Questão de Segurança da Informação — Ataques a Aplicações Web (XSS, CSRF, SQL Injection etc.) — FCC 2026
Segurança da Informação›Ataques a Aplicações Web (XSS, CSRF, SQL Injection etc.)
Código
fc141860
Banca
FCC
Órgão
SCGE PE
Ano
2026
Cargo
Ges Gov ( )
Hipoteticamente, a SCGE utiliza um sistema interno de gestão de processos chamado e-ProcPE, que exige autenticação robusta, incluindo autenticação multifator (MFA). No entanto, um ataque de phishing bem-sucedido resultou na instalação de um malware no computador de um funcionário. Esse malware conseguiu extrair o cookie de sessão válido do funcionário, permitindo que o atacante sequestrasse a sessão e acessasse o sistema sem precisar da senha ou do segundo fator de autenticação. Diante desse cenário, um Gestor Governamental foi informado de que a medida mais adequada para detectar esse tipo de ataque seria
Agerar um novo cookie de sessão após cada autenticação bem-sucedida (Session Regeneration) e também após cada mudança de privilégio, para evitar o uso de IDs de sessão antigos.
Butilizar o atributo Secure no cookie e forçar o uso de HTTPS em toda a comunicação, garantindo a criptografia do tráfego para prevenir a interceptação de dados.
Cimplementar tokens anti-CSRF em todos os formulários e requisições que alteram o estado da aplicação, além de utilizar o headerSameSite para prevenir a falsificação de requisições entre sites.
Dsalvar informações do ambiente do funcionário (como Endereço IP e User-Agent) no servidor e invalidar a sessão se houver uma mudança significativa nesses parâmetros.
Econfigurar o cookie de sessão com o atributo HttpOnly para impedir o acesso via scripts do lado do cliente (Cross-Site Scripting - XSS), garantindo que o cookie não seja lido pelo DOM.
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GabaritoD — salvar informações do ambiente do funcionário (como Endereço IP e User-Agent) no servidor e invalidar a sessão se houver uma mudança significativa nesses parâmetros.
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Sequestro de Sessão (Session Hijacking): detecção por anomalias de ambiente
Gabarito: letra D. O cenário descreve um sequestro de sessão (session hijacking), em que o atacante rouba o cookie de sessão válido e o reutiliza para se passar pelo usuário legítimo — sem precisar de senha ou do segundo fator. A medida mais adequada para detectar esse tipo de ataque é comparar o contexto da sessão atual (IP, User-Agent) com o contexto registrado no servidor e invalidar a sessão diante de mudanças significativas, exatamente o que a alternativa D propõe. As demais alternativas tratam de prevenção (A, B, E) ou de outros ataques (C), não de detecção do sequestro já ocorrido.
O sequestro de sessão é um ataque em que o invasor obtém o identificador de sessão (geralmente o cookie) de um usuário autenticado e o utiliza para assumir aquela sessão. O atacante não precisa conhecer a senha nem o segundo fator, pois o servidor já validou a autenticação — ele apenas "reapresenta" a credencial de sessão roubada. A detecção desse tipo de abuso exige que o servidor verifique se a sessão está sendo usada pelo mesmo contexto que a criou. Parâmetros como endereço IP e User-Agent (navegador/sistema operacional) são indicadores razoáveis de identidade do cliente: se uma sessão criada em um IP e com um navegador específico passa a ser usada de outro IP e com outro navegador, há forte indício de sequestro. Por isso, a prática recomendada é armazenar esses dados no servidor e invalidar a sessão quando houver divergência significativa.
É importante distinguir detecção de prevenção. As alternativas A, B e E descrevem medidas preventivas: regenerar o cookie após autenticação e mudança de privilégio (A) reduz a janela de reuso de IDs antigos; usar Secure + HTTPS (B) protege o cookie em trânsito contra interceptação; e HttpOnly (E) impede que scripts (XSS) leiam o cookie. Nenhuma delas detecta o sequestro depois que o cookie já foi roubado por malware — o atacante simplesmente usa o cookie legítimo, e essas medidas não geram alerta. A alternativa C trata de CSRF, um ataque diferente, que explora a confiança do site no navegador para forçar ações, e não o roubo do cookie.
