantir autenticidade e não repúdio, baseia-se na criptografia assimétrica: o signatário cifra o documento (ou seu hash) com sua chave privada, e qualquer pessoa pode verificar a autoria decifrando com a chave pública correspondente. É exatamente esse mecanismo que a alternativa B descreve corretamente.
A assinatura digital é um esquema matemático que permite verificar a autenticidade e a integridade de um documento digital. Ela se apoia no princípio da criptografia assimétrica, que utiliza um par de chaves matematicamente relacionadas: uma chave privada, que deve ser mantida em segredo pelo seu dono, e uma chave pública, que pode ser amplamente distribuída. A beleza desse sistema está na assimetria: o que uma chave cifra, apenas a outra do mesmo par pode decifrar.
No contexto da assinatura digital, o processo funciona assim: o emissor gera um resumo criptográfico (hash) do documento e o cifra com sua chave privada. Esse hash cifrado é a assinatura digital. Qualquer destinatário, de posse da chave pública do emissor, pode decifrar a assinatura e comparar o hash obtido com o hash que ele mesmo calcula do documento recebido. Se os hashes coincidirem, a assinatura é válida, comprovando que o documento não foi alterado (integridade) e que foi assinado pelo dono da chave privada (autenticidade e não repúdio).
A criptografia simétrica, por outro lado, utiliza uma única chave secreta compartilhada entre as partes. Ela é eficiente para garantir a confidencialidade, mas não é adequada para assinatura digital, pois qualquer detentor da chave compartilhada poderia ter criado a mensagem, impossibilitando o não repúdio. O não repúdio exige que apenas o autor tenha a capacidade de gerar a assinatura, o que só é possível com a chave privada exclusiva da criptografia assimétrica.
É fundamental distinguir os papéis das chaves na criptografia assimétrica, pois a banca frequentemente explora essa confusão. Para confidencialidade, cifra-se com a chave pública do destinatário, e apenas a chave privada dele decifra. Para assinatura digital, cifra-se com a chave privada do remetente, e a chave pública dele verifica. Essa inversão de papéis é a essência da assinatura digital e o ponto central desta questão.
NÃO CAIA NESSA!
A banca adora inverter o uso das chaves na criptografia assimétrica. Nesta questão, a alternativa C inverte exatamente os papéis: afirma que a chave pública assina e a privada valida. Lembre-se: quem assina usa a chave privada; quem verifica usa a chave pública. Essa é a base do não repúdio — apenas o dono da chave privada pode ter gerado a assinatura.
Assinatura digital
1Criptografia assimétrica
Chave privada
Assina (cifra o hash)
Exclusiva do autor → não repúdio
Chave pública
Verifica (decifra)
Distribuída a todos
2Garantias
Autenticidade
Integridade
Não repúdio
3Confusão clássica
Confidencialidade
cifra com pública, decifra com privada
Assinatura: cifra com privada, verifica com pública
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Alternativa A — ❌ Incorreta
A criptografia simétrica, mesmo com múltiplas chaves, não resolve o problema do não repúdio. Como todas as partes envolvidas em uma comunicação simétrica compartilham a mesma chave, qualquer uma delas poderia ter criado a mensagem. Não há como provar, de forma inequívoca, quem foi o autor, pois a chave não é exclusiva de um único indivíduo. A alternativa falha ao não reconhecer que a autenticidade e o não repúdio exigem uma chave privada exclusiva do signatário.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Esta alternativa descreve com precisão o mecanismo da assinatura digital. O promotor, ao assinar, utiliza sua chave privada para cifrar o hash do documento. A verificação é feita por qualquer pessoa com acesso à chave pública correspondente, que decifra a assinatura e confirma a autoria. Isso garante a autenticidade (o documento é do promotor) e o não repúdio (o promotor não pode negar que assinou, pois apenas ele possui a chave privada).
Alternativa C — ❌ Incorreta
Esta alternativa inverte completamente o uso das chaves. Na assinatura digital, a chave privada é usada para assinar (cifrar o hash), e a chave pública é usada para verificar (decifrar). Se a chave pública assinasse, qualquer pessoa poderia forjar uma assinatura em nome do promotor, destruindo a autenticidade e o não repúdio. A alternativa confunde o papel das chaves, um erro clássico em provas.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O hashing SHA-256 garante a integridade dos dados, ou seja, que o documento não foi alterado. No entanto, ele não garante a autenticidade nem o não repúdio, pois qualquer pessoa pode calcular o hash de um documento. Sem uma chave privada associada ao autor, não há como provar quem gerou o documento. A alternativa ignora que a autoria exige um mecanismo criptográfico assimétrico.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Certificados digitais autoassinados não são confiáveis para verificação de autoria, pois não há uma terceira parte confiável (Autoridade Certificadora) que ateste o vínculo entre a chave pública e a identidade do promotor. Sem uma PKI (Infraestrutura de Chaves Públicas), qualquer pessoa poderia criar um certificado autoassinado em nome de outra, comprometendo a autenticidade. A alternativa subestima a necessidade de uma cadeia de confiança para validar as chaves públicas.