Questão de Segurança da Informação — Assinatura Digital — FCC 2026
Segurança da Informação›Assinatura Digital
Código
fc141823
Banca
FCC
Órgão
MPE SE
Ano
2026
Cargo
Ana ( )
O setor de segurança da informação de um órgão público está planejando a comunicação de dados sigilosos entre diferentes varas e com sistemas externos. Para garantir a confidencialidade e a integridade das informações processuais, a equipe precisa adotar uma solução de criptografia robusta. Considerando o grande volume de dados e que a autenticação e a integridade das partes (assinaturas digitais) são essenciais, a combinação de técnicas e características criptográficas mais adequada para esse cenário é:
AUtilizar a criptografia simétrica para o transporte dos dados, pois ela é a mais segura para grandes volumes, e certificados digitais para garantir que apenas as partes autorizadas possam descriptografar a mensagem.
BEmpregar a criptografia simétrica para a codificação do grande volume de dados por sua alta velocidade, enquanto a criptografia assimétrica é usada para a troca segura da chave simétrica. Para garantir a autenticidade e a integridade, são usados hashes e assinaturas digitais.
CAplicar apenas a criptografia assimétrica para todo o processo, pois ela é mais segura e dispensa o uso de chaves simétricas, simplificando a gestão de chaves em larga escala.
DUtilizar a função hash para criptografar os dados em trânsito, pois ela garante a integridade e a confidencialidade dos dados de forma eficiente, sem a necessidade de chaves.
EAdotar a criptografia simétrica para a codificação de todas as mensagens e usar um certificado digital apenas para a identificação do servidor, sem a necessidade de chaves assimétricas para a troca de chaves.
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GabaritoB — Empregar a criptografia simétrica para a codificação do grande volume de dados por sua alta velocidade, enquanto a criptografia assimétrica é usada para a troca segura da chave simétrica. Para garantir a autenticidade e a integridade, são usados hashes e assinaturas digitais.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Gabarito: letra B. O cenário pede confidencialidade, integridade e autenticidade para um grande volume de dados — a solução clássica é o sistema criptográfico híbrido: criptografia simétrica para cifrar os dados (rápida, eficiente em volume), criptografia assimétrica para a troca segura da chave simétrica, e hash + assinatura digital para garantir integridade e autenticidade/não repúdio. É exatamente o que a alternativa B descreve.
A criptografia é a ciência de escrever mensagens em forma cifrada, e se divide em dois grandes grupos. A simétrica usa uma única chave para cifrar e decifrar — é extremamente rápida, ideal para grandes volumes, mas tem o problema clássico da distribuição de chaves: como enviar a chave ao destinatário sem que um atacante a intercepte? A assimétrica usa um par de chaves (pública e privada) — resolve a distribuição, mas é computacionalmente lenta, inviável para volumes grandes. A solução madura, usada em HTTPS/TLS, é combinar as duas: a simétrica cifra os dados, e a assimétrica protege a troca da chave simétrica.
Para a autenticidade e integridade, entra a assinatura digital, que se baseia na criptografia assimétrica: o remetente cifra um resumo (hash) da mensagem com sua chave privada; o destinatário decifra com a chave pública do remetente. Se o hash bater, prova-se que a mensagem veio de quem diz (autenticidade) e que não foi alterada (integridade). O hash é uma função unidirecional que transforma dados de tamanho variável em um resumo de tamanho fixo — qualquer alteração na entrada produz um hash diferente, por isso garante integridade, mas não confidencialidade. A assinatura digital, por sua vez, garante autenticidade e integridade, mas não confidencialidade — o sigilo vem da criptografia.
A pegadinha central desta questão é a banca misturar as funções de cada ferramenta: simétrica não é "mais segura", apenas mais rápida; assimétrica não é viável para todo o processo; hash não criptografa; e a troca de chave simétrica em canal aberto exige a assimétrica. Guarde o papel exato de cada peça — é nessa fronteira que as alternativas se dividem.
Criptografia híbrida: Simétrica (Cifra dados (volume), Rápida, Problema: distribuição de chaves); Assimétrica (Troca segura da chave simétrica, Par de chaves (pública/privada), Lenta para grandes volumes); Hash (Integridade (detecta alteração), Não garante confidencialidade); Assinatura digital (Autenticidade, Não repúdio, Não garante confidencialidade)
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que a criptografia simétrica é "a mais segura" para grandes volumes — errado: ela é a mais rápida, não a mais segura. Além disso, certificados digitais usam criptografia assimétrica (associam uma entidade a uma chave pública), e a alternativa sugere que eles descriptografariam diretamente mensagens simétricas, o que não é o papel deles. O erro específico é trocar "velocidade" por "segurança" e confundir a função do certificado.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Descreve com precisão o sistema híbrido: simétrica para o volume (velocidade), assimétrica para a troca da chave simétrica (segurança na distribuição), e hash + assinatura digital para integridade e autenticidade. Cada peça cumpre exatamente a função que o cenário exige — é a solução padrão de mercado (HTTPS/TLS).
Alternativa C — ❌ Incorreta
Aplicar apenas criptografia assimétrica para todo o processo é inviável: ela exige alto processamento matemático e é extremamente lenta para grandes volumes. A alternativa ignora a necessidade de combinar com a simétrica para obter desempenho — o erro é a generalização de que "mais segura" dispensa a simétrica.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Função hash não criptografa — é unidirecional, não há descriptografia. Ela garante integridade (detecta alteração), mas não confidencialidade. A alternativa confunde o papel do hash, atribuindo-lhe funções que ele não possui.
Alternativa E — ❌ Incorreta
É impossível fazer troca segura de chave simétrica em rede aberta sem criptografia assimétrica — o problema da distribuição de chaves permanece. A alternativa elimina a assimétrica da troca de chaves, o que inviabiliza a solução em um cenário de comunicação entre sistemas externos.
NÃO CAIA NESSA!
A banca adora inverter as funções: simétrica não é "mais segura" (é mais rápida), hash não criptografa (só integridade), e a troca de chave simétrica em canal aberto exige a assimétrica. Identifique o papel de cada ferramenta e a resposta sai na hora.
PEGA ESSA DICA!
Para questões de criptografia, monte o mapa mental: simétrica = volume/velocidade; assimétrica = troca de chaves/assinatura; hash = integridade; assinatura = autenticidade + não repúdio. Se a alternativa misturar esses papéis, está errada.