Questão de Segurança da Informação — Ferramentas de Firewall (IPtables, Pfsense, etc.) — FCC 2026
Segurança da Informação›Ferramentas de Firewall (IPtables, Pfsense, etc.)
Código
fc141916
Banca
FCC
Órgão
ARTESP
Ano
2026
Cargo
Esp RT ( )
A equipe de uma agência reguladora precisa configurar regras de firewall para proteger os servidores que monitoram trens e bilhetagem eletrônica. Em ambientes Linux Ubuntu utiliza-se o IPtables, enquanto em servidores Windows Server 2019 é necessário configurar o firewall nativo.
Nesse contexto, um especialista opinou que
Ano Linux, aplicar uma regra de IPtables que bloqueie todas as portas de entrada e, no Windows Server 2019, configurar uma regra de firewall que permita acesso irrestrito a todos os serviços garante que os módulos de transporte funcionem sem restrições.
Bconfigurar no IPtables a regra iptables -A INPUT -p tcp --dport 22 -j ACCEPT garante que o tráfego de bilhetagem seja bloqueado, já que a porta 22 é reservada para SSH.
Cno Linux, aplicar iptables -A INPUT -p tcp --dport 8080 -j ACCEPT libera o acesso ao serviço web de monitoramento de trens e, no Windows Server 2019, configurar regra de firewall para a mesma porta possibilita a interoperabilidade entre os sistemas.
Dutilizar no IPtables a regra iptables -A OUTPUT -p udp --dport 53 -j DROP assegura que o servidor de monitoramento de trens continue resolvendo nomes de domínio sem restrições.
Eno Windows Server 2019, criar uma regra de firewall permitindo tráfego na porta 3389 pode ser usado para liberar acesso ao banco de dados SQL Server, utilizado pelo sistema de transporte.
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GabaritoC — no Linux, aplicar iptables -A INPUT -p tcp --dport 8080 -j ACCEPT libera o acesso ao serviço web de monitoramento de trens e, no Windows Server 2019, configurar regra de firewall para a mesma porta possibilita a interoperabilidade entre os sistemas.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Firewall: IPtables e Windows Firewall
Gabarito: letra C. A alternativa correta descreve corretamente o uso do IPtables para liberar acesso a um serviço web na porta 8080 e a configuração equivalente no Windows Firewall, garantindo a interoperabilidade entre os sistemas. As demais alternativas contêm erros conceituais sobre o funcionamento das regras de firewall, portas padrão e políticas de segurança.
O IPtables é a ferramenta padrão de firewall no Linux, atuando como interface para o NetFilter, o sistema de filtragem de pacotes do kernel. Ele permite criar regras para controlar o tráfego de rede com base em endereços, portas e protocolos. A estrutura básica envolve cadeias (chains) como INPUT, OUTPUT e FORWARD, e tabelas como filter, nat e mangle. A regra iptables -A INPUT -p tcp --dport 8080 -j ACCEPT adiciona uma regra na cadeia INPUT que aceita pacotes TCP destinados à porta 8080, liberando o acesso a um serviço web que esteja escutando nessa porta.
O Windows Firewall, por sua vez, é o firewall nativo do Windows Server 2019, com interface gráfica e também configurável via PowerShell. Ele permite criar regras de entrada e saída para liberar ou bloquear tráfego em portas específicas. Para liberar a mesma porta 8080, seria necessário criar uma regra de entrada permitindo conexões TCP na porta 8080. A interoperabilidade entre os sistemas ocorre quando ambos os firewalls permitem o tráfego na mesma porta, permitindo que os serviços se comuniquem.
A questão explora o conhecimento prático de configuração de firewalls em diferentes sistemas operacionais. A banca testa se o candidato entende o significado de cada regra e se consegue identificar configurações que fazem sentido para o cenário proposto. É fundamental conhecer as portas padrão dos serviços (22 para SSH, 80 para HTTP, 443 para HTTPS, 3389 para RDP, 1433 para SQL Server, 53 para DNS) e saber que liberar uma porta específica não bloqueia outras, a menos que haja uma política padrão de bloqueio.
