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Questão de Segurança da Informação — Tópicos Mesclados de Recursos de Segurança da Informação — FCC 2026

Segurança da InformaçãoTópicos Mesclados de Recursos de Segurança da Informação
Código
fc141941
Banca
FCC
Órgão
MPE SE
Ano
2026
Cargo
Ana ( )

A continuidade dos serviços eletrônicos e a proteção das informações no contexto do Poder Judiciário são essenciais para garantir o acesso à justiça. Considerando a Política de Segurança da Informação, os planos de contingência e recuperação de desastres, bem como as práticas de backup e restauração de dados, é correto afirmar que

  1. Aa Política de Segurança da Informação é um documento de caráter meramente consultivo, não possuindo força normativa nem obrigatoriedade de cumprimento no âmbito do Poder Judiciário.
  2. Bbackup completo realizado uma única vez ao ano é suficiente para garantir a disponibilidade e a integridade dos sistemas judiciais em caso de falhas ou incidentes graves.
  3. Ca Política de Segurança da Informação deve prever controles de acesso, responsabilidades dos usuários, bem como procedimentos de backup periódico e planos de contingência e recuperação, assegurando a continuidade dos serviços judiciais.
  4. Do plano de recuperação de desastres restringe-se exclusivamente a desastres naturais (como enchentes e incêndios), não abrangendo falhas humanas ou ataques cibernéticos.
  5. Ea execução de testes de restauração de backup é opcional, uma vez que o registro do procedimento já garante que os dados estarão disponíveis em caso de necessidade.
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GabaritoC — a Política de Segurança da Informação deve prever controles de acesso, responsabilidades dos usuários, bem como procedimentos de backup periódico e planos de contingência e recuperação, assegurando a continuidade dos serviços judiciais.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Política de Segurança da Informação e Continuidade de Serviços

Gabarito: letra C. A Política de Segurança da Informação (PSI) é um documento normativo e obrigatório que deve abranger controles de acesso, responsabilidades dos usuários, procedimentos de backup periódico e planos de contingência e recuperação, assegurando a continuidade dos serviços — exatamente o que a alternativa C afirma. As demais alternativas distorcem a natureza da PSI, a frequência do backup, o escopo do plano de recuperação e a obrigatoriedade dos testes de restauração.

A Política de Segurança da Informação é o documento-mestre que estabelece as diretrizes, responsabilidades e regras para proteger os ativos de informação de uma organização. Ela não é um mero guia consultivo: é um instrumento normativo interno, de cumprimento obrigatório, que orienta todos os colaboradores e define as consequências para o descumprimento. No contexto do Poder Judiciário, a PSI é essencial para garantir o acesso à justiça, pois os serviços eletrônicos dependem da disponibilidade, integridade e confidencialidade das informações processuais.

A norma ABNT NBR ISO/IEC 27001, que estabelece os requisitos para um Sistema de Gestão de Segurança da Informação (SGSI), reforça esse caráter obrigatório e abrangente. No item 5.2, a norma determina que a Alta Direção deve estabelecer uma política de segurança da informação que seja apropriada ao propósito da organização, inclua os objetivos de segurança e o comprometimento com a melhoria contínua. A política deve estar disponível como informação documentada e ser comunicada dentro da organização. Isso demonstra que a PSI é um documento formal, com força normativa interna, e não uma mera recomendação.

A continuidade dos serviços é garantida por um conjunto de planos e práticas interligados. O Plano de Continuidade de Negócios (PCN) é o guarda-chuva que engloba o Plano de Continuidade Operacional (PCO) e o Plano de Recuperação de Desastres (PRD). O PCO visa manter as operações críticas funcionando, ainda que em modo reduzido, durante um incidente. O PRD, por sua vez, é o roteiro para restaurar plenamente a infraestrutura tecnológica após um desastre. O backup é uma das ferramentas centrais desses planos, pois garante que os dados possam ser recuperados. A política de backup deve definir a frequência (diária, semanal, etc.), os tipos (completo, incremental, diferencial) e os procedimentos de teste de restauração.