A pegadinha central desta questão é o verbo "detectar". O enunciado pergunta qual medida é adequada para detectar o ataque, não para prevenir. O candidato que lê rápido tende a escolher uma medida preventiva (como Secure/HTTPS ou HttpOnly), mas a pergunta é sobre identificação do abuso já em andamento. A detecção por anomalia de contexto (IP/User-Agent) é a única que cumpre esse papel.
Guarde a fronteira entre prevenção (impedir que o cookie seja roubado ou reutilizado) e detecção (perceber que o cookie roubado está sendo usado): é exatamente nela que as alternativas se dividem.
Medida
Tipo de proteção
O que faz
Eficaz contra
Detecta o sequestro já ocorrido?
D) Registrar IP/User-Agent e invalidar em mudança
Detecção
Compara o contexto da sessão atual com o registrado no servidor
Session hijacking (uso indevido do cookie roubado)
Sim
A) Session Regeneration
Prevenção
Troca o ID da sessão após autenticação/mudança de privilégio
Session fixation; reduz janela de reuso de IDs antigos
Não
B) Secure + HTTPS
Prevenção
Criptografa o tráfego e protege o cookie em trânsito
Interceptação (sniffing)
Não
C) Tokens anti-CSRF + SameSite
Prevenção
Valida a origem das requisições que alteram estado
CSRF (Cross-Site Request Forgery)
Não
E) HttpOnly
Prevenção
Impede acesso ao cookie via scripts do cliente (DOM)
Roubo de cookie via XSS
Não
Sequestro de sessão: Detecção (Comparar IP/User-Agent, Invalidar em divergência); Prevenção (Regenerar cookie (A), Secure + HTTPS (B), HttpOnly (E)); Outro ataque (CSRF (C))
Alternativa A — ❌ Incorreta
A regeneração de sessão (session regeneration) é uma medida preventiva que troca o ID da sessão após eventos críticos (autenticação, mudança de privilégio), dificultando a fixação de sessão (session fixation) e reduzindo a janela de reuso de IDs antigos. Porém, no cenário descrito, o cookie já foi roubado após a autenticação — o atacante usa o cookie atual e válido. A regeneração não detecta o uso indevido; ela apenas limita o tempo de validade de um ID específico. Não é a medida de detecção pedida.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O atributo Secure e o uso obrigatório de HTTPS são medidas preventivas que protegem o cookie contra interceptação durante o trânsito (sniffing). No cenário, o cookie foi extraído por um malware já instalado no computador do funcionário — não houve interceptação de rede. Portanto, Secure/HTTPS não impediriam o roubo nem detectariam o uso indevido do cookie. A criptografia protege o canal, não o endpoint comprometido.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Tokens anti-CSRF e o header SameSite são defesas contra CSRF (Cross-Site Request Forgery), ataque que força o navegador da vítima a enviar requisições indesejadas a um site em que ela está autenticada, explorando a confiança do site no navegador. O cenário da questão é sequestro de sessão (roubo do cookie), não CSRF. O atacante não está forçando requisições pelo navegador da vítima; ele está usando o cookie roubado diretamente. Portanto, essa alternativa trata de um ataque diferente e não detecta o sequestro.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Esta é a medida de detecção adequada. Ao registrar no servidor o contexto da sessão (IP, User-Agent) e invalidar a sessão quando houver mudança significativa, o sistema identifica que a sessão está sendo usada de um ambiente diferente do original — forte indício de sequestro. Essa técnica é conhecida como detecção de anomalia de sessão e é uma das formas de mitigar o session hijacking. Ela não impede o roubo, mas detecta o uso indevido e encerra a sessão, limitando o dano.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O atributo HttpOnly impede que scripts do lado do cliente (XSS) acessem o cookie via DOM, sendo uma medida preventiva contra roubo de cookie por XSS. No cenário, o cookie foi extraído por um malware no computador — não por um script XSS no navegador. O HttpOnly não impede o malware de ler o cookie (o malware opera fora do navegador, no sistema) nem detecta o uso indevido. Portanto, não é a medida de detecção pedida.
Gabarito: letra D — a detecção de sequestro de sessão se faz pela comparação do contexto de uso (IP/User-Agent) com o contexto registrado, invalidando a sessão em caso de divergência significativa.