A pegadinha central está em alternativas que parecem plausíveis, mas contêm erros sutis: confundir o efeito de uma regra (ACCEPT vs DROP), usar portas incorretas para serviços específicos, ou propor políticas de segurança inadequadas (como liberar acesso irrestrito). O candidato deve analisar cada regra individualmente e verificar se ela atende ao objetivo declarado.
Firewall
1IPtables (Linux)
Cadeias
INPUT
OUTPUT
FORWARD
Ações
ACCEPT (libera)
DROP (bloqueia)
REJECT (bloqueia)
2Windows Firewall
Regras de entrada
Regras de saída
3Portas padrão
22 → SSH
80 → HTTP
443 → HTTPS
53 → DNS
3389 → RDP
1433 → SQL Server
8080 → Web alternativo
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Alternativa A — ❌ Incorreta
O erro está em "permitir acesso irrestrito a todos os serviços" no Windows Server 2019. Isso viola o princípio de segurança de menor privilégio e a prática recomendada de default deny (negar por padrão). Liberar acesso irrestrito a todos os serviços expõe o servidor a ataques desnecessários. A configuração correta seria liberar apenas as portas necessárias para o funcionamento dos serviços de transporte e bilhetagem.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A regra iptables -A INPUT -p tcp --dport 22 -j ACCEPTpermite (ACCEPT) o tráfego na porta 22, que é a porta padrão do SSH. A alternativa afirma que isso "garante que o tráfego de bilhetagem seja bloqueado", o que é incorreto. A regra libera o acesso SSH, não bloqueia o tráfego de bilhetagem. Para bloquear, seria necessário usar -j DROP ou -j REJECT. Além disso, a porta 22 não é usada para bilhetagem eletrônica.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A regra iptables -A INPUT -p tcp --dport 8080 -j ACCEPT adiciona uma regra na cadeia INPUT que aceita pacotes TCP destinados à porta 8080, liberando o acesso ao serviço web de monitoramento de trens que esteja escutando nessa porta. Configurar uma regra equivalente no Windows Firewall para a mesma porta permite que o serviço seja acessado de ambos os sistemas, garantindo a interoperabilidade. A porta 8080 é comumente usada como porta alternativa para servidores web.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A regra iptables -A OUTPUT -p udp --dport 53 -j DROPbloqueia (DROP) pacotes UDP de saída destinados à porta 53, que é a porta padrão do DNS. Isso impediria o servidor de monitoramento de trens de resolver nomes de domínio, pois as consultas DNS seriam descartadas. A alternativa afirma que isso "assegura que o servidor continue resolvendo nomes de domínio sem restrições", o que é exatamente o oposto do efeito da regra.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A porta 3389 é a porta padrão do RDP (Remote Desktop Protocol), usado para acesso remoto à área de trabalho do Windows. Não é a porta do SQL Server, que utiliza a porta 1433 por padrão. Criar uma regra de firewall permitindo tráfego na porta 3389 liberaria o acesso RDP, não o acesso ao banco de dados SQL Server. A alternativa confunde as portas padrão dos serviços.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre portas padrão de serviços. A alternativa E troca a porta do SQL Server (1433) pela porta do RDP (3389), e a alternativa B inverte o efeito da regra (ACCEPT libera, não bloqueia). Memorize as portas padrão: SSH (22), HTTP (80), HTTPS (443), DNS (53), RDP (3389), SQL Server (1433).
PEGA ESSA DICA!
Ao analisar regras de firewall, identifique primeiro a ação (-j ACCEPT libera, -j DROP bloqueia) e depois a porta. Verifique se a porta corresponde ao serviço mencionado. Em questões de segurança, desconfie de alternativas que propõem liberar acesso irrestrito ou bloquear portas essenciais sem justificativa.