A banca explora a confusão entre os conceitos de PSI, backup, PRD e PCO. A alternativa C é a única que sintetiza corretamente o papel da PSI, abrangendo os controles de acesso, as responsabilidades e os procedimentos de continuidade. As demais alternativas apresentam erros conceituais graves: a A nega a força normativa da PSI, a B subestima a frequência do backup, a D restringe o escopo do PRD e a E trata os testes de restauração como opcionais. Guarde a fronteira entre o que é obrigatório e o que é opcional, e entre o escopo de cada plano: é exatamente nesses pontos que as alternativas se dividem.

Política de Segurança da Informação (PSI)
  • 1Natureza
    • Normativa e obrigatória
    • Não é meramente consultiva
  • 2Conteúdo
    • Controles de acesso
    • Responsabilidades dos usuários
    • Backup periódico
    • Planos de contingência e recuperação
  • 3Continuidade dos serviços
    • PCN (guarda-chuva)
      • PCO (manter operações críticas)
      • PRD (restaurar infraestrutura)
    • Backup
      • Frequência (diária, semanal)
      • Tipos (completo, incremental, diferencial)
      • Testes de restauração obrigatórios
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que a Política de Segurança da Informação é um documento meramente consultivo, sem força normativa. Isso é falso. A PSI é um documento normativo interno, de cumprimento obrigatório, que estabelece diretrizes e responsabilidades. A norma ABNT NBR ISO/IEC 27001, item 5.2, determina que a política deve ser estabelecida pela Alta Direção, estar disponível como informação documentada e ser comunicada dentro da organização. O caráter é de obrigatoriedade, não de consulta. A banca tenta confundir o candidato ao negar a natureza vinculante da PSI.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que um backup completo realizado uma única vez ao ano é suficiente para garantir a disponibilidade e a integridade. Isso é um erro grave. Um backup anual deixaria uma janela de perda de dados de até um ano, o que é inaceitável para sistemas judiciais críticos. A prática recomendada é realizar backups periódicos (diários, semanais) e testar a restauração regularmente. A frequência do backup deve ser definida na política de backup, considerando o RPO (Recovery Point Objective) e o RTO (Recovery Time Objective) da organização. A alternativa subestima a necessidade de backups frequentes para garantir a disponibilidade.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa C está correta ao afirmar que a Política de Segurança da Informação deve prever controles de acesso, responsabilidades dos usuários, procedimentos de backup periódico e planos de contingência e recuperação, assegurando a continuidade dos serviços judiciais. Isso está alinhado com a norma ABNT NBR ISO/IEC 27001, que exige que a política de segurança da informação inclua os objetivos de segurança e o comprometimento com a melhoria contínua. A PSI é o documento que define as regras para proteger os ativos de informação, e a continuidade dos serviços é um dos seus objetivos centrais. A alternativa espelha corretamente o papel abrangente da PSI.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que o plano de recuperação de desastres (PRD) se restringe exclusivamente a desastres naturais, como enchentes e incêndios. Isso é falso. O PRD abrange qualquer evento que possa impactar negativamente a infraestrutura tecnológica, incluindo falhas humanas, ataques cibernéticos, falhas de hardware, entre outros. O PRD é um roteiro para restaurar a operação após qualquer tipo de desastre, não apenas os naturais. A alternativa tenta restringir indevidamente o escopo do PRD, confundindo o candidato.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que a execução de testes de restauração de backup é opcional, pois o registro do procedimento já garante a disponibilidade dos dados. Isso é um erro grave. O teste de restauração é essencial para verificar se o backup é válido e se os dados podem ser recuperados corretamente. Um backup que nunca é testado pode estar corrompido ou incompleto, e a falha só seria descoberta no momento da necessidade. A norma ABNT NBR ISO/IEC 27001 e as boas práticas de segurança da informação exigem testes periódicos de restauração para garantir a eficácia do plano de recuperação. A alternativa trata como opcional algo que é obrigatório.

Gabarito: letra C

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