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Questão de Segurança da Informação — SGSI, Controles e Estrutura das Normas da Família 27000 (ISO/IEC 27001, 27002, etc.) — FCC 2026

Segurança da InformaçãoSGSI, Controles e Estrutura das Normas da Família 27000 (ISO/IEC 27001, 27002, etc.)
Código
fc141857
Banca
FCC
Órgão
SCGE PE
Ano
2026
Cargo
Ges Gov ( )
Em conformidade com os princípios da NBR ISO/IEC 27001:2024, uma gestora de uma organização pública busca implementar uma gestão de segurança da informação integrada e baseada em risco. Considerando a necessidade de maximizar a eficácia da análise de segurança, a abordagem que melhor atende aos requisitos da norma e permite uma resposta a incidentes contextualizada e priorizada, consiste em
  1. Aestabelecer o monitoramento na análise de logs de firewalls de borda, com foco na identificação de padrões de tráfego anômalos oriundos de fontes externas.
  2. Butilizar ferramentas de inteligência artificial para detecção de anomalias comportamentais, mantendo-as isoladas dos demais sistemas de gestão de segurança da organização.
  3. Cestabelecer um processo de correlação continua entre alertas de segurança do SIEM, resultados de varredura de vulnerabilidades e informações de criticidade de ativos do inventário organizacional.
  4. Destabelecer a correção de vulnerabilidades com base na pontuação CVSS, realizando a varredura de vulnerabilidades trimestralmente e mantendo um registro das correções realizadas.
  5. Ecriar um Sistema de Prevenção de Intrusões (IPS) na rede interna, configurado para bloquear automaticamente qualquer tentativa de acesso que envolva endereços IP previamente identificados em listas de ameaças.
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GabaritoC — estabelecer um processo de correlação continua entre alertas de segurança do SIEM, resultados de varredura de vulnerabilidades e informações de criticidade de ativos do inventário organizacional.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Gestão de Segurança da Informação baseada em risco na ISO/IEC 27001

Gabarito: letra C. A abordagem que melhor atende aos requisitos da NBR ISO/IEC 27001:2024 é a que integra fontes distintas de informação de segurança — alertas do SIEM, resultados de varredura de vulnerabilidades e criticidade dos ativos — em um processo de correlação contínua, pois é isso que permite uma resposta a incidentes contextualizada e priorizada, alinhada à gestão de riscos que a norma exige. As demais alternativas, embora mencionem ferramentas e práticas válidas de segurança, falham por serem pontuais, isoladas ou por não considerarem o contexto organizacional e a criticidade dos ativos.

A NBR ISO/IEC 27001:2024 estabelece os requisitos para um Sistema de Gestão de Segurança da Informação (SGSI), cujo coração é a gestão de riscos. A norma não prescreve ferramentas específicas, mas exige que a organização entenda seu contexto, identifique riscos, os avalie e trate de forma planejada. A eficácia da segurança não vem de uma ferramenta isolada, mas da integração e correlação de informações que permitem enxergar o cenário completo de ameaças e vulnerabilidades em relação aos ativos que precisam ser protegidos.

A alternativa C captura exatamente essa essência: correlacionar alertas do SIEM (que indicam eventos suspeitos em tempo real), resultados de varredura de vulnerabilidades (que revelam falhas conhecidas nos sistemas) e a criticidade dos ativos (que diz o quão importante cada sistema é para o negócio). Essa correlação permite priorizar a resposta: um alerta em um ativo crítico com vulnerabilidade explorável é muito mais urgente do que o mesmo alerta em um sistema periférico. É a aplicação prática do princípio de gestão de riscos — a resposta é proporcional ao risco.

As outras alternativas apresentam práticas válidas, mas incompletas ou descontextualizadas. Monitorar logs de firewall (A) é importante, mas foca apenas em uma fonte de dados e em ameaças externas, ignorando o contexto interno e a criticidade dos ativos. Usar IA para detecção de anomalias (B) é moderno, mas mantê-la isolada dos demais sistemas de gestão de segurança impede a correlação e a visão integrada que a norma busca. Corrigir vulnerabilidades com base apenas no CVSS (D) é uma prática reativa e genérica, que não considera o contexto de exposição e a importância do ativo para a organização. Criar um IPS com bloqueio automático por listas de ameaças (E) é uma medida pontual e reativa, que não se beneficia da inteligência gerada pela correlação de eventos.

A pegadinha da banca está em apresentar alternativas que são tecnicamente plausíveis, mas que não atendem ao requisito central do enunciado: uma gestão integrada e baseada em risco, que permita uma resposta contextualizada e priorizada. A palavra-chave é integração. A norma ISO 27001 não é sobre ferramentas isoladas, mas sobre um sistema de gestão que conecta processos, informações e decisões.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre "ter uma ferramenta de segurança" e "ter uma gestão de segurança integrada". Alternativas como A, B, D e E descrevem ações válidas, mas isoladas e sem contexto. A questão pede explicitamente uma abordagem que permita resposta "contextualizada e priorizada" — isso só é possível com a correlação de múltiplas fontes de informação (SIEM + vulnerabilidades + criticidade de ativos), como na alternativa C. Fique atento a palavras como "integrada", "contextualizada", "priorizada" e "baseada em risco" — elas apontam para a abordagem sistêmica da norma.

