Questão de Segurança da Informação — Autorização e Controle de Acesso (RBAC, ABAC, MAC, DAC e ACL) — FCC 2026
Segurança da Informação›Autorização e Controle de Acesso (RBAC, ABAC, MAC, DAC e ACL)
Código
fc142074
Banca
FCC
Órgão
ALERR
Ano
2026
Cargo
Ana Leg ( )
Em um ambiente com Active Directory executando Windows Server, um analista de segurança descobre que o domínio permite consultas LDAP anônimas. Para resolver essa vulnerabilidade de forma nativa, segura e garantindo a compatibilidade do ambiente, o analista deve
Aativar a política RestrictAnonymous no nível 0 para impedir qualquer comunicação de rede que não utilize autenticação mútua Kerberos.
Bativar a política RestrictALL no nível 0 para impedir qualquer comunicação de rede que não utilize autenticação mútua LDAP.
Cconfigurar uma GPO para exigir LDAP Signing e ajustar as permissões de controle de acesso (ACLs) para remover o acesso de leitura do grupo Logon Anônimo.
Dhabilitar o serviço de DNSSec do Active Directory e forçar a comunicação via protocolo SMB assinado de forma anônima.
Emigrar os serviços para a porta 636, e forçar a utilização de certificados autoassinados gerados individualmente em cada estação de trabalho para garantir que o atacante utilize um certificado comum a todos os usuários.
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GabaritoC — configurar uma GPO para exigir LDAP Signing e ajustar as permissões de controle de acesso (ACLs) para remover o acesso de leitura do grupo Logon Anônimo.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Mitigação de consultas LDAP anônimas no Active Directory
Gabarito: letra C. Para eliminar consultas LDAP anônimas de forma nativa e segura, o analista deve configurar uma GPO que exija LDAP Signing (assinatura LDAP) e ajustar as ACLs para remover o acesso de leitura do grupo Logon Anônimo. Essa é a abordagem recomendada pela Microsoft para mitigar ataques como o LDAP relay e o pass-the-hash em ambientes Windows Server.
O problema descrito é clássico: por padrão, o Active Directory permite que qualquer usuário não autenticado realize consultas LDAP anônimas na porta 389, o que pode ser explorado para enumerar usuários, grupos e políticas do domínio. A solução nativa e segura envolve duas camadas complementares: exigir assinatura LDAP (para impedir que um atacante modifique ou faça relay das requisições) e restringir as permissões de leitura do grupo "Logon Anônimo" nas ACLs do diretório (para impedir que consultas anônimas retornem dados).
A assinatura LDAP (LDAP Signing) é um recurso que adiciona integridade às comunicações LDAP, garantindo que os pacotes não sejam alterados em trânsito. Quando exigida via GPO, o servidor rejeita conexões que não estejam assinadas, dificultando ataques de man-in-the-middle e relay. Já o ajuste das ACLs remove a capacidade de leitura do grupo "Logon Anônimo", que é o grupo que representa conexões não autenticadas. Combinadas, essas medidas garantem que consultas anônimas não sejam mais possíveis e que, mesmo que tentadas, não retornem informações.
É importante destacar que a alternativa correta não sugere desabilitar completamente o acesso anônimo (o que poderia quebrar a compatibilidade com aplicações legadas), mas sim restringir o que esse acesso pode fazer. Essa é a abordagem mais equilibrada: mantém a funcionalidade onde necessário, mas elimina a exposição indevida de dados.
A pegadinha da questão está em alternativas que propõem políticas inexistentes (como "RestrictAnonymous" ou "RestrictALL") ou soluções que não resolvem o problema (como DNSSec ou certificados autoassinados). O candidato precisa conhecer as políticas reais do Windows Server e entender que a mitigação correta envolve tanto a assinatura do protocolo quanto o controle de acesso no diretório.
Alternativa
Descrição da medida
É uma política real do Windows?
Resolve consultas LDAP anônimas?
Veredito
A
Ativar RestrictAnonymous nível 0 para exigir Kerberos
Não (nível 0 é o mais permissivo; não exige Kerberos)
Não
❌ Incorreta
B
Ativar RestrictALL nível 0 para exigir LDAP
Não (política inexistente)
Não
❌ Incorreta
C
GPO para LDAP Signing + remover leitura do grupo Logon Anônimo nas ACLs
Sim
Sim
✅ Correta
D
Habilitar DNSSec e forçar SMB assinado anônimo
Não (protocolos sem relação com LDAP)
Não
❌ Incorreta
E
Migrar para porta 636 (LDAPS) + certificados autoassinados por estação
Parcial (LDAPS existe, mas não bloqueia anônimo)
Não
❌ Incorreta
Mitigação LDAP anônimo (AD): LDAP Signing (GPO) (integridade das comunicações, impede relay/man-in-the-middle); ACLs no diretório (remove leitura do grupo Logon Anônimo, impede retorno de dados); Resultado (elimina exposição, mantém compatibilidade)
Alternativa A — ❌ Incorreta
A política RestrictAnonymous existe no Windows, mas não no nível 0 para "impedir qualquer comunicação de rede que não utilize autenticação mútua Kerberos". Na verdade, a política RestrictAnonymous controla o acesso anônimo a recursos de rede, mas não tem relação com autenticação Kerberos. Além disso, o nível 0 é o mais permissivo (permite enumeração anônima), não o mais restritivo. A alternativa confunde o propósito da política e inverte o efeito dos níveis.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Não existe uma política chamada RestrictALL no Windows Server. Essa é uma invenção da banca para confundir o candidato. A política correta para exigir assinatura LDAP é configurada via GPO em "Configuração do Computador > Políticas > Configurações do Windows > Configurações de Segurança > Políticas Locais > Opções de Segurança", com a opção "Servidor de rede: assinar digitalmente comunicações (sempre)" ou similar.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Esta é a solução nativa e recomendada pela Microsoft. Configurar uma GPO para exigir LDAP Signing garante a integridade das comunicações LDAP, impedindo ataques de relay. Ajustar as ACLs para remover o acesso de leitura do grupo Logon Anônimo impede que consultas não autenticadas retornem dados do diretório. Essa combinação resolve a vulnerabilidade sem quebrar a compatibilidade com aplicações que precisam de acesso LDAP autenticado.
Alternativa D — ❌ Incorreta
DNSSec (DNS Security Extensions) é um protocolo que protege a integridade das respostas DNS, não tem relação com consultas LDAP anônimas. Forçar comunicação via SMB assinado de forma anônima também não resolve o problema, pois o SMB é um protocolo diferente do LDAP e a assinatura anônima não impede consultas LDAP não autenticadas.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Migrar para a porta 636 (LDAPS) adiciona criptografia, mas não resolve o problema de consultas anônimas — um atacante pode simplesmente usar LDAPS anonimamente. Além disso, usar certificados autoassinados gerados individualmente em cada estação é uma prática insegura e inviável, pois cada estação teria um certificado diferente, impossibilitando a validação centralizada. A alternativa mistura conceitos de criptografia com controle de acesso sem resolver a vulnerabilidade real.