Critério

Alternativa C (Gabarito)

Alternativas A, B, D, E (Incorretas)

Abordagem central

Correlação contínua e integrada de múltiplas fontes (SIEM, vulnerabilidades, criticidade)

Ações pontuais e isoladas (monitoramento de firewall, IA isolada, correção por CVSS, IPS com listas)

Alinhamento à ISO 27001

Atende à gestão de riscos integrada e contextualizada

Não atendem ao requisito de integração e priorização por risco

Base da resposta a incidentes

Contexto organizacional e criticidade dos ativos

Ferramenta específica ou métrica genérica (ex.: CVSS, listas de ameaças)

Visão da segurança

Holística e sistêmica

Fragmentada e reativa

1Baseada em risco
Contexto organizacional
Criticidade dos ativos
2Integração de fontes
Alertas SIEM
Varredura de vulnerabilidades
Inventário de ativos
3Resposta a incidentes
Contextualizada
Priorizada
Gestão de segurança (ISO 27001)
LEVELsoulevel.com.br
Gestão de segurança (ISO 27001): Baseada em risco (Contexto organizacional, Criticidade dos ativos); Integração de fontes (Alertas SIEM, Varredura de vulnerabilidades, Inventário de ativos); Resposta a incidentes (Contextualizada, Priorizada)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Estabelecer o monitoramento na análise de logs de firewalls de borda, com foco na identificação de padrões de tráfego anômalos oriundos de fontes externas, é uma prática de segurança válida, mas limitada e descontextualizada. Ela se concentra em uma única fonte de dados (logs de firewall) e em um único tipo de ameaça (externa), ignorando:

  • Ameaças internas (insiders, malware que já está dentro da rede);

  • A criticidade dos ativos (um alerta em um servidor crítico é mais urgente que em um equipamento periférico);

  • A correlação com outras fontes de informação (vulnerabilidades conhecidas, comportamento de usuários).

A norma ISO 27001 exige uma visão holística da segurança, baseada em riscos, e não uma ação pontual de monitoramento de perímetro.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Utilizar ferramentas de inteligência artificial para detecção de anomalias comportamentais é uma técnica avançada e útil, mas a alternativa comete um erro crucial ao afirmar que essas ferramentas devem ser mantidas "isoladas dos demais sistemas de gestão de segurança da organização". Isso é exatamente o oposto do que a norma preconiza. A ISO 27001 valoriza a integração e a correlação de informações. Uma ferramenta de IA isolada não consegue enriquecer seus alertas com o contexto de vulnerabilidades, criticidade de ativos ou outros eventos de segurança, gerando uma resposta menos eficaz e priorizada.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Esta alternativa descreve a abordagem mais alinhada aos princípios da ISO 27001:2024. Estabelecer um processo de correlação contínua entre:

  • Alertas de segurança do SIEM (Security Information and Event Management): fornecem visibilidade em tempo real sobre eventos e incidentes;

  • Resultados de varredura de vulnerabilidades: indicam falhas conhecidas que podem ser exploradas;

  • Informações de criticidade de ativos do inventário organizacional: mostram quais sistemas são mais importantes para o negócio.

Essa correlação permite que a organização priorize a resposta a incidentes com base no risco real que cada evento representa. Um alerta em um ativo crítico, com uma vulnerabilidade explorável, terá prioridade máxima. Isso é a essência da gestão de riscos aplicada à segurança da informação, conforme exigido pela norma.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Estabelecer a correção de vulnerabilidades com base apenas na pontuação CVSS (Common Vulnerability Scoring System) é uma prática comum, mas incompleta e não contextualizada. O CVSS fornece uma pontuação de severidade da vulnerabilidade, mas não considera:

  • A exposição real do ativo (uma vulnerabilidade crítica em um sistema isolado da internet pode ser menos urgente que uma vulnerabilidade média em um sistema exposto);

  • A criticidade do ativo para o negócio;

  • A probabilidade de exploração no contexto específico da organização.

A norma ISO 27001 exige uma abordagem baseada em risco, que vai além da simples pontuação de severidade. Além disso, a alternativa menciona varredura trimestral, o que pode não ser suficiente para uma resposta ágil a novas vulnerabilidades.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Criar um Sistema de Prevenção de Intrusões (IPS) na rede interna, configurado para bloquear automaticamente qualquer tentativa de acesso que envolva endereços IP previamente identificados em listas de ameaças, é uma medida de segurança reativa e pontual. Embora um IPS seja uma ferramenta útil, esta alternativa apresenta várias limitações:

  • Dependência de listas de ameaças: essas listas podem estar desatualizadas e não cobrir ameaças novas ou desconhecidas (zero-day);

  • Bloqueio automático: pode gerar falsos positivos, bloqueando tráfego legítimo e causando indisponibilidade;

  • Falta de contexto: não considera a criticidade do ativo ou a natureza do tráfego, apenas o endereço IP de origem.

A abordagem da ISO 27001 é mais ampla e integrada, buscando prevenir, detectar e responder a incidentes de forma coordenada, e não apenas bloquear endereços IP suspeitos.

Gabarito: letra C — a correlação contínua entre SIEM, vulnerabilidades e criticidade de ativos é a abordagem que materializa a gestão de riscos integrada exigida pela NBR ISO/IEC 27001:2024